sexta-feira, 28 de julho de 2017

CRIAR FILHOS: LIMITES MAGOAM A CRIANÇA, E AGORA?

Lembra quando você via crianças dando escândalos em supermercados? Agora que chegou sua vez parece ser bem difícil contornar a situação, não é? Pois é!

A verdade é que todas as crianças normais assim que percebem que podem tomar suas próprias decisões, elas começam a ignorar o que os pais dizem e querem dominar a situação.

A criança sempre testa os limites, até aonde ela pode ir. No ato nobre e bonito de educar são os pais que tem essa difícil tarefa, de colocar freios.  Se os pais se omitirem nesse importante papel, quem o fará?

Ai é que o bicho pega, porque se não tomarmos uma atitude, todos viramos reféns da criança, só podendo dizer “sim”? Se disser não, ela chora até conseguir o que quer.

Cabe aos pais imporem os limites, caso contrário, é exatamente isso o que vai acontecer, seu filho vai tomar conta da casa.

Mas eu sei que nem sempre essa é uma tarefa fácil, alguns pais erram por falta de autoridade, outros por excesso e a maioria por inexperiência, por simplesmente não saberem como agir quando a criança desobedece, ou tenta impor a sua vontade, geralmente utilizando artifícios sofisticados, como choros, gritos, birras, enfim tudo o que elas puderem fazer para deixar você louco (a) e sem paciência.


O que me motivou a escrever esse post foi uma discussão que viralizou recentemente no WhatsApp.
Fiquei abismado com a total inversão de valores na educação dos filhos. (As conversas foram tiradas deste link)

Se você não viu a discussão dê uma lida:





A criança queria brincar com um objeto que pertencia a outra pessoa e, após ser avisada que não poderia mexer naquele objeto, ela foi chorar nos ouvidos da mãe. A criança podia ter aceitado o “não”, mas na mãe ela sabia que encontraria uma via para conseguir o que queria.

A mãe, assim como o pai, são as primeiras figuras de autoridade na vida dos pequenos. Pessoas que carregam a difícil tarefa de orientar os filhos.

A criança queria invadir o espaço de outra pessoa, o que é natural nessa idade. Veja bem: natural, não certo. Cabia a mãe ensinar o filho a respeitar os outros e seus pertences. Mesmo que a mãe não entendesse a atitude da outra mulher o objeto era dela. Gostando ou não gostando, o correto é respeitar a decisão da proprietária.

No momento que a mãe compra a briga ela está passando uma mensagem para o filho, a de que todas as pessoas PRECISAM SATISFAZE-LO.

Na internet apareceram comentários como: “se meu filho aparecesse chorando, por causa de um adulto, eu teria feito pior”. Essas máximas são superficiais. Se a criança tivesse chorado porque o adulto a humilhou ou agrediu, com certeza seria algo gravíssimo que exigiria uma defesa da mãe. Mas, se o pequeno chora porque o adulto lhe disse não o problema está na educação da criança, que não a ensinou a respeitar limites. Cabe aos pais descobrir se o choro da criança tem justificativa ou é manha.

Entendo que a mãe ficou chateada por ver o filho chorar. Os pais sempre querem evitar que os filhos passem por qualquer tipo de desgosto. Mas, se a criança não tem estrutura para lidar com um simples “não”, como será esse adulto? Na vida, ouvimos mais “não” do que “sim” e a criança precisa estar preparada para a realidade. Os pais não vão estar lá, no futuro, para facilitar as coisas.

A educação evoluiu em muitos pontos mas, nessa hora, vale a pena lembrar da sabedoria de nossos pais e avós. Eles não nos davam tudo o que queríamos.

Pesquisando na internet encontrei esse blog com um post muito legal intitulado Como educar filhos teimosos?  O autor é Antônio Carlos Nantes de Oliveira, especialista em comportamento infantil.
Autor do livro “Manual da Mudança Comportamental Passiva” e fundador do site Eduque Seu Filho.

Separei uma dicas do Post:

Toda criança precisa de limite, caso contrário ela tem a sensação de abandono e falta de amor.

As crianças percebem quando seus pais perdem o controlem, e elas podem achar, ou que você não a ama, o que pode abalar profundamente a sua autoestima, ou ainda, elas podem entender que estão no controle da situação, o que é muitos casos, acaba por se tornar realidade.

O segredo é usar de autoridade sem autoritarismo quando o mau comportamento surgir (choro, birras, gritos, etc) tente conversar com a criança e explicar a situação com calma, sem agressão ou ameaças de castigos.

É, eu sei, nem sempre é fácil e as vezes você pode acabar perdendo a paciência. Se você buscava uma receita mágica sinto desapontá-lo(a), para ser um bom pai, ou uma boa mãe você terá que exercitar a autoridade mas com paciência, segurança, claridade e firmeza.

Dica:  Para educar, é preciso rotina. O comportamento , tanto o bom quanto o ruim, é formado a partir da repetição das ações, você precisa ensinar bons modos e transforma-los em hábitos, só assim você estará criando livre de maus comportamentos.

• O que funciona e o que não funciona com uma criança desobediente?

Como eu já disse, agressão física, castigos ou chantagem emocionais não funcionam. Podem resolver uma situação no momento, mas a probabilidade do mau comportamento voltar a acontecer é grande.

Dica: Eduque pelo amor e não pela dor.  Em vez de dizer “você não pode andar de bicicleta até colocar um capacete” tente “assim que você colocar seu capacete, você vai poder andar de bicicleta.
Também já disse que o que funciona é o dialogo e a criação de uma rotina, ou seja, disciplina.


Mas pode ser que você diga que o dialogo não esteja funcionando para você, e tudo bem, eu acredito, e vou deixar outra dica de ouro:

Preste atenção no seu próprio comportamento, ou no comportamento das pessoas que mais convivem com seu filho.

Os pais são os maiores exemplos para as crianças, elas tendem a repetir o comportamento aprendido com os pais, faça uma auto-avaliação dos seus próprios comportamentos, veja se você identifica aí a origem do mau comportamento do seu filho.

Se conseguir se identificar, será fácil resolver o problema, mude os seus hábitos ruins e vai ver o seu filho vai se transformar numa criança educada, obediente e bem comportada.

 Educar não é fácil e é sempre mais confortável dizer sim para uma criança que amamos tanto. Mas não podemos esquecer: dizer não também é um ato de amor.
  




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