sexta-feira, 28 de julho de 2017

CRIAR FILHOS: LIMITES MAGOAM A CRIANÇA, E AGORA?

Lembra quando você via crianças dando escândalos em supermercados? Agora que chegou sua vez parece ser bem difícil contornar a situação, não é? Pois é!

A verdade é que todas as crianças normais assim que percebem que podem tomar suas próprias decisões, elas começam a ignorar o que os pais dizem e querem dominar a situação.

A criança sempre testa os limites, até aonde ela pode ir. No ato nobre e bonito de educar são os pais que tem essa difícil tarefa, de colocar freios.  Se os pais se omitirem nesse importante papel, quem o fará?

Ai é que o bicho pega, porque se não tomarmos uma atitude, todos viramos reféns da criança, só podendo dizer “sim”? Se disser não, ela chora até conseguir o que quer.

Cabe aos pais imporem os limites, caso contrário, é exatamente isso o que vai acontecer, seu filho vai tomar conta da casa.

Mas eu sei que nem sempre essa é uma tarefa fácil, alguns pais erram por falta de autoridade, outros por excesso e a maioria por inexperiência, por simplesmente não saberem como agir quando a criança desobedece, ou tenta impor a sua vontade, geralmente utilizando artifícios sofisticados, como choros, gritos, birras, enfim tudo o que elas puderem fazer para deixar você louco (a) e sem paciência.


O que me motivou a escrever esse post foi uma discussão que viralizou recentemente no WhatsApp.
Fiquei abismado com a total inversão de valores na educação dos filhos. (As conversas foram tiradas deste link)

Se você não viu a discussão dê uma lida:





A criança queria brincar com um objeto que pertencia a outra pessoa e, após ser avisada que não poderia mexer naquele objeto, ela foi chorar nos ouvidos da mãe. A criança podia ter aceitado o “não”, mas na mãe ela sabia que encontraria uma via para conseguir o que queria.

A mãe, assim como o pai, são as primeiras figuras de autoridade na vida dos pequenos. Pessoas que carregam a difícil tarefa de orientar os filhos.

A criança queria invadir o espaço de outra pessoa, o que é natural nessa idade. Veja bem: natural, não certo. Cabia a mãe ensinar o filho a respeitar os outros e seus pertences. Mesmo que a mãe não entendesse a atitude da outra mulher o objeto era dela. Gostando ou não gostando, o correto é respeitar a decisão da proprietária.

No momento que a mãe compra a briga ela está passando uma mensagem para o filho, a de que todas as pessoas PRECISAM SATISFAZE-LO.

Na internet apareceram comentários como: “se meu filho aparecesse chorando, por causa de um adulto, eu teria feito pior”. Essas máximas são superficiais. Se a criança tivesse chorado porque o adulto a humilhou ou agrediu, com certeza seria algo gravíssimo que exigiria uma defesa da mãe. Mas, se o pequeno chora porque o adulto lhe disse não o problema está na educação da criança, que não a ensinou a respeitar limites. Cabe aos pais descobrir se o choro da criança tem justificativa ou é manha.

Entendo que a mãe ficou chateada por ver o filho chorar. Os pais sempre querem evitar que os filhos passem por qualquer tipo de desgosto. Mas, se a criança não tem estrutura para lidar com um simples “não”, como será esse adulto? Na vida, ouvimos mais “não” do que “sim” e a criança precisa estar preparada para a realidade. Os pais não vão estar lá, no futuro, para facilitar as coisas.

A educação evoluiu em muitos pontos mas, nessa hora, vale a pena lembrar da sabedoria de nossos pais e avós. Eles não nos davam tudo o que queríamos.

Pesquisando na internet encontrei esse blog com um post muito legal intitulado Como educar filhos teimosos?  O autor é Antônio Carlos Nantes de Oliveira, especialista em comportamento infantil.
Autor do livro “Manual da Mudança Comportamental Passiva” e fundador do site Eduque Seu Filho.

Separei uma dicas do Post:

Toda criança precisa de limite, caso contrário ela tem a sensação de abandono e falta de amor.

As crianças percebem quando seus pais perdem o controlem, e elas podem achar, ou que você não a ama, o que pode abalar profundamente a sua autoestima, ou ainda, elas podem entender que estão no controle da situação, o que é muitos casos, acaba por se tornar realidade.

O segredo é usar de autoridade sem autoritarismo quando o mau comportamento surgir (choro, birras, gritos, etc) tente conversar com a criança e explicar a situação com calma, sem agressão ou ameaças de castigos.

É, eu sei, nem sempre é fácil e as vezes você pode acabar perdendo a paciência. Se você buscava uma receita mágica sinto desapontá-lo(a), para ser um bom pai, ou uma boa mãe você terá que exercitar a autoridade mas com paciência, segurança, claridade e firmeza.

Dica:  Para educar, é preciso rotina. O comportamento , tanto o bom quanto o ruim, é formado a partir da repetição das ações, você precisa ensinar bons modos e transforma-los em hábitos, só assim você estará criando livre de maus comportamentos.

• O que funciona e o que não funciona com uma criança desobediente?

Como eu já disse, agressão física, castigos ou chantagem emocionais não funcionam. Podem resolver uma situação no momento, mas a probabilidade do mau comportamento voltar a acontecer é grande.

Dica: Eduque pelo amor e não pela dor.  Em vez de dizer “você não pode andar de bicicleta até colocar um capacete” tente “assim que você colocar seu capacete, você vai poder andar de bicicleta.
Também já disse que o que funciona é o dialogo e a criação de uma rotina, ou seja, disciplina.


Mas pode ser que você diga que o dialogo não esteja funcionando para você, e tudo bem, eu acredito, e vou deixar outra dica de ouro:

Preste atenção no seu próprio comportamento, ou no comportamento das pessoas que mais convivem com seu filho.

Os pais são os maiores exemplos para as crianças, elas tendem a repetir o comportamento aprendido com os pais, faça uma auto-avaliação dos seus próprios comportamentos, veja se você identifica aí a origem do mau comportamento do seu filho.

Se conseguir se identificar, será fácil resolver o problema, mude os seus hábitos ruins e vai ver o seu filho vai se transformar numa criança educada, obediente e bem comportada.

 Educar não é fácil e é sempre mais confortável dizer sim para uma criança que amamos tanto. Mas não podemos esquecer: dizer não também é um ato de amor.
  




sábado, 1 de julho de 2017

'Sobrevivi a um estupro coletivo no dia do meu casamento'

Li esta matéria na BBC BRASIL, trata-se de uma história muito triste de superação, mas motivadora. 
Fiquei tão impressionado que resolvi reproduzi-la aqui no Blog.

Terry Gobanga

Quando a queniana Terry Gobanga - então Terry Apudo - não apareceu no dia do seu casamento, ninguém poderia imaginar que ela havia sido sequestrada, estuprada e deixada à beira da morte no acostamento de uma estrada. Foi a primeira das duas tragédias a atingi-la. Mas ela sobreviveu. Veja abaixo o seu depoimento:
"Seria um grande casamento. Era pastora, então, todos os membros da nossa igreja haviam sido convidados, assim como nossos parentes. Harry, meu noivo, e eu estávamos muito ansiosos - afinal, nos casaríamos na Catedral de Todos os Santos de Nairóbi (capital do Quênia) e eu havia alugado um lindo vestido.
Mas na noite anterior ao casamento, percebei que algumas das roupas de Harry estavam comigo, incluindo sua gravata. Ele não poderia se casar sem ela, então, uma amiga que havia passado a noite na minha casa se ofereceu a levá-la para ele logo de manhã. Acordamos durante a madrugada e eu a levei até o ponto de ônibus.
Quando estava voltando para casa, passei por um homem que estava sentado no capô de um carro. De repente, ele me segurou por trás e me jogou no banco traseiro. Havia mais dois homens dentro do veículo, que partiu.
Tudo aconteceu numa fração de segundo.
Um pano foi enfiado na minha boca. Chutava, me debatia e tentava gritar. Quando consegui me livrar da mordaça, gritei: "É o dia do meu casamento!" Foi quando levei o primeiro soco. Um dos homens me disse para "cooperar ou eu morreria".
Os homens se revezaram para me estuprar. Sabia que ia morrer, mas estava lutando por minha vida, então quando um dos homens tirou o pano da minha boca, mordi o pênis dele. Ele gritou de dor e outro me esfaqueou na altura do meu estômago. Então, eles abriram a porta e me jogaram para fora do carro em movimento.
Estava a quilômetros de casa, fora de Nairóbi. Mais de seis horas se passaram desde que havia sido sequestrada.
Uma criança me viu sendo lançada para fora do carro e chamou sua avó. As pessoas vieram correndo. Quando a polícia chegou para verificar minha pulsação, ninguém conseguiu. Pensaram que estava morta, me envolveram num lençol e começaram a me levar ao necrotério. Mas, no caminho, engasguei e tossi. O policial me perguntou: "Você está viva?" Então, ele deu meia volta e me levou ao maior hospital público do Quênia.
Cheguei em choque, murmurava palavras incoerentes. Estava seminua e coberta de sangue, e meu rosto estava inchado por causa do soco. Mas algo fez a enfermeira-chefe desconfiar de que eu era uma noiva. "Vamos às igrejas perguntar se não há uma noiva desaparecida", disse ela às enfermeiras.
"Você estão dando falta de uma noiva?", perguntou a enfermeira em telefonema para a Catedral de Todos os Santos.
"Sim, havia um casamento às 10h e ela não veio".
Quando eu não apareci na igreja no horário marcado, meus pais entraram em pânico. As pessoas saíram para me buscar. Boatos se espalharam. Alguns se perguntaram: "Será que ela mudou de ideia". Outros afirmaram: "Não é do feitio dela...o que aconteceu?"

Harry Olwande e Terry no dia de seu casamento, em julho de 2005

Depois de algumas horas, eles retiraram a decoração para que a próxima cerimônia fosse realizada. Harry foi colocado na sacristia para esperar.
Quando eles ouviram onde eu estava, meus pais vieram para o hospital com praticamente todos os convidados. Harry estava carregando meu véu. Mas a imprensa rapidamente ficou sabendo da história e jornalistas passaram a cercar o hospital.
Fui encaminhada a outro hospital onde tinha mais privacidade. Foi quando os médicos trataram dos meus ferimentos e compartilharam uma das piores notícias da minha vida: "O ferimento foi muito profundo e atingiu seu útero, e você não poderá ter filhos".
Recebi a pílula do dia seguinte, além de retrovirais para evitar que contraísse HIV. Fiquei sem reação, me recusava a aceitar o que havia acontecido.
Harry continuava a dizer que queria se casar comigo. "Quero cuidar dela e garantir que ela volte para casa com saúde", disse ele.
Verdade seja dita, não estava numa posição de dizer Sim ou Não porque ainda não havia conseguido esquecer o que tinha acontecido comigo.
Dias depois, quando a sedação diminuiu, pude olhá-lo no olho. Não parava de pedir desculpas. Sentia que eu o havia desapontado. Algumas pessoas disseram que foi minha culpa sair de casa de manhã. Foi bem doloroso, mas minha família e Harry me apoiaram.
A polícia nunca conseguiu prender os estupradores. Por diversas vezes, fui chamada para identificar possíveis suspeitos, mas nenhum deles se parecia com meus agressores. A cada vez que ia à delegacia, era um sofrimento e acabava prejudicando minha recuperação. No final, disse aos policiais: "Você sabe de uma coisa? Estou farta disso".
Três meses depois do ataque, recebi o resultado negativo do meu teste de HIV e fiquei muito feliz, mas eles me disseram que eu deveria esperar mais três meses para garantir. Ainda assim, eu e Harry começamos a planejar nosso 'segundo' casamento.
Embora tenha ficado muito zangada com a pressão da imprensa, alguém leu minha história e me pediu para se encontrar comigo. Seu nome era Vip Ogolla, e ela havia sobrevivido a um estupro. Conversamos e fui informada de que ela e seus amigos queriam me dar uma festa de casamento de graça.
"Faça o que você quiser", disse ela.
Fiquei paralisada. Escolhi um tipo diferente de bolo, muito mais caro. Em vez de um vestido alugado, agora eu poderia comprar um.
Em julho de 2005, sete meses depois do que seria o nosso primeiro casamento, eu e Harry nos casamos e saímos de luz de mel.
Quase um mês depois, estávamos em casa numa noite bem fria. Harry acendeu um aquecedor a carvão e o colocou no quarto. Depois do jantar, ele o tirou de lá porque o quarto já estava bem aquecido. Me joguei debaixo das cobertas e ele trancou a casa. Então, ele veio para a cá e disse que estava um pouco tonto, mas não nos demos muita importância.

Terry Gobanga

Estava tão frio que eu não consegui dormir, então sugeri que pegássemos outro cobertor. Mas Harry disse que não conseguiria, pois não tinha forças. Estranhamemente, eu não conseguia me levantar. Percebemos que algo estava errado. Ele desmaiou. Eu desmaiei. Ainda guardo na memória o que aconteceu. Eu me lembro de falar com ele. Em alguns momentos, ele me respondia, em outros não. Saí da cama e vomitei, o que me recobrou as forças.
Engatinhei até o telefone. Chamei minha vizinha e disse: "Algo está errado. Harry não está respondendo".
Ela veio até a minha casa imediatamente, mas me levou muito tempo para engatinhar e abrir a porta da frente, pois desmaiava a todo instante. Vi uma multidão de pessoas entrando, gritando. E, então, desmaiei novamente.
Acordei no hospital e perguntei onde meu marido estava. Me disseram que estavam cuidando dele no outro quarto. Eu disse: 'Sou pastora, já passei por muitas situações na minha vida, preciso que vocês sejam diretos comigo.'
O médico me olhou e disse: "Desculpe, seu marido morreu".
Não conseguia acreditar.
Voltar à igreja para o funeral foi horrível. Um mês antes, estava lá usando meu vestido branco. Harry me esperava no altar, com seu terno. Agora, estava vestida de preta e ele estava dentro de um caixão.
As pessoas pensavam que eu estava amaldiçoada e impediam seus filhos de se aproximar de mim. "Há um mau presságio sobre ela", diziam. Em determinado momento, cheguei a acreditar nisso.
Outros me acusaram de matar meu marido. Isso realmente me deixou muito mal - eu estava de luto.
A necropsia mostrou o que realmente aconteceu: envenenamento por monóxidos de carbono.
Entrei em colapso. Me senti traída por Deus, traída por todos. Morri para mim mesma.
Um dia, estava sentada na varanda olhando para os pássaros e disse a mim mesma: 'Deus, como o Senhor pode cuidar dos pássaros e não de mim?'
Naquele instante, lembrei que o dia tem 24 horas - ficar trancada em casa com as cortinas fechadas é um desperdício de tempo. Antes de você perceber, passaram-se semanas, meses e anos. A realidade é dura.
Disse a todo mundo que nunca me casaria de novo. Deus levou meu marido, e o pensamento de passar por uma nova perda era demais para mim. É algo que eu não desejaria para ninguém. A dor é tão intensa, você a sente em todas as partes do seu corpo.

Os pais de Tonny eram contra o casamento, pois achavam que Terry era 'amaldiçoada'
Mas havia um homem - Tonny Gobanga - que continuava a me visitar. Uma vez, ele não me telefonou por três dias e eu fiquei muito chateada. Foi quando percebi que estava apaixonada por ele.
Tonny me pediu em casamento, mas disse a ele para comprar uma revista, ler minha história e dizer se ele ainda me amava. Ele voltou e afirmou que ainda queria se casar comigo.
Mas eu disse: 'Escute, há outra coisa - eu não posso ter filhos, então, não posso me casar com você'.
'Crianças são um presente de Deus', respondeu ele. 'E se nós os tivermos, amém. Caso contrário, vou ter mais tempo para te amar'.
Depois disso, disse 'sim'.
Tonny foi contar sobre o casamento a seus pais, que ficaram muito entusiasmados, até ouvirem minha história. 'Você não pode se casar com ela - ela é amaldiçoada', disseram eles.
Meu sogro se recusou a vir ao casamento, mas nós decidimos seguir com os planos. Tínhamos 800 convidados - muitos vieram movidos pela curiosidade.
Três anos após meu primeiro casamento, estava com muito medo. Quando estávamos trocando votos, pensei: 'Estou aqui de novo, Pai, por favor, não o deixe morrer'.
Quando a congregação rezou por nós, chorei compulsivamente.

Um ano depois de nos casarmos, me senti mal e fui ao médico - para a minha surpresa, soube que estava grávida.

Terry e suas duas filhas, Tehille e Todah

Os meses se passaram e me colocaram de cama, por causa do ferimento à faca no meu útero. Mas tudo correu bem, e nós tivemos uma menina, que chamamos de Tehille. Quatro anos depois, tivemos outra, Towdah.
Hoje, eu e meu sogro temos um ótimo relacionamento.
Escrevi um livro, Crawling out of Darkness (Rastejando para Fora da Escuridão, em tradução livre), sobre a minha vida. Meu objetivo era dar esperanças às pessoas. Também montei uma ONG, chamada Kara Olmurani.
Trabalhamos com sobreviventes de estupro, como gosto de chamá-los, não vítimas de estupro. Oferecemos terapia e apoio. Queremos construir um abrigo, onde eles possam permanecer até conseguir encarar a realidade novamente.
Perdoei meus agressores. Não foi fácil, mas percebi que não valia a pena. Minha fé me estimula a perdoar e não pagar o mal com o mal, mas com o bem.

"O mais importante para mim foi o luto. Passe por cada etapa dele. Fique triste até você conseguir lidar com a situação. Você tem de continuar em frente, mesmo que tenha de rastejar. Mas siga na direção do seu destino porque ele está te esperando". Terry Gobanga

Terry Gobanga com o marido, Tonny, e suas duas filhas


FONTE: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40449647

sexta-feira, 31 de março de 2017

PLANETA DOS MACACOS: CONTINUO TORCENDO PELOS SIMIOS

Primeira vamos acompanhar o trailer do terceiro filme da franquia Planeta dos Macacos:






Atualmente venho refletindo sobre o quanto nossa geração se acomodou se compararmos com as gerações anteriores, principalmente a de 80... Será se somos covardes?

A política brasileira ficou insuportável ... É uma orquestra armada em seus mínimos detalhes... E a revolta popular parece está contida, pois estamos assistindo o desmonte de tudo que as gerações anteriores sangraram para nos legar e não estamos dizendo nada ... Tal realidade me faz lembrar Maiakovski:
  
E PORQUE NÃO DISSEMOS NADA…

Na primeira noite, eles se aproximame colhem uma flor de nosso jardim.E não dizemos nada.

 Na segunda noite, já não se escondem,pisam as flores, matam nosso cão.E não dizemos nada.

  Até que um dia, o mais frágil deles, entrasozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,e, conhecendo nosso medo,arranca-nos a voz da garganta.

 E porque não dissemos nada,já não podemos dizer nada.
  
É companheiros por isso CONTINUO TORCENDO PELOS SÍMIOS!

Vamos voltar ao assunto deste Post: 

A ultima parte da Trilogia PLANETAS DOS MACACOS,  ... Que aguardo com muita ansiedade ...

Após o primeiro filme eu disse (Click aqui p ler na integra):
Vi o César (o macaco que protagoniza o filme) como uma espécie de Che Guevara dos símios, já que para muitos, ambos representam a rebeldia, a luta contra a injustiça e o espírito incorruptível.
 A primeira palavra proferida por César é simbólica, na verdade é um grito: “NÃO!”,

Já no Segundo Filme(Click aqui p ler na integra):
ficava me perguntando, como a humanidade reagiria se de repente perdêssemos tudo, como ficaríamos sem ter mais nada? No segundo filme tantos os macacos, como os humanos, nos mostram que é possível recomeçar, reconstruir o lar e formar famílias e sonhar com uma nova sociedade.

A Sétima arte nos faz refletir sobre a conjuntura em que vivemos... Como em Guerra do Fogo que ilustra como foram as primeiras tentativas para se chegar ao ponto em que a humanidade atual chegou.

É nostálgico relembrar a década de 80, quando HQs não só incentivavam a leitura, mas também alimentavam a imaginação.


Ah, antes que eu me esqueça, estou aguardando também a seqüência de Prometeus (click aqui), pois sou fã do Scott e sua critica ao capitalismo selvagem em que as mega corporações buscam o lucro a qualquer custo.

Veja o trailler da sequencia:



Aguardemos!!!!

quinta-feira, 2 de março de 2017

II SIMULADO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE GESTORES ESCOLARES - SEDUC PI

Caros colegas, como prometido voltamos para finalizar os estudos de mais uma jornada sobre educação... Pois é! ..

Irei postar um resumo dos conteúdos trabalhados nos 5 módulos que compõem o Curso e intercalar com mais questões para testarmos nossos conhecimentos.


LEMBRETE:
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Ah! Antes que eu me esqueça... BOA SORTE  a todos!!!!!!!!!!!!!

Vamos lá!!!!


MÓDULO I - PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO - MÉTODO PDCA A GESTÃO DE APRENDIZAGEM

Colegas é o seguinte, antes de começar a responder as questões sobre esse módulo, sugiro que vocês leiam o texto de Heloísa Lück, essa autora foi bastante citada durante esse módulo e provavelmente será abordada na prova. 

Leiam também estes textos sugeridos pela professora: 






Após a leitura dos textos acima, vamos rever esse vídeo:

METAS EM EDUCAÇÃO: GANHAMOS OU PERDEMOS?



O que mais se discutiu neste Módulo foi que a META É O FAROL...E antes de se estabelecer metas, primeiramente precisamos fazer um diagnóstico para poder estabelecer uma rota.

Ou seja, a meta ilumina o planejamento.

Outros lembretes importantes são:

Método PDCA : É um método de gerenciamento que prevê planejamento a partir de análise, acompanhamento constante da execução e replanejamento periódico, incorporando conhecimentos necessários para melhorar a eficiência no alcance de metas.

Gestão estratégica: 

“Mobilização de todos os recursos da empresa no âmbito global visando atingir os objetivos à longo prazo”. (Chiavenato. 2003, p.234)

Planejamento estratégico: 

“O Planejamento Estratégico trata do processo de estabelecer objetivos e definir a maneira como alcançá-los.” (OLIVEIRA, 2007; CHIAVENATO, 2010).

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO:

É a bússola do gestor e da qualidade de ensino;
Considera os saberes para planejar;
Possibilita a superação de rotinas;
Visa organizar e disciplinar as ações;
Ajuda  o gestor na priorização das ações;
Maximizar a eficiência;

O PLANEJAMENTO:

Como processo o planejamento não deve ocorrer em um momento único, ele deve ser revisitado.

Conselho escolar = gestão participativa
O conselho escolar é um dos colegiados que permite a consolidação da gestão democrática, em esferas que vão da orientação político administrativa da escola à articulação de recursos materiais e financeiros e outras instâncias de gestão.
CONSELHOS ESCOLARES




Vamos treinar um pouco?

01. Clódia Maria Godoy Turra, quando define planejamento, não afirma:

(A)  O planejamento, além de delimitar ações eficientes, tem  que  cuidar  das  finalidades  político-sociais  da ação, pois caso contrário poderia, no máximo, estar modernizando algo que já existe e não tomando uma decisão de base, que direcione a ação a partir de um ponto de vista crítico.
(B)  Planejamento é um conjunto de ações coordenadas entre si, que concorrem para a obtenção de um certo resultado desejado.
(C)  Planejamento   é   um   processo   que   consiste   em preparar um conjunto de decisões tendo em vista agir, posteriormente, para atingir determinados objetivos.
(D) Planejamento é uma tomada de decisões, dentre possíveis alternativas, visando atingir os resultados previstos de forma mais eficiente e econômica.

02. Em “Planejamento de Ensino e Avaliação”, Clódia Maria
Godoy Turra não considera correto afirmar:

(A)  Para o mestre de alguns anos atrás, o rol completo de informações a ser estudado por seus alunos, se encontrava nos programas oficiais.
(B)  Hoje, o professor dispõe de uma significativa margem
de  flexibilidade  para  montar  o  programa  que  irá desenvolver com os alunos.
(C)  Há alguns anos atrás era exigido do professor que ele esgotasse o programa, independendo do rendimento
do aluno.
(D)  Nos dias atuais, o professor não tem liberdade para selecionar os conteúdos mais adequados aos seus alunos,  pois  está  preso  ao  cumprimento exato  do programa.

03. De acordo com Dermeval Saviani, é incorreto afirmar:

(A) A sociedade é concebida como essencialmente harmoniosa,    tendendo    à    integração    de    seus
membros.
(B)  A marginalidade é um fenômeno acidental que afeta individualmente um número maior ou menor de seus membros, o que constitui um desvio, uma distorção
que pode e deve ser corrigida.
(C)  A educação é uma força homogeneizadora que tem por função reforçar os laços sociais, promover a coesão e garantir a integração de todos os indivíduos
no corpo social.
(D) Não  cabe  à  educação  um  papel  decisivo  na conformação  da  sociedade  evitando  sua desagregação nem garantindo a construção de uma sociedade igualitária.

04) O projeto político-pedagógico é um dos meios de  viabilizar  a  escola  democrática  e  autônoma para todos, com qualidade social. Assinale a alternativa CORRETA sobre o processo de formulação do projeto político pedagógico:
a) É o conjunto de valores e práticas que proporcionam a produção e a socialização de significados no espaço social e que contribuem, intensamente, para a construção de identidades sociais e culturais dos estudantes.
b) Deve-se observar as diretrizes comuns a todas as suas etapas, modalidades e orientações temáticas, respeitando suas especificidades e as dos sujeitos a que se destinam.
c) Tem como referência a democrática ordenação pedagógica das relações escolares, cujo horizonte de ação procura abranger a vida humana em sua globalidade, é também um documento em que se registra o resultado do processo negocial estabelecido por aqueles atores que estudam a escola   e   por   ela   respondem   em   parceria (gestores, professores, técnicos e demais funcionários, representação estudantil, representação da família e da comunidade local).
d) Nenhuma das alternativas.

05) Freire (2011) propõe: Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades ao aluno para sua própria construção. A partir dessa afirmativa é CORRETO afirmar, com referência na frase: Ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando.

a) Ensinar, exige respeito à curiosidade e ao gosto estético  do  educando,  à  sua  inquietude, linguagem, às suas diferenças.
b) Uma das tarefas mais importantes da prática educativo-crítica é propiciar condições para que os educandos, em suas relações, sejam levados à experiências de assumir-se.
c) Quanto mais cultural o ser, maior o suporte ou espaço ao qual o ser se prende “afetivamente” em seu desenvolvimento.
d) Nenhuma das alternativas.

06)  A    gestão democrática tem  sido  defendida como dinâmica a ser efetivada nas unidades escolares, visando garantir processos coletivos de participação e decisão. Analise as afirmativas abaixo:

I - Gestão democrática implica luta pela garantia da autonomia da unidade escolar.

II - Gestão democrática implica um processo de participação coletiva.

III - Gestão democrática é entendida como a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar.

IV   -   Gestão   democrática tem   como   função preparar cidadãos para mundo.
  
Estão CORRETAS as afirmativas:
a) I - II e III apenas.
b) I - II e IV apenas.
c) II - III e IV apenas.
d) Nenhuma das alternativas.
  
07. Para conhecer uma escola é preciso conhecer o seu cotidiano, que traduz o que ela realmente é. E ela é o que fazem dela os seus participantes. Nesse sentido, nenhuma escola é igual a outra, embora possam ser parecidas, por expressarem elementos comuns. Segundo LUCK (2009), uma escola pode se situar em um determinado ponto de diversos eixos situacionais. Como exemplo de eixos situacionais que oferecem perspectivas de análise do cotidiano com a possibilidade de identificação do conservadorismo, uma das características apresentadas pela autora é a

(A)  departamentalização de responsabilidades pela divisão e especialização de tarefas.

(B)  ênfase na diversidade das partes, para formar a unidade do todo.

(C) preocupação com processos e resultados.

(D) diversidade de vozes na determinação de rumos.

(E)  unidade de trabalho: o resultado a ser alcançado.
   
08. A gestão democrática pode ser definida como o processo em que se criam condições e se estabelecem as orientações necessárias para que os membros de uma coletividade não apenas tomem parte, de forma regular e contínua, de suas decisões mais importantes, mas assumam os compromissos necessários para a sua efetivação. Para promover o ambiente propício para a orientação dessa participação, o diretor deve ter clareza, entre outros aspectos, de que

(A)  o exercício da liderança compartilhada ocorre entre todos os membros da comunidade escolar e da coliderança entre a equipe de gestão escolar.

(B)  a comunidade escolar é envolvida nos processos de discussão, porém as decisões finais são tomadas pela equipe de gestão.

(C) o papel da comunidade escolar, na forma de colegiados, é dar aval às decisões tomadas e conferir as prestações de conta.

(D) a participação de membros da comunidade escolar se expressa exclusivamente pela participação nos órgãos colegiados.

(E)  as decisões tomadas pelo colegiado ocorrem por votação e, em caso de empate, cabe ao diretor o voto decisivo.

09. MORIN (2007) defende que ensinar a viver necessita não só do conhecimento, mas também da transformação do conhecimento adquirido em sabedoria. Na educação, trata-se de transformar conhecimento em sapiência, o que implica, entre outras, na seguinte finalidade:

(A)  ao considerar os termos “cultura das humanidades”, é preciso pensar a palavra “cultura”, em seu sentido antropológico: uma cultura fornece os conhecimentos, valores, símbolos que orientam e guiam para a vida humana.

(B)  enfrentar a dificuldade da compreensão humana, o que exige o recurso de ensinamentos separados, de uma pedagogia apoiada no recurso didático de separar  os  ensinamentos  filosóficos, sociológicos, históricos e científicos.

(C) a cultura das humanidades não deverá ser uma preparação para a vida. Literatura, poesia e cinema não devem ser considerados escolas de vida, mas apenas objetos de análises gramaticais, sintáticas ou semióticas.

(D) seria preciso ajudar as mentes adolescentes a se movimentarem na noosfera e ajudá-las a instaurar o convívio com suas ideias, nunca esquecendo que estas devem ser mantidas em seu papel mediador, garantindo que sejam identificadas com o real.

(E)  o ensino da filosofia deve ser revitalizado, ele poderia fornecer o  indispensável suporte da cultura européia: a racionalidade crítica e autocrítica, que permitem justamente a auto-observação e a lucidez, eliminando a fé incerta.

10. A diretora da escola Vinícius de Moraes observou que os professores da sua unidade escolar utilizam sempre a mesma organização social da aula. Diante dessa constatação, ela elaborou uma formação em serviço sobre as diferentes formas de organizar as atividades na aula, para discutir e sistematizar as vantagens e desvantagens de cada uma. De acordo com ZABALA (1998),

(A)  a organização da sala em grande grupo é apropriada para o ensino de conceitos e princípios, mas pouco recomendado para o ensino de fatos em razão da dificuldade para se apreender o verdadeiro grau de compreensão de cada menino e menina. A organização da sala em grande grupo favorece o trabalho com conteúdos procedimentais, porém é inadequa- da para o trabalho com os conteúdos atitudinais.

(B)  a organização em grande grupo coloca muitos pro- blemas para o ensino dos conceitos se não se intro- duzem medidas que permitam conhecer o grau e o tipo de processo que está seguindo cada aluno na construção do significado. Quanto menos complexo for o conteúdo a ser aprendido e mais velhos forem os alunos, mais dificuldade teremos para atender à diversidade numa estrutura de grande grupo.

(C)  as equipes móveis são inadequadas para os con- teúdos procedimentais, dada a necessidade de se adaptarem às diferentes capacidades, ritmos, estilos e interesses de cada aluno. Para a aprendizagem de conteúdos procedimentais, é imprescindível o esta- belecimento de uma sequência idêntica para todos, o que facilita o atendimento de todos ao mesmo tempo.

(D) as equipes fixas oferecem numerosas oportunidades para  trabalhar  importantes  conteúdos  atitudinais. Sua estrutura também é apropriada para a criação de situações que promovam o debate e os corres- pondentes conflitos cognitivos e pela possibilidade de receber e dar ajuda, o que facilita a compreensão dos conceitos e procedimentos complexos.

(E)  a organização da classe em equipes fixas dificulta a gestão e o controle da classe. Mas ao mesmo tem- po, uma organização desse tipo oferece uma grande quantidade de oportunidades para que os meninos e meninas assumam cada vez mais responsabilidades para com os outros, aprendam a se comprometer, a avaliar o seu trabalho e o dos demais e a oferecer ajuda.

 MÓDULO II: INDICADORES DE QUALIDADE NA EDUCAÇÃO

Antes de começar a responder as questões sobre esse Módulo, sugiro que vocês leiam os abaixo sugeridos pela professora:



Indicadores de Qualidade

Constituem-se em uma metodologia de auto avaliação  escolar, apoiada por um conjunto de materiais, que reúne indicadores educacionais qualitativos, de fácil compreensão, capazes de mobilizar a participação dos diferentes segmentos da escola: professores, gestores, familiares, funcionários, representantes de organização local.

VÍDEO: O projeto político-pedagógico e a gestão democrática  - Vasco Moretto



VÍDEO: GESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA –PROF. VÍTOR PARO



VÍDEO: ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DO ENSINO -Gestão Escolar: princípios democráticos:


Gestão escolar e o Projeto politico pedagógico

Gestão escolar
É uma dimensão, um enfoque de atuação, um meio e não um fim em si mesmo, uma vez que o objetivo final da gestão é a aprendizagem efetiva e significativa.

Gestão pedagógica: 
 É a mais significativa da gestão. Cuidar de gerir a área educativa, propriamente dita, da escola e da educação escolar. Estabelece objetivos para o ensino. Define as linhas de atuação, em função dos objetivos e do perfil da comunidade e dos alunos.
GESTÃO ADMINISTRATIVA: 
Responsabiliza-se pela parte física e institucional. Suas especificidades estão enunciadas no plano escolar e no regimento escolar.
GESTÃO ESCOLAR:  CONCEITOS E IMPLICAÇÕES
Compreendida como ação, sobretudo liderada pelo diretor da escola. A gestão é a tarefa da qual resulta a unidade de ação do estabelecimento de ensino, voltada para a construção da excelência, em torno dos seus objetivos. Nesse sentido ela pode revestir-se de características como:
PARTICIPATIVA: 
A gestão participativa traz consigo novas tendências em relação a administração escolar em busca de uma escola eficaz: a mudança do papel do diretor e a busca pela autonomia escolar.
GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO:
Reivindicada pelos movimentos sociais durante o período da ditadura militar, tornando-se um dos princípios da educação na Constituição brasileira de 1988.
A GESTÃO DEMOCRÁTICA:
Restabelece o controle da sociedade civil sobre a educação e a escola pública, introduzindo a eleição de dirigentes escolares e os conselhos escolares, garante a liberdade de expressão, de pensamento, de criação e de organização coletiva na escola, e facilita a luta por condições materiais para aquisição e manutenção dos equipamentos escolares, bem como por salários dignos a todos os profissionais da educação.
O QUE É GESTÃO FINANCEIRA?
“A gestão financeira” é uma das tradicionais áreas funcionais da gestão, encontrada em qualquer organização e à qual cabem as análises, decisões e atuações relacionados com os meios financeiros necessários à atividade da organização. Desta forma, a função financeira integra todas as tarefas ligadas à obtenção, utilização e controle de recursos (Paulo Nunes).
AUTONOMIA DA GESTÃO FINANCEIRA NA ESCOLA
Na LDB nº9.394/96, em seu Art.15, estabelece que “os sistemas de ensino assegurarão á unidades escolares públicas de educação básica que os integram progressivos graus de autonomia pedagógica e administrativa e de gestão financeira, observadas as normas gerais de direito financeiro público. ”Ao afirmar que à escola devem ser atribuídos progressivos graus de autonomia, reconheceu que não se trata de autonomia absoluta, mas que, mesmo parcial, deve progredir até um ponto que lhe garanta seu pleno funcionamento, nas suas múltiplas dimensões.
O termo “autonomia” significa capacidade do indivíduo de analisar e avaliar determinada situação, tomando decisões próprias a seu respeito. Seu conceito traz algumas características especificas, são elas: relacional, relativo e interdependente. E nesse sentido, o conselho escolar é um importante instrumento de participação da comunidade, e deve ser o maior aliado do gestor na construção da autonomia financeira da escola.

GESTÃO FINANCEIRA E PRINCÍPIOS A SEREM SEGUIDOS PARA OBTENÇÃO DE ÊXITO
Em suma, a gestão financeira, seja na área educacional ou não, deve seguir alguns princípios para obter êxito, são eles:
Definição de prioridades
Elaboração do orçamento geral
Cálculo correto de gastos
Comprovação de gastos
Prestação de contas transparente

LEI DE LICITAÇÕES
Não custa lembrar que a escola pública deve seguir as normas da Lei de Licitações. De acordo com os valores e o tipo de gasto, essa legislação estabelece a obrigatoriedade de haver uma ação que permita a comparação de preços (concorrência, tomada de preços ou carta- convite) antes da contratação do serviço ou da compra de material. Por menor que seja esse gasto, o processo referente a ele deve conter, no mínimo, três orçamentos registrados.
 PRESTAÇÃO DE CONTAS TRANSPARENTE
A escola tem de prestar contas de seus gastos à Secretaria de Educação à qual é vinculada, aos executores dos programas de financiamento com os quais estabelece parceria -em períodos estabelecidos previamente por lei ou pelo regulamento da entidade financiadora -e à comunidade. Os balanços financeiro e orçamentário são obrigatórios, conforme determina o artigo 70 da Constituição Federal...
Vamos praticar mais um pouco?

Leia o texto a seguir para responder às questões de números
11 a 12.

Ao longo de quase quatro séculos, articularam-se, no processo histórico da formação da sociedade brasileira, elementos étnico-culturais, caracterizados por rica diversidade, com relações político-econômicas de natureza colonial, marcadas pela desigualdade.
Em novembro de 2016, o Brasil completará 127 anos de regime republicano, conturbados por dois períodos de ditadura, a de Vargas (1930-45) e a militar (1964-83/84), os quais somam 35 anos, deixando o país com apenas 82 anos de funcionamento regular das instituições republicanas.
No decorrer do século XX, o Brasil avançou bastante no terreno dos direitos individuais e sociais e no combate à desigualdade. Esta, contudo, ainda é profunda e desafia os brasileiros, agravando problemas em todas as áreas. Na educacional, área de grande complexidade e que se articula com todas as demais, a desigualdade participa da produção do fracasso escolar e dele se alimenta.
  
11. Em  Aquino  (1998),  alguns  autores  destacam  que  o significado de igualdade, contido na proposta de cidadania democrática, não se confunde com “uniformidade” de todos os seres humanos, com suas óbvias diferenças de raça, etnia, sexo, ocupação, talentos específicos e cultura no sentido mais amplo, que compõem e enriquecem a “igualdade em dignidade” do ser humano, a qual convive com elas. Ao contrário, a desigualdade distorce aquelas diferenças ao aplicar-lhes uma valoração superior/inferior que gera discriminação, preconceito, constrangimentos, exclusão, podendo lesar direitos e ser crime. Enfatiza-se, em artigos dessa coletânea, que a construção da cidadania democrática é um fenômeno complexo de natureza histórico-cultural que envolve, necessariamente, a escola e seus profissionais, pois o processo educacional

(A)  reproduz a desigualdade que reina no país, seja o de âmbito familiar, seja o do escolar.

(B)  contribui tanto para conservar quanto para mudar va- lores, mentalidades, costumes e práticas.

(C) necessita,  primeiro,  receber  recursos  materiais  e prestígio, para poder endireitar a sociedade.

(D) precisa ser, ele próprio, democratizado internamen- te, de modo a educar nessa mesma linha.

(E)  pode tirar o país do atraso, revelando ao mundo a capacidade que se origina da mestiçagem.

12. No artigo “O desafio da educação para a cidadania”, Benevides (em Aquino, 1998) denuncia o quanto tem de ilusória uma certa unanimidade nos discursos de “direita” e de “esquerda” sobre democracia e direitos do cidadão, pois as raízes autoritárias e elitistas de nossa formação social estão sólidas. Analisa a formação dos conceitos de cidadania e de democracia na história do ocidente, trabalhando a compreensão da cidadania democrática e a de sua relação intrínseca com a educação. Argumenta que, no Brasil, educar para a cidadania democrática envolve, no ponto de partida, duas prioridades que se complementam:

(A)  a educação para votar nos melhores candidatos e a formação para cumprir os próprios deveres.

(B)  a garantia de recursos para oferecer educação bá- sica gratuita a todos e a vigilância de sua aplicação.

(C) a educação em valores cívicos e de respeito ao bem público e a formação para o trabalho eficiente.

(D) a educação para a participação ativa na vida pública e a educação para a ética na política.

(E)  o cumprimento da Constituição Cidadã de 1988 e o comportamento ético na escola pública.

Leia o texto a seguir para responder às questões de números
13 a 14.

Na formação dos profissionais do ensino, o segmento acadêmico, escolar, tem maior visibilidade porque confere o diploma, licenciando para o mercado de trabalho. No entanto, a escolaridade básica e a cultura da classe social de origem constituem um primeiro nível da formação docente ao qual os estudos específicos se articulam. Mas há um terceiro nível, inerente ao exercício da profissão, o qual pode constituir-se como nível formador permanente, privilegiado, desde que, presentes, determinadas condições.

13. Nesse sentido, Sanches e Weisz (2006) defendem que as equipes de direção/coordenação das escolas organizem, com os professores, um processo de diálogo, de análise, de crítica e de reconstrução do trabalho didático-
-pedagógico em andamento com os alunos e da própria estrutura organizacional da escola.
As autoras propõem a “tematização da prática” que consiste em

(A)  inventariar as dificuldades e lacunas de formação dos professores, tratando de programar temas para oficinas didático-pedagógicas destinadas a saná-las.

(B)  um processo de reflexão, um instrumento de forma- ção que documenta a prática docente para olhar para ela como um objeto sobre o qual se pode pensar.

(C) gravar vídeos de aulas-modelo de temas centrais das disciplinas do currículo do ensino fundamental, para uma ajuda prática aos professores que neces- sitarem.

(D) disponibilizar material teórico de ponta, sobre temas da prática docente, a ser livremente explorado pelos professores, com a assistência do coordenador.

(E)  aplicar, com a ajuda de especialistas, a teoria cons- trutivista de Emília Ferreiro a temas de alfabetização que os professores das séries iniciais selecionaram

14. Selma Garrido Pimenta (3a edição) entende que os pro- fessores podem construir e transformar seus saberes/ fazeres docentes. Analisa que, para isso, precisam de- senvolver a capacidade de investigar a própria atividade, o que, segundo a autora, depende da

(A)  continuidade de seus estudos em nível de pós-gra- duação, instrumentalizando-se teoricamente para interpretar, no cotidiano escolar, os problemas que enfrentam ao ensinar.

(B)  gestão democrática no desenvolvimento do currícu- lo, liberando os professores de vencerem volumes de programação para poderem pesquisar suas prá- ticas.

(C) incorporação, pelo projeto político-pedagógico esco- lar, da dimensão investigativa do trabalho dos docen- tes, impondo, a estes, o esforço para desenvolvê-la com eficiência.

(D) mobilização da tríade: dos saberes da área espe- cífica, dos saberes pedagógicos e dos saberes da experiência, nos quais se fundamenta o saber do professor.

(E)  colaboração e do envolvimento dos setores técnicos das secretarias de educação e dos pesquisadores das universidades públicas que formam professores para a Educação Básica.


MODULO III - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E GESTÃO DEMOCRÁTICA 

Pessoal, neste módulo o professor não deixou nenhum link para estudo on-line, mas ele deixou todos os slides que ele trabalhou durante a aula, bem como o plano de curso... Sugiro que vocês estudem os principais textos da bibliografia básico apontada pelo pelo professor em seu plano de Curso.

PLANO DE TRABALHO EMENTA: 
Legislação e as normas referentes às questões da gestão escolar e de pessoal, à educação, ao ensino e aos direitos e deveres do seu público alvo. Comunicação interpessoal e o estreitamento das relações entre os membros da comunidade escolar. Administração escolar, garantindo a regularidade do seu funcionamento e instalações que potencializem a eficiência das ações administrativas. Liderança e comunidade escolar / visão compartilhada. 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei n. 9.394/96.
Disponível em: < http://www.mec.gov.br/legis/default.shtm >.

DECRETO 12.928 de 10 de dezembro de 2007 – Institui o Conselho Escolar.

DECRETO 16.902 de 29 de novembro de 2016 – Normatiza o processo de escolha dos dirigentes das escolas estaduais.

DOURADO, Luiz Fernandes Progestão : como promover, articular e envolver a ação das pessoas no processo de gestão escolar?, módulo II / Luiz Fernandes Dourado, Marisa Ribeiro Teixeira Duarte ; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. Brasília : Consed – Conselho Nacional de Secretários de Educação, 2001.

MARÇAL, Juliane Corrêa Progestão : como promover a construção coletiva do projeto pedagógico da escola?, módulo III / Juliane Corrêa Marçal, José Vieira de Sousa ;coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. -- Brasília : Consed – Conselho Nacional de Secretários de Educação, 2001.

MOREIRA, Ana Maria de Albuquerque Progestão: como gerenciar os recursos financeiros?, módulo VI / Ana Maria de Albuquerque Moreira, José Roberto Rizzoti. -- Brasília : Consed – Conselho Nacional de Secretários de Educação, 2009.

PENIIN, Sônia Teresinha de Souza Progestão : como articular a função social da escola com as especificidades e as demandas da Comunidade?, módulo I / Sônia Teresinha de SouzaPenin, Sofia Lerche Vieira ; coordenação geral Maria Aglaê de Medeiros Machado. -- Brasília: Consed – Conselho Nacional de Secretários de Educação, 2001.

PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. São Paulo:
Ática, 1997.

Mãos a obra!

Vídeo Mário Cortella – Qual o Papel da Escola?


A prestação de contas dos recursos da escola



Neste modulo vimos basicamente o seguinte:

O Gestor Escolar deve conhecer legislação, normas, procedimentos, técnicas e ferramentas de administração pública e envolver toda a comunidade escolar em um processo democrático e transparente de gestão e de tomada de decisão.

Garantir a operacionalidade de Conselhos Escolares e Grêmios Estudantis.

Garantir a transparência e a participação na gestão financeira dos recursos.

Administrar a escola, garantindo a regularidade do seu funcionamento e instalações que potencializem a eficiência das ações administrativas.

Liderar a comunidade escolar e fomentar uma visão compartilhada acerca dos desafios da instituição.

A Escola e sua Função Social

Artigo 1 -Satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem.
Artigo 2 -Expandir o enfoque.
Artigo 3 -Universalizar o acesso à educação e promover a equidade
Artigo 4 -Concentrar a atenção na aprendizagem
Artigo 5 -Ampliar os meios e o raio de ação da educação básica
Artigo 6 -Propiciar um ambiente adequado à aprendizagem
Artigo 7 -Fortalecer as alianças
Artigo 8 -Desenvolver uma política contextualizada de apoio
Artigo 9 -Mobilizar os recursos
Artigo 10 -Fortalecer solidariedade internacional

Plano Decenal de Educação para todos (1993 –2003)

Metas a serem alcançadas no período 1993-2003

-Incrementar em cerca de 50% os atuais níveis de aprendizagem nas disciplinas do núcleo comum;

-Elevar a, no mínimo, 94% a cobertura da população escolar;

-Assegurar a melhoria do fluxo escolar, reduzindo a repetência sobretudo da 1ª a 5ªsérie;

O foco na escola se traduz também em alguns dispositivos da LDB.

I. Elaborar e executar sua proposta pedagógica;

II. Administrar seu pessoal e seus recursos materiais e financeiros;

III. Assegurar o cumprimento dos dias letivos e horas -aula estabelecidas;

IV. Velar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente;

V. Promover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento;

VI. Articular -se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração da sociedade com a escola;

VII. Informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica (Art.12)

CONSELHOS ESCOLARES

Fundamentos legais

CONSTITUIÇÃO 1988 - em seu art.206, consta, explicitamente, a “gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino

A LEI DE DIRETRIZES E BASES 9394/96

Art.14, quando afirma que:

Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica de acordo com as suas peculiaridades, conforme os seguintes princípios:
I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola;
II – participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.

Para que serve o Conselho Escolar?

O Conselho Escolar exercitará função de quatro naturezas:

Consultiva: é consultado em relação aos problemas e sugerir soluções para serem encaminhadas pela Direção da Unidade Escolar.

Deliberativa: toma decisões quanto as ações pedagógicas, administrativas e financeiras

Normativa: estabelece normas para o satisfatório desempenho das ações pedagógicas, administrativas e financeiras.

Avaliativa: refere - se ao acompanhamento sistemático e ao controle das ações pedagógicas, administrativas e financeiras, para identificar e encaminhar propostas de soluções.

A gestão democrática deve ser um instrumento de transformação das práticas escolares, não a sua reiteração. Este é o seu maior desafio, pois envolverá, necessariamente, a formulação de um novo projeto pedagógico.

Quando a escola assume a responsabilidade de atuar na transformação e na busca do desenvolvimento social, seus agentes devem empenhar-se na elaboração de uma proposta para a realização desse objetivo. Essa proposta ganha força através da construção democrática de um Projeto Político-Pedagógico.

O QUE É PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO?

Como superar o divórcio entre o DESEJO (Projeto) X PRÁTICA (cotidiano)?

"O projeto político-pedagógico é o plano global da instituição. Pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se objetiva na caminhada, que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar."

Tem que partir de um posicionamento quanto à sua intencionalidade e de uma leitura da realidade.

Trata-se de um importante caminho para a construção da identidade da instituição.

Suas principais características:

a) Abrangência: amplo, integral, global (guarda-chuva, constituição da escola).

b) Duração: longa.

c) Participação: coletiva, democrática.

d) Concretização: processual- "A boniteza não tem de estar tanto no produto, mas sobretudo no processo" Paulo Freire.

e) "Político": para que não seja apenas técnico

COMPETÊNCIAS EXIGIDAS PARA A CONSTRUÇÃO DO PPP

Conceitual – saber exatamente o que é o PPP.

Atitudinal -o desejo e a decisão de fazer o PPP (sensibilização, sem queimar etapas).

CONSIDERAÇÕES...O CONCEITO DE PARTICIPAÇÃO, AUTONOMIA, DEMOCRACIA, LIBERDADE E SUAS FORMAS DE OPERACIONALIZAÇÃO PRECISAM SER REDISCUTIDAS NO ÂMBITO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS COMO TAMBÉM NO ESPAÇO ESCOLAR, PARA QUE SE CUMPRA EFETIVAMENTE SEU PAPEL DE EIXO NORTEADOR NA GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA .
E tome mais questões!!

15. As avaliações internacionais e nacionais das quais o Brasil participa ou promove são: SAEB, ENEM, PISA, ENCCEJA e Prova Brasil. Relativamente às avaliações externas, podemos afirmar que elas possibilitam respectivamente:

I. A comparação ao longo dos anos sobre a qualidade dos sistemas educacionais do Brasil e regiões, por amostragem.

II. A comparação de desempenho entre estudantes relativamente a um conjunto de competências e habilidades ao final da escolaridade básica.

III. A comparação internacional de desempenho entre estudantes concluintes do Ensino Médio para orientar e avaliar políticas de melhoria da educação obrigatória.

IV. A certificação de competências básicas de jovens e adultos para os ensinos fundamental e médio.

V. A comparação ao longo dos anos e o diagnóstico da qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro por meio de avaliação censitária.

Estão corretas, APENAS, as afirmações:

(A)I, II, IV e V.
(B)I, III, IV e V.
(C)II, III e V.
(D)III e IV.
(E)I e II.

16.Planejar constitui-se em um processo imprescindível em todos os setores da atividade educacional. É uma decorrência das condições associadas à complexidade da educação e da necessidade de sua organização, assim como das intenções de promover mudança das condições existentes e de produção de novas situações, de forma consistente.

Reflete uma visão abrangente e integradora do planejamento, que permite a reflexão diagnóstica e prospectiva, segundo Lück, a afirmativa:

(A) O planejamento e o replanejamento na escola devem ocorrer nos períodos previstos em calendário para definir o trabalho que será executado ao longo do ano pelos professores, segundo as orientações oferecidas pelo sistema de ensino; deles resultarão os registros necessários à composição do Plano da Escola devendo constar do plano de cada professor: objetivos, estratégias, conteúdos a serem tratados ao longo do ano, recursos necessários e formas de avaliação.

(B) O planejamento na escola deve ocorrer de modo contínuo tendo em vista a coerência e consistência das ações a partir do núcleo comum do Projeto Pedagógico, de modo a garantir a eficiência e eficácia dos planos de aula, dos planos de ensino e do plano de desenvolvimento escolar, em conformidade com as diretrizes do sistema de ensino.

(C) O planejamento é um plano de ação que parte de princípios e diretrizes gerais, do exame e análise de dados gerais e locais e definição de objetivos, metas e indicadores para orientar o trabalho pedagógico dos docentes tendo em vista a realização das finalidades da educação nacional, da educação do sistema ao qual pertence a escola e do projeto pedagógico da escola.

(D) O planejamento é um processo contínuo de análise do cotidiano escolar em todas as suas dimensões, organizado de modo a envolver todos os implicados e produzir uma visão clara sobre os aspectos situacionais sobre os quais se deseja produzir mudanças, gerando as condições para a materialização de um plano (ou planos) de ação que explicitem formas de agir e responsabilidades partilhadas, coerentes com as etapas do processo de mudanças, orientado para a consecução dos resultados pretendidos.

(E) O planejamento escolar exige a análise dos dados de rendimento escolar do ano imediatamente anterior e o confronto dos resultados com os planos propostos, a identificação dos pontos falhos e lacunas desses planos para o aperfeiçoamento deles, tendo em vista a melhoria da performance da escola a partir dos indicadores de qualidade e a evolução esperada que é orientada pela avaliação externa.

 17. O diretor de uma escola de ensino fundamental atende a aproximadamente dez casos de indisciplina por dia, encaminhados tanto pelos professores e coordenadores quanto por funcionários, sendo sua ocorrência mais pronunciada em dois turnos da escola. Ele vem tratando do problema com as crianças, os jovens e as famílias. Sua rotina de trabalho é atravessada por esses episódios, fato que o deixa desolado diante das demais tarefas a executar. A situação narrada, tendo em vista as competências do diretor, é evidência da necessidade de

(A) editar regras sobre convívio na escola que tenham por objeto as ocorrências de maior frequência, prevendo sanções eficientes e finalmente, dar amplo conhecimento delas a professores e famílias.

(B) refletir sobre o problema buscando compreender suas dimensões e complexidade, estudar o fenômeno envolvendo a equipe de gestão e docentes para a elaboração de um plano de ação coerente com as finalidades da escola e os princípios da gestão democrática.

(C) oferecer formação a docentes e funcionários sobre as formas de conduzir conflitos na escola de modo a qualificar o corpo de funcionários para solucionarem problemas de indisciplina escolar com técnicas adequadas.

(D) possibilitar a presença de pais nas dependências da escola durante os períodos de maior manifestação de comportamentos indisciplinados, estendendo a eles autoridade para mediar os conflitos que presenciarem, efetivando o ideal de maior participação das famílias na escola.

(E) sistematizar procedimentos para reprimir os casos de indisciplina na escola, dividindo responsabilidades com a equipe de gestão de modo a racionalizar seu trabalho e garantir que os casos sejam apresentados ao Conselho de Escola para a definição da solução adequada para cada caso.

18.Para Lück (...) a vitalidade da escola, na promoção de educação de qualidade, centra-se na competência das pessoas que a compõem e realizam o seu fazer pedagógico e em sua determinação em promover ensino de qualidade voltado para a formação e aprendizagem dos alunos. Não são o seu prédio, seus bens materiais e equipamentos, sua tecnologia, seus planos de ação em si que garantem a qualidade de ensino.

Considerando o trecho acima é correto afirmar que a autora defende que uma educação de qualidade

(A)independe de recursos físicos e materiais, pois estes podem ser mobilizados pelo esforço conjunto dos gestores.

(B) exige o envolvimento e a competência dos profissionais em suas áreas específicas, cumprindo as expectativas de seus cargos ou funções.

(C) envolve um conjunto de variáveis em que as pessoas, seus saberes e fazeres, as relações e envolvimento que estabelecem com o projeto pedagógico da escola ocupam posição determinante.

(D) supõe profissionais que saibam utilizar e preservar os recursos materiais e imateriais necessários à aprendizagem exitosa de todas as crianças, adolescentes, jovens e adultos da escola.

(E) pressupõe a formação e qualificação permanente dos profissionais, bem como de suas competências para fazerem uso adequado dos recursos disponíveis na escola e na comunidade.
  
19.A Gestão democrática da escola é hoje um princípio definido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Art.3o. Inciso VIII) e na Constituição Federal (Art. 206, Inciso VI).

Segundo Lück, o objetivo central da gestão democrática é

(A)disseminar as práticas de respeito aos direitos humanos.
(B)a formação do aluno e sua aprendizagem.
(C)possibilitar o exercício da participação pela comunidade intra e extra escolar.
(D)o funcionamento efetivo dos órgãos complementares da escola.
(E)favorecer a distribuição de poder na escola.

 20. O caráter dinâmico da sociedade e do conhecimento têm impactos sobre a função social da escola. Refletindo sobre a função social da escola Penin & Vieira afirmam que o debate sobre o papel central do conhecimento na organização social e econômica atual tende a redefinir a centralidade da instituição escolar. Segundo as autoras, essa nova relação das pessoas com o conhecimento traz duas consequências para a escola brasileira. São elas:

(A) aumento da importância social da escola para o acesso ao conhecimento e a necessidade de revisão da organização e gestão dos recursos e formas de ensinar e aprender na escola.

(B) importância relativa da escola tendo em vista a presença e a circulação do conhecimento nas redes de informação e consequente organização de um currículo flexível e contemporâneo.

(C) concepção do currículo como trajetória de formação do aluno com a consequente atenção à definição dos conteúdos escolares e articulação do currículo com a democracia e a cidadania.

(D) reforço da importância social da escola e inserção das tecnologias de comunicação e informação nos currículos e práticas pedagógicas da escola com vistas à inclusão digital.

(E) maior importância social da escola para o acesso ao conhecimento e qualificação do currículo para garantir o conjunto de conhecimentos sistematizados centrais flexibilizados para adequação às realidades locais e regionais.
  
21. Um dos grandes desafios dos gestores na atualidade é a construção do projeto pedagógico da escola com envolvimento efetivo de toda a comunidade escolar. Souza & Correa identificam no projeto pedagógico da escola a mediação do processo de construção da autonomia da escola em seu cotidiano, possibilitando a passagem de uma autonomia delegada para uma autonomia construída no cotidiano, a partir do diálogo entre os diversos grupos que participam do trabalho pedagógico.

Segundo os autores, relativamente à construção do projeto pedagógico da escola, é INCORRETO afirmar:

(A) O projeto pedagógico da escola deve orientar e articular-se ao planejamento da escola como um todo.

(B) O projeto pedagógico da escola possui intencionalidade explícita e deve partir da discussão coletiva dos problemas da escola e da busca de soluções partilhadas.

(C) O processo de elaboração do projeto pedagógico é um exercício de democracia no interior da escola tanto nos momentos de tomada de decisões quanto na corresponsabilidade gerada pela participação.

(D) O projeto pedagógico é elemento organizador e integrador da prática escolar por definir propositivamente a caminhada que a escola deve empreender.

(E) A relação escola-comunidade, ação coletiva, gestão democrática, currículo, avaliação e valorização dos profissionais da educação são princípios orientadores do projeto pedagógico.

22.É preciso que todos funcionem como uma orquestra: afinados em torno de uma partitura e regidos pela batuta de um maestro que aponta como cada um entra para obter um resultado harmônico.

O trecho acima se refere a que aspecto do trabalho pedagógico?

(A)Ao trabalho do professor na sala de aula, sendo a partitura o plano da aula e a batuta, as competências do professor.

(B) Às políticas de educação, sendo a partitura o conjunto das orientações legais e o maestro, o conjunto dos gestores educacionais.

(C)Ao ensino de música nas escolas, sendo a partitura o plano de trabalho do professor e o maestro, o professor.

(D)À organização da escola, sendo a partitura o projeto pedagógico e o maestro, o gestor.

(E)Ao funcionamento do Conselho de Escola, sendo a partitura o projeto pedagógico e o maestro, o diretor da escola.

23.(...) líderes e liderados se complementam, não existindo liderança sem a participação de quem seja mobilizado a aceitá-la.

Lück questiona um entendimento do conceito de liderança. Objeto da crítica feita pela autora é

(A) a cobrança de ações combinada com processos de vivência de valores educacionais adequados, gera liderança e melhora os processos educacionais de forma articulada.

(B) a ocupação de cargo ou responsabilidade formal por funções permite a necessária institucionalidade da liderança e supera a sua eventualidade e informalidade, legitimando e organizando o exercício de um determinado poder de influência.

(C)a posição hierárquica ocupada determina a capacidade de influência no desempenho de pessoas.

(D)que pessoa ocupante de cargo em posição hierárquica superior não deve ser líder.

(E)a liderança possui elementos que lhe são próprios.

24.Com os professores que a escola tem eu não posso fazer nada. Eles não cooperam e estão cada um na sua. Reconheço que o desenvolvimento de equipe é importante, mas isso não é possível na minha escola, porque os professores são muito individualistas e não colaboram.

A partir dos exemplos citados, Lück analisa o que eles representam e revelam. São considerações da autora sobre as afirmações dos diretores:

(A) há uma compreensão que não considera seu papel o exercício da liderança e influência sobre as pessoas para que promova melhores resultados em termos de desenvolvimento humano, aprendizagem e transformação de práticas.

(B) apontam para o desconhecimento de estratégias de envolvimento de suas equipes e para um mal-estar relativamente à sua própria função de liderança na escola.

(C) há indícios de práticas de liderança transformacional, que se orientam pela tolerância aos tempos de desenvolvimento individual e grupal, sem a produção de artifícios motivacionais durante os estágios de consciência.

(D) há indícios de práticas de liderança transacional que focalizam as interações das pessoas e estilos de relacionamento, no entanto, há ausência de intervenientes no campo das relações interpessoais que poderiam redirecionar os comportamentos.

(E) há indícios de ausência da percepção dos fatores interatuantes que determinam o curso das realizações, dos eventos e seus resultados.

Meus caros, tá puxado! Mas vamos prosseguir!

MÓDULO IV - CULTURA PROFISSIONAL

Como antes, sugiro ler os textos indicados pela professora:





Vídeo 1: III ENCONTRO PIBID UNESPAR - Antonio Nóvoa - Conferência “Formar professores para o futuro”


Para pensar:

O QUE PODEMOS DIZER SOBRE NOSSA SOCIEDADE E NOSSA ESCOLA, CONSIDERANDO AS IMAGENS OBSERVADAS E AS REFLEXÕES DE MORIN E NÓVOA?

Desafios ao gestor(a) e professor(a)

Atuar:

•como agente efetivo de mudanças (intelectuais transformadores);

•com autonomia curricular;

•de maneira comunicativa (diálogo)...


Vídeo 2 : António Nóvoa fala sobre a importância da educação continuada para professores.


Para pensar:
COMO O GESTOR ESCOLAR DEVE ATUAR NESSE PROCESSO?
Aspectos que devem inspirar a formação continuada de professores na escola:
PRÁTICAS
1-Assumir um forte componente práxico, centrado na aprendizagem dos alunos e no estudo de casos concretos, tendo como referência o trabalho escolar;

PROFISSÃO
2-Passar para «dentro» da profissão, baseando-se na aquisição de uma cultura profissional e concedendo aos professores mais experientes um papel central na formação dos mais jovens;
PESSOAS
3-Dedicar atenção especial às dimensões pessoais da profissão docente, trabalhando essa capacidade de relação e de comunicação que define o tato pedagógico;
PARTILHA
4-Valorizar o trabalho em equipe e o exercício coletivo da profissão, reforçando a importância dos projetos educativos de escola;
PÚBLICO
5-Deve estar marcada por um princípio de responsabilidade social, favorecendo a comunicação pública e a participação profissional no espaço público da educação.
Desafios ao gestor no processo de formação continuada na escola
O papel do coordenador pedagógico



Qual a função do coordenador pedagógico?


Articular a equipe de professores possibilitando:

•Que o trabalho seja coletivo/cooperativo;

•Espaços de discussão;

•Análise dos problemas de sala de aula;

•Análise das avaliações internas e externas;

•O desenvolvimento de um bom plano de formação.

Vídeo 3: Os Dilemas da Rotina do Coordenador



 Vídeo: A Importância do trabalho em equipe


Dificuldades em realizar um trabalho coletivo na escola pública:

•A cultura do individualismo;

•A estrutura organizacional da escola –conservadora e rígida;

•A gestão centralizada -hierarquização do poder na escola pública.

Vamos ver o que Nóvoa nos traz sobre este contexto.


A liderança: um componente especial da gestão democrática

•Influência sobre pessoas,a partir de sua motivação para uma atividade;

•Propósitos claros de orientação, assumidos por essas pessoas;

•Processos sociais dinâmicos, interativos e participativos;

•Modelagem de valores educacionais elevados;

•Orientação para o desenvolvimento e aprendizagem contínuos”.

Liderança compartilhada: prática de tomada de decisão e atuação colegiada por consenso (e não por votação) em que todos os participantes têm espaço e o usam para influenciar os rumos e as condições do desenvolvimento que se pretende promover.
Co-liderança:   atuação articulada de influência sobre os destinos da escola e seu trabalho, de forma planejada e inter complementar, pelos membros da equipe que compõe o núcleo gestor da escola.
“A escola pode tornar-se um lugar de vivências de prazer, de cultura e de ciência, onde a ética e a justiça norteiem as ações, tornando-se um dos instrumentos de superação da dominação social, econômica e cultural. [...]”(PROGESTÃO, Módulo IX, p.8)
“Cada vez mais se descobre a importância da avaliação institucional como balizadora do projeto pedagógico da escola. Para isso, é preciso construir um processo participativo e reflexivo. É preciso acreditar na utopia educacional que move a nossa prática cotidiana e nos leva a participar da construção de uma sociedade fundada na justiça social” (p.9).
Conceito e princípios:
“Avaliação institucional é um processo global, contínuo e sistemático, competente e legítimo, participativo, que pode envolver agentes internos e externos na formulação de subsídios para a melhoria da qualidade da instituição escolar” (p. 23).
A escola deve assumir a avaliação institucional e de seus resultados como parte do cotidiano.
“[...]para dar aula, é necessário um mínimo de planejamento, preparação e avaliação do desempenho próprio e dos alunos. [...] Isso faz parte da nossa cultura profissional, isto é, dos valores e das práticas que aceitamos em nossa profissão.
“Da mesma forma, é necessário criar uma cultura institucional na qual o processo de avaliação institucional faça parte do cotidiano regular de todos na instituição. Além de ter espaço definido no calendário escolar, a avaliação institucional precisa estar incorporada, internalizada, nos sujeitos do processo pedagógico e da gestão educacional”. (p. 24)
Modalidades da avaliação institucional

Diagnóstica inicial

Avaliação do processo

Avaliação de resultados

A avaliação institucional precisa garantir:

Visão de totalidade

Participação coletiva

Planejamento e acompanhamento

"...Aceite com sabedoria o fato de que o caminho está cheio de contradições. Há momentos de alegria e desespero, confiança e falta de fé, mas vale a pena seguir adiante...”(Paulo Coelho)
É trabalho inerente à direção escolar em sua atuação gestora se debruçar sobre o cotidiano escolar, com um olhar observador e perspicaz, a fim de que possa vislumbrar a alma da escola real e concreta.

“A gestão do cotidiano escolar pressupõe a atuação no sentido de fazer diminuir o espaço da contradição e da diversidade, a partir da explicação dos significados por trás das falas, ações e omissões que ocorrem na escola, e das regularidades praticadas em seu interior, revelando as possibilidades de diminuir as contradições e discrepâncias entre realidade e proposições. Portanto, representa vê-la como ela é, sem medo de enfrentar suas limitações, como condição para a realização de sua potencialidade educacional” (LÜCK, 2009,p.138).
Mediação de Conflitos

A concepção dos professores e gestores é de que o conflito deve ser evitado:

•Estratégias:

-Evitar(controle de comportamentos);

-Conter(ameaças,punições...);

-Ignorar(sobretudo entre pares, visto como brincadeira da idade).

VÍDEO: Mediação resolve conflitos em escola



MODULO V- RELAÇÕES COM A FAMÍLIA, A COMUNIDADE E OUTRAS INSTITUIÇÕES DA SOCIEDADE 

VAMOS EM FRENTE!

NÃO DESISTAM!!

Vamos ler antes o material postado pela professora:




Porque deve haver essa interação escola-família?

A escola e a família, assim como outras instituições, vêm passando por profundas transformações ao longo da história. Estas mudanças acabam por interferir na estrutura familiar e na dinâmica escolar de forma que a família, em vista das circunstâncias, entre elas o fato de as mães e/ou responsáveis terem de trabalhar para ajudar no sustento da casa, tem transferido para a escola algumas tarefas educativas que deveriam ser suas. (SOUZA, 2009)
...a interação família/escola é necessária, para que ambas conheçam suas realidades e suas limitações, e busquem caminhos que permitam e facilitem o entrosamento entre si, para o sucesso educacional do filho/aluno.(SOUZA, 2009)
Expansão das matrículas sem investimentos compatíveis

A escolarização da população de 7 a 14 anos subiu para 97% em 2000.

ESCOLA PARA TODOS

SURGE UMA NOVA ESCOLA

ESCOLA QUE INCLUI

Qual a consequência?

A escola conhece a família do estudante?

A família do estudante conhece a escola?

Novos desafios

Conhecer as famílias como parte do diagnóstico do que a escola precisa fazer para garantir o direito à educação de qualidade para todos os seus educandos.
Conhecer o educando como insumo para trabalhar com a diversidade dos ‘educandos reais’ e não com ‘educando esperado’.
Trazer a família para dentro da escola.

Dividir responsabilidades.

E como fazer?
“Não há uma receita... é preciso que haja uma relação justa, respeitosa, democrática e solidária”Rosely Saião
“O vínculo se estabelece quando os pais são atores importantes e quando são tratados com consideração e respeito. Quando sentem que suas opiniões são valorizadas, passam a integrar o corpo da escola, discutem em pé de igualdade e incorporam a escola, como parte de sua vida.” (CRUZ, 2007)
Escola espaço de múltiplas culturas.

Escola não é uma ilha.

Escola está assentada em um lugar.

É necessário buscar novos parceiros

ESCOLA: Um local público para uso da comunidade

-Estímulo ao convívio social

-Escola é da comunidade

-Comunidade aprende a respeitar a escola

-Receptividade

-Abertura

-Identificação



A democratização no interior da escola se efetiva por meio da criação de espaços de participação e decisão, nos quais professores, funcionários, alunos e seus pais discutam criticamente o cotidiano escolar.
Possíveis parcerias

Secretaria de segurança,

pelotão escolar

Conselho tutelar

Ministério público

Universidades, faculdades, bibliotecas

Secretarias de saúde, hospitais

Associações de moradores, sindicatos, igrejas

Empresas privadas

A PARTICIPAÇÃO DA FAMILIA NA ESCOLA


O SENTIDO DA ESCOLA

Vídeo: Qual o papel da escola? Mario Sergio Cortella




E AI!

JÁ ESTÃO CANSADOS?

POIS VAMOS TREINAR MAIS UM POUCO!!

25.  Segundo Cortella, a percepção que o educador tem de seu trabalho pedagógico depende da concepção que adota sobre a relação entre a sociedade e a escola. Dessa forma, quando acredita que a função da escola é a reprodução das desigualdades sociais, o educador sabe que ela assume o papel de

(A) transformar a realidade social em que está inserida.

(B)  promover o desenvolvimento e o progresso da nação.

(C)  adequar as pessoas ao modelo institucional vigente.

(D) rejeitar a interferência de grupos sociais, políticos ou partidários.

(E)  conservar e promover a inovação da sociedade em que se insere.

26. A colaboração é um movimento valorizado em nossas esco- las e, diante da cultura do individualismo em que estamos envolvidos, nunca foi tão necessária.  Fullan e Hargreaves afirmam, no entanto, que a simples colaboração não pode ser confundida com a cultura da colaboração.
Um modo de colaboração que pode provocar um impacto positivo em nossas escolas é aquele que

(A) se realiza em grupos pequenos, que envolve professores com os quais se trabalha mais proximamente, com quem se gasta mais tempo e com quem mais se socializa em situações coletivas.

(B)  surge de forma não impositiva, mas que é sujeita à inter- venção e à orientação administrativa caracterizadas pelo apoio e pela facilitação, visando criar oportunidades de trabalho conjunto, em horário escolar.

(C)  se manifesta pelo oferecimento de conselhos, pela troca de atividades e pelo compartilhar materiais e atividades de natureza imediata, específica e técnica.

(D) confia na tradição oral por considerar desnecessários os registros escritos e em que o esforço é o de tornar cooperativas decisões de toda e qualquer natureza.

(E)  é feito por meio de um colegiado arquitetado, cuja in- tenção é tornar mais ágil a tomada de decisão e objetiva facilitar o planejamento conjunto, as consultas e outros trabalhos em equipe.

27. Considere a seguinte situação:

O diretor de uma escola observou que um professor entra na sala de aula com revistas e jornais com notícias da semana que passou. Coloca-os sobre a mesa e diz aos alunos para os explorarem da forma que acharem melhor. Após certo tempo, interrompe a exploração e começa a fazer perguntas sobre diferentes aspectos dos materiais. Relaciona as respostas de alguns alunos com as de outros, pede esclarecimentos, faz novas perguntas até julgar que os alunos já dispõem de material necessário para produzir algumas representações. Prossegue a aula sintetizando junto com eles o que fizeram e como fizeram, até que o tempo se esgota e ele propõe um desafio para a próxima aula.

A prática pedagógica indica, para o diretor, que o professor ado- ta como orientação de seu trabalho educativo uma tendência

(A) diretiva, tradicional.

(B)  não diretiva, laissez-faire.

(C)  diretiva, conteudista.

(D) relacional, construtivista.

(E)  diretiva, tecnicista.

28. Um diretor de escola, irritado com alguns professores, de- sabafa dizendo: “... se eles passassem um mês na direção entenderiam como é complicado dirigir sozinho esta escola.” O desabafo indica que esse diretor assume um modelo de gestão baseado

(A) na autonomia da escola que permite que todo corpo docente participe das decisões.

(B)  no compartilhamento das decisões por todos os educa- dores da escola.

(C)  na participação de todos os segmentos envolvidos na concretização do projeto da escola.

(D) na democratização das relações de poder que foram estabelecidas na escola.

(E)  em uma estrutura administrativa autocrática, vertical e hierarquizada.

29. Considere os quatro pilares da aprendizagem:
 I. Aprender a conhecer;

II. Aprender a fazer;

III. Aprender a conviver;

IV. Aprender a ser.

Se um diretor de escola orienta seus professores a desenvolverem o ensino buscando levar os alunos a reproduzirem as informações transmitidas, é correto dizer que o diretor desconsidera o que está indicado em

(A) I, apenas.
(B)  II, apenas.
(C)  I e II, apenas.
(D) III e IV, apenas.
(E)  I, II, III e IV.

30. Sobre os saberes necessários à prática educativa, em relação ao que trata em sua obra A Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire faz inúmeras afirmações dentre as quais excetua-se

(A) ensinar não é transmitir conhecimentos.

(B)  quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.

(C)  formar é treinar o educando em destrezas necessárias ao mercado de trabalho.

(D) não há ensino sem pesquisa, nem pesquisa sem ensino.

(E)  o intelectual memorizador fala bonito de dialética, mas pensa mecanicamente.

31. Em sua proposta de avaliação da aprendizagem, Perrenoud faz uma releitura do modo formativo de realizá-la. Essa afir- mativa é verdadeira, considerando-se que, para Perrenoud, a avaliação formativa é aquela que

(A) procura, por meio de uma prática contínua, contribuir para a melhoria da aprendizagem em qualquer situação de ensino.

(B)  objetiva oferecer ao professor e aos alunos resultados so- bre seus desempenhos, sobretudo dos erros cometidos.

(C)  está associada à criação de hierarquias de excelência em que os alunos são comparados entre si e classificados segundo critérios pré-estabelecidos.

(D) assume um papel de negociação entre professor e alunos, levando-os a trabalharem, a aplicarem-se e a esforçarem- se para passar de ano.

(E)  busca atestar as aquisições de um aluno em relação a seus futuros empregadores, mediante uma certificação de competências.

32. Um sistema de ensino preocupado com a garantia da qualidade do ensino oferecido em suas escolas deve, no mínimo,

(A) cuidar do registro correto e preciso das informações sobre seus alunos, docentes e corpo administrativo e pedagógico.

(B)  informar alunos, pais e responsáveis sobre as normas referentes aos horários de entrada e saída e ao uso do uniforme pelas crianças.

(C)  garantir a participação da comunidade em todas as ati- vidades festivas que constituírem o calendário escolar.

(D) criar condições para uma adequada preparação dos que nelas desenvolvem atividades administrativas, pedagó- gicas e docentes.

(E)  conscientizar os alunos sobre a necessidade de cuidados referentes a seus materiais de estudo.

33. O FUNDEB é compostos por recursos

(A) da União e complementados, quando necessário, pelos
Estados, Distrito Federal e Municípios.

(B)  dos Estados, Distrito Federal e Municípios, sem aporte da União.

(C)  dos Estados e Distrito Federal os quais são repassados aos Municípios e complementados pela União quando necessário.

(D) da União, dos Estados e Municípios quando obtiverem receitas acima de 60% do que apurado no ano anterior.

(E)  dos próprios Estados, Distrito Federal e dos Municípios e complementados pela União.

34 O permanente contato entre a escola e as famílias dos alu- nos é uma obrigação que tem suporte na Constituição Fede- ral de 1988, na Lei de Diretrizes e Bases 9.394/96 (LDB) e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Tendo por base esses referenciais legais, assinale a única afirmação INCOR- RETA.

(A) De acordo com a Constituição, compete ao Poder Públi- co recensear os educandos no Ensino Fundamental, fa- zer-lhes a chamada, e zelar, junto aos pais ou responsá- veis, pela freqüência à escola.

(B) Em conformidade com a Constituição, os estabelecimen- tos de ensino têm a atribuição de manter contato periódi- co com os pais ou responsáveis, por meio de reuniões ou de correspondência.

(C) Segundo a LDB 9.394/96, os estabelecimentos de ensi- no têm a incumbência de informar os pais e responsáveis sobre a freqüência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução de sua proposta pedagógica.

(D) Consultando a LDB 9.394/96, verifica-se ser incumbência dos docentes a colaboração com as atividades de articu- lação da escola com as famílias e a comunidade.

(E) Conforme o ECA, os dirigentes de estabelecimentos de Ensino Fundamental devem comunicar ao Conselho Tu- telar os casos de reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar.

35 Numa reunião de planejamento, a Diretora de uma escola trouxe, para reflexão dos professores, um texto que abordava valores como honestidade, dignidade, justiça social e solidariedade, entre outros. Um dos professores manifestou-se contrário à leitura, argumentando que, para uma reunião de planejamento, melhor seria um texto que abordasse, mais diretamente, componentes curriculares.

Diante dessa fala, para mostrar ao professor que o texto era pertinente à discussão proposta, qual deveria ter sido a contra- argumentação da Diretora, com base na concepção de flexibilidade curricular?

(A) Esses valores devem estar presentes para a construção de um projeto de formação humana e não só intelectual.

(B) A discussão desses valores deve ocupar um item curricular, conforme orientação da Lei de Diretrizes e Bases.

(C) A compreensão desses valores como componentes curriculares faz parte tanto das orientações das políticas públicas,quanto da implantação dos ciclos de aprendizagem.

(D) A reflexão sobre esses valores deve fazer parte da formação continuada dos professores, já que essa reflexão é negligen- ciada nos cursos de formação.

(E) Os pais e responsáveis pelos alunos exigem que a escola dê formação moral às suas crianças discutindo esses valores.

36 “O exercício da cidadania exige o acesso de todos à totalida- de dos recursos culturais relevantes para intervenção e parti- cipação responsável na vida social. Para que a escola atenda a esses objetivos, torna-se necessária uma proposta educa- cional que expresse a busca da qualidade da formação a ser oferecida a todos os estudantes. A escola, mais do que nun- ca, é um espaço social privilegiado de construção de conhe- cimentos, significados éticos necessários e constitutivos das ações de cidadania.”

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas. A construção da proposta peda- gógica da escola. São Paulo: SE/CENP, 2000.

Uma educação que pretenda atender aos princípios expostos no texto acima deve ter uma proposta curricular que privilegie a(os):

(A) demarcação das diversas áreas do conhecimento, princi- palmente pela disciplinarização.

(B) implementação da informática como conteúdo obrigatório.

(C) oferta dos conhecimentos básicos da nossa cultura a todos os alunos.

(D) construção do conhecimento pelo aluno, independente do professor.

(E) conteúdos necessários à aprovação no vestibular.

37 “Manda quem pode, obedece quem tem juízo.” Esta é uma frase que se refere às relações de poder. No entanto, mais do que uma frase, esse pensamento invadiu a escola durante muito tempo.
Neste contexto, as relações de poder eram bem marcadas, e os processos de aprendizagem eram mais forte- mente baseados em procedimentos individuais.

Dos preceitos a seguir, assinale aquele que corrobora essa postura.

(A) A presença de um coordenador é importante, pois nele são centralizadas as informações, ficando sob sua res- ponsabilidade encaminhamentos pertinentes, como es- tudos, debates, encontros entre professores e coordena- dores.

(B) O estímulo à autonomia do sujeito desenvolve o senti- mento de segurança em relação às suas próprias capaci- dades, levando-o a interagir de modo orgânico e integrado num trabalho de equipe.

(C) Ao elaborar seu projeto educativo, a escola discute e ex-põe valores coletivos, delimita prioridades, define os re- sultados desejados e incorpora a auto-avaliação ao seu trabalho, em função do conhecimento da comunidade em que atua.

(D) O trabalho em grupo exige que os alunos considerem di- ferenças individuais, tragam contribuições, respeitem as regras estabelecidas e proponham outras, formando ati- tudes que propiciam o desenvolvimento da autonomia na dimensão grupal.

(E) Atualmente cresce o consenso de que alguns direitos humanos são direitos essencialmente coletivos, como o direito à paz e a um ambiente saudável.

Considere a situação abaixo para responder às questões de nos 38 a 40.

Marcelo é professor e trabalha em duas escolas. Percebe que seu comportamento e sua atuação profissional são dife- rentes em cada uma delas.

38 Tal diferença é explicada pela compreensão do que vem a ser cultura organizacional, definida como:

(A) comportamento que cada indivíduo assume nos diferen- tes lugares em que atua, de acordo com sua história de vida e suas experiências.

(B) conjunto de fatores sociais, culturais e psicológicos que influenciam os modos de agir da organização e o com- portamento das pessoas em particular.

(C) modelo de gestão, baseado em pressupostos antropoló- gicos, que tem por meta ampliar o cabedal cultural de todos os envolvidos na organização.

(D) tradições culturais, acumuladas por uma instituição, que têm caráter perene e que influenciam as decisões coletivas.

(E) conhecimento documentado por uma organização e armazenado no capital humano que a ela se dedica.

39 Numa das escolas em que Marcelo trabalha, o modelo de gestão praticado é baseado numa concepção técnico-científica, ao passo que, na outra, é baseado na concepção democrático- participativa.

Assinale a opção que contém, corretamente, características dessas duas concepções de gestão.

40 Marcelo prefere atuar na escola onde há gestão democrático-participativa.
Sua preferência se justifica pelo fato de, neste modelo de gestão, haver:

(A) interação entre pessoas com funções e especialidades distintas, que compartilham objetivos comuns e decidem os processos e os meios de conquistar objetivos.

(B) flexibilização dos procedimentos organizativos e das for- mas de acompanhamento e de avaliação do trabalho pe- dagógico.

(C) exclusão de qualquer forma de diretividade, dando lugar a uma liderança compartilhada em que todos podem exer- cer as mesmas funções.

(D) valorização maior dos elementos instituídos do que dos instituintes, investindo na capacidade criativa da equipe de trabalho.

(E) identificação do ambiente organizacional com o de uma família, prevalecendo um relacionamento interpessoal com- preensivo e afetivo.

41 O termo “gestão” é aplicado a atividades de direção e coordenação, mas engloba, em contexto democrático-participativo, a atuação dos professores. Há tarefas, contudo, específicas da função de direção, como as de natureza técnico-administrativa.

Assinale a opção que apresenta apenas ações dessa natureza.

(A) Informar sobre a legislação escolar; intermediar os conta- tos entre a escola e instâncias do sistema escolar; orientar o desenvolvimento curricular.

(B) Estabelecer relações com a comunidade; participar de instâncias colegiadas; dar assistência didática aos professores.

(C) Orientar a escolha de livros didáticos; realizar reuniões de avaliação; coordenar os serviços gerais.

(D) Realizar controles funcionais; diagnosticar problemas de ensino e de aprendizagem; promover a execução do pro- jeto político-pedagógico.

(E) Divulgar diretrizes do sistema de ensino; acompanhar a secretaria escolar; administrar recursos financeiros.

42 O planejamento estratégico constitui uma forma eficaz para que se evite uma gestão voltada apenas para agir na urgência.

Segundo Lück (2000), o planejamento estratégico:

(A) tem caráter normativo, resultando num plano que legitima as ações administrativas.

(B) focaliza a realidade em categorias tópicas e fracionadas, para melhor atuar sobre a mesma.

(C) favorece uma administração das crises por visar a uma ação pontual sobre as demandas da organização.

(D) enfatiza o processo envolvido na elaboração do plano, que legitima o planejado e compromete os profissionais.

(E) supõe esforço destinado a produzir decisões e ações orientadas para resultados concatenados com o futuro.

43 No contexto contemporâneo, no campo da política e da ges- tão da educação, há um confronto de forças entre vertentes analíticas e praxiológicas.

Todas as opções abaixo apresen- tam afirmativas corretas sobre tais vertentes, EXCETO uma.

 Assinale-a.

(A) A lógica mercadológica influencia a formulação de políti- cas públicas e tem como termos-chave a eficiência eco- nômica e a descentralização.

(B) A gestão produtiva tem como pano de fundo o fenômeno da globalização e compreende os movimentos de resis- tência e renovação de sociedades científicas que visam à valorização do magistério.

(C) A gestão democrática é uma conquista dos movimentos sociais que lutam pela qualidade na educação, sustenta- da na participação equitativa nos bens econômicos e culturais.

(D) A tendência democrática é evidente na legislação de en- sino brasileira, ao assegurar a autonomia da escola pú- blica e a participação dos educadores na elaboração do projeto pedagógico.

(E) As políticas que geram crescimento da competitividade no âmbito educacional estão a serviço de fins pragmáti- cos e utilitários, desprovidos de relevância política e cul- tural.

44 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 20 de dezembro de 1996, estabelece alguns encaminhamentos para o que ela define como “formação básica do cidadão” (Art. 32).

Dentre os encaminhamentos abaixo, aquele que NÃO está previsto no texto legal é a(o):

(A) participação nas decisões dos processos escolares que definem as suas ações como membro participativo da vida escolar.

(B) compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade.

(C) desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.

(D) desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores.

(E) fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

45 Observe o depoimento abaixo, feito por uma mãe de aluno.

— Hoje, passei o dia todo debatendo a educação de nossos filhos. O conselho de escola é uma reunião que deveria existir em todas as escolas, pelo menos uma vez por mês.

Esse depoimento faz referência a uma instância da administração de uma escola que representa diretamente o exercício de um princípio da educação presente na Constituição Brasileira de 1988.

Esse princípio é a(o):

(A) promoção da educação pelo Estado.

(B) garantia do padrão de qualidade.

(C) igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola.

(D) gestão democrática do ensino público.

(E) pluralismo das idéias e concepções pedagógicas.

BOA SORTE COLEGAS!

ESPERO TER AJUDADO!

ABRAÇOS

OBS:

O GABARITO ESTÁ NOS COMENTÁRIOS!!

CRÉDITOS:

QUESTÕES RETIRADAS E COMPILADAS DO SITE PCI Concursos