sexta-feira, 14 de outubro de 2011

SER PROFESSOR

Amanhã, comemora-se (?) o dia do professor. Lembro com muita angústia o dia que comecei a lecionar, foi uma experiência terrível. Nada era como eu tinha imaginado.(já compartilhei a experiência aqui) .Mas ao longo dos anos fui descobrindo que a sala de aula é um espaço de autoconhecimento. Nela você tem o reflexo de quem você realmente é como pessoa.


Para encarar uma sala de aula, (O que não é para qualquer um) a pessoa deve estar em pleno equilíbrio emocional, esta ciente de quem é e de todas as suas fraquezas. E o que é mais importante, deve aceitar-se, pois os alunos descobrem suas fragilidades e as usam contra você.
Não lamento, tenho convicção que escolhi a carreira certa. (ASSIM COMO INCENTIVEI OUTROS ) Afirmo que a minha profissão é de suma importância para a transformação social que tanto almejamos e, portanto, deveria ser mais valorizada (em todos os aspectos, não apenas na questão salarial).

A valorização, dentre os vários aspectos positivos, atrairá pessoas realmente comprometidas e capacitadas para a função.
Não lamento ter escolhido ser professor, pelo contrário, tenho orgulho! Fico feliz quando ex-alunos, hoje formados e muito mais competentes do que eu, me fazem deferência e agradecem. Também, compreendo aqueles que não gostaram de ser meus alunos, pois aprendi a conviver com a diversidade de opiniões.

È importante ressaltar que dos quase dois milhões de docentes existentes no Brasil, nem todos podem ser chamados de professor.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM DO CHE GUEVARA SÍMIO

Devido aos problemas pessoais que estou enfrentando não tenho atualizado o Blog como deveria, mas faço um esforço e sempre que posso estou aqui.
Bem, dias atrás resolvi utilizar a minha prerrogativa de professor (olha só!) e fui ao cinema ver PLANETA DOS MACACOS: A ORIGEM. Gostei muito e estou absurdamente ansioso para assistir o renascimento da franquia que virá.

Constatei que durante todo o filme torcemos pelos símios, pois parecem ser mais humanos, (isso diz muito).
Vi o César (o macaco que protagoniza o filme) como uma espécie de Che Guevara dos símios, já que para muitos, ambos representam a rebeldia, a luta contra a injustiça e o espírito incorruptível.

 A luta insana da mãe de César na ânsia de protegê-lo faz com que a gente espere que a agressividade dela apareça nele, e durante um tempo essa é uma boa fonte de suspense. O fato é que César é assustador e ao mesmo tempo um líder altruísta e afável. ("Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás").

A maior vilã do filme é uma empresa farmacêutica que só pensa nos lucros. É a ganância da indústria, e os testes anti-éticos com cobaias, que serão o estopim pro desastre que vem no filme.

Planeta dos Macacos – A Origem joga com o paradoxo  da humanidade se destruindo graças aos seus erros e sua vontade de evoluir a qualquer custo, que cria esse conflito ético entre a ciência e a natureza, onde sempre o segundo mostra que o melhor é não interferir.

O filme nos faz refletir sobre preconceitos, ética e justiça. Acompanhamos emocionados a ascensão de Cesar de bicho de estimação a líder de uma raça subjugada.
Aos poucos César vai tomando consciência da importância da união e da mobilização: ("Macaco sozinho... fraco. Macacos juntos, forte.").
A primeira palavra proferida por César é simbólica, na verdade é um grito: “NÃO!”, que expressa ao mesmo tempo resistência à opressão humana e a incontrolável sede de liberdade dos primatas presos no abrigo para animais. De fato contagia, excita e inspira a todos que assistem. Quantas vezes nós não nos deparamos com situações que gostaríamos de bradar um estridente NÃOOOO!

Quando presenciamos a cena do vilão Dodge Landon dizendo: "Tire essas patas sujas de cima de mim, seu macaco nojento!”, temos a convicção de que torcer pelos símios é a atitude mais humana que devemos adotar.
Já estou roendo as unhas pelo próximo filme, vai ser interessante ver como os humanos perdem sua posição de raça superior do planeta terra e como primatas que no princípio só querem algum tipo mínimo de igualdade se transformam em bichos autoritários, supersticiosos e militaristas.
Em minha opinião César ainda vai proporcionar cenas memoráveis.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Conclusão do curso Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC!

No último dia 15 concluímos a capacitação, Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC! Nela eu aprendi muito, principalmente a usar as tecnologias da informação e da comunicação como ferramentas complementares em minhas aulas chatas e cansativas (os meus alunos vivem dizendo – professor!!!!!! Você quer nos matar?).
O curso foi muito produtivo, foi bem coordenado e a nossa, tutora, a professora Rosilene, está de parabéns (muito obrigado Professora pela força que você me deu, sem você eu não teria conseguido!).
Ah! Só para constar, esse modesto blog é uma conseqüência da capacitação, do contrario eu não teria aprendido postar e compartilhar minhas experiências neste espaço. (confira a nossa estréia)

A estrutura do curso foi a seguinte:

O objetivo do curso foi promover a inclusão digital dos professores, dinamizar e qualificar os processos de ensino e de aprendizagem com vistas à melhoria da qualidade da educação básica.

A capacitação foi dividida em quatro módulos:

·         Tecnologia na sociedade, na vida e na escola

·         Internet, hipertexto e hipermídia

·         Prática pedagógica e mídias digitais

·         Currículo, projetos e tecnologia

 UNIDADE I - Tecnologia na sociedade, na vida e na escola

Iniciamos o curso refletindo sobre a identidade do professor e a necessidade de aprendizagem contínua. Analisamos como as nossas escolas utilizam as tecnologias disponíveis. Discutimos as possibilidades do uso das tecnologias no trabalho por projetos. Além de contextualizar o uso dos recursos computacionais (editores de textos e de apresentações (gerenciamento de arquivos, Internet) e dos recursos computacionais do ponto de vista pedagógico (editores de textos e de apresentações).  (clique aqui e mate a saudade)


UNIDADE II - Internet, hipertexto e hipermídia

Nesta unidade aprendemos a utilizar novas linguagens e formas de trabalho, conhecemos e experimentamos hipertextos e diversas ferramentas de produção coletiva. 

Nos tornamos capazes de:

·        Navegar pela Internet e planejar seu uso em atividades visando à aprendizagem e/ou ao ensino.
·        Navegar em ambientes hipertextuais, usando navegadores comuns.
·        Reconhecer hipertextos como ambientes não lineares de leitura e de produção textual.
·        Reconhecer que a leitura de um hipertexto é uma forma de co-autoria do que se lê.
·        Produzir hipertextos simples, sendo capaz de incluir vínculos para outros textos, para páginas na Internet e para outros pontos do mesmo texto.
·        Criar algumas possibilidades de uso de ambientes hipertextuais em educação e experimentá-las em situações reais na escola, com alunos.

UNIDADE III - Práticas Pedagógicas e Mídias Digitais

Nesta unidade de estudo foi abordado os repositórios de materiais digitais, recurso de grande valia para enriquecimento da prática pedagógica. Muitos são os sites que podem auxiliar o professor no seu dia a dia. Porém, tudo depende de muita pesquisa, leitura, análise e escolha criteriosa do material que será aplicado aos alunos.
Conhecemos navegações que auxiliam a prática pedagógica: TV Escola, Portal do Professor (MEC), TV Futura, TV Cultura, Salto para o Futuro, e outros mais que se pode achar neste vasto universo da Internet, basta fazer uma busca criteriosa. (uma dica)    (essa aula foi um barato!)
  
UNIDADE IV - Currículo, projetos e tecnologia

Finalizamos o curso fazendo uma reflexão sobre as possíveis mudanças em nosso trabalho pedagógico. Fomos provocados a mudar a nossa forma de trabalhar e incluir em nossa pratica pedagógica as famosas TICs. Dentre as reflexões podemos destacar:

·      Será que, usando computadores e internet nas atividades escolares, faremos as mesmas coisas que fazíamos antes?
·        Será que haverá mudanças em nossa atuação docente?
·        O que mudará na aprendizagem do aluno?
·        Que novos aspectos vão requerer maior atenção da nossa parte?
·        Podemos criar novas estratégias que potencializem a aprendizagem de nossos alunos?

È isso! Agora é só colocar em prática. (clique e confira) 

domingo, 18 de setembro de 2011

DEBATE SOBRE GETÚLIO VARGAS

Depois de muito trabalho chegamos ao final do curso TIC - Ensinando e Aprendendo ( confira aqui). Como atividade final, desenvolvemos um projeto-aula sobre Getúlio Vargas.

A finalidade básica foi mostrar aos alunos que a história deve ser analisada sob vários ângulos e que ela é fruto das várias interpretações possíveis.
 
Um exemplo, Getúlio Vargas, um dos mais famosos personagens da história brasileira, que para uns foi importantíssimo para o desenvolvimento do Brasil e para outros estancou a mobilização dos trabalhadores brasileiros.

Ao final das pesquisas os alunos debateram os pontos positivos e negativos do Governo de Getúlio Vargas.

Dividimos os alunos do 3º ano em 02 grupos,  um grupo contra e o outro a favor de Getúlio Vargas.
O resultado foi muito proveitoso, os alunos utilizaram vários recursos como: internet, data-show, computadores etc.

Depois de concluir as pesquisas, cada grupo apresentou três debatedores.

Os debatedores se alternaram defendendo e criticando os pontos negativos e positivos do Governo Vargas e no final cada grupo apresentou suas conclusões finais. 
O resultado foi muito satisfatório, tanto que já estamos planejando outro debate para o final deste mês. A aula foi postada no site Portal do professor (Confira aqui)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Não somos mais estudantes como antigamente

Ainda sou estudante (duvida?)... Mas lembro com muita nostalgia do meu tempo de ensino fundamental. (e de algumas coisas TRASH também!)





Sempre estudei em escola pública e não fui um aluno modelo, vocês não imaginam como eu dei trabalho aos meus professores! 
Mas sou orgulhoso por ainda hoje manter amizades dessa época e de está em contato com alguns mestres, que hoje são meus colegas!


Atualmente na condição de professor, posso constatar que a escola pública mudou muito (Dureza!). Digo isso porque lembro que meus professores tinham autoridade. Havia alunos rebeldes mas só agiam uma vez. O conhecimento era cobrado de maneira tradicional, não havia aprovação automática.
Lembro que a disciplina era regra e não exceção.


Diante da escassez, valorizávamos coisas que hoje são desprezadas ou banalizadas, tipo: livro didático, merenda, transporte escolar. Laboratório de ciências e informática não existiam.







Quando minha professora pedia um trabalho sobre história do Brasil eu sabia que teria que ler o livro pra escrever o trabalho e tinha que ser com letra bonita e capa caprichada!
Há tempos que não recebo um trabalho escrito à mão, e quando digito uma frase desses trabalhos no Google vou parar na Wikipédia ou no Yahoo! Respostas.

Saudade de Hogwarts (confira aqui)



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dividir o Piauí ... Pra quê?


Hoje recebi convite do deputado, (meu professor) e secretário das cidades, (Merlong Solano), para o evento PIAUÍ UNIDO. 
Não podemos deixar de considerar que a divisão do Piauí só aumentaria os gastos. Ou seja, com a divisão teríamos de arcar com duas máquinas públicas, e empregar mais políticos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Hogwarts e Paulo Freire

Muito bem, depois de uma pausa para merecidas férias, estamos de volta.

Vou começar falando do final de Harry Potter. É eu sei, muita gente não gosta, critica (com razão) o fanatismo adolescente pela Série. Ainda assim, eu sempre acompanhei os filmes (não li todos os livros). Vejam como eu já tinha deixado uma pista (confira aqui)

Apesar das abalizadas críticas, o que me fez acompanhar a série durante todos esses anos foi a EDUCAÇÃO. Vai dizer que você nunca notou a semelhança entre o método Paulo Freire e a pedagogia de Hogwarts?

J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, valoriza a educação em seus livros. Neles todos lutam para defender a escola. Se alguém tem uma dúvida procura a orientação de um professor ou recorre à biblioteca.

O currículo de Hogwarts propõe que os estudantes dominem alguns fundamentos teóricos, questões morais e éticas, mas também têm aulas extraclasse, experiências em laboratório, aulas práticas. Sem falar na dedicação exclusiva dos docentes e discentes.
No tocante às avaliações, em Hogwarts, ao invés de adotar notas de zero a dez, como ainda fazemos, aplica-se conceitos mais amplos aos alunos, após provas escritas e práticas. Isso pra mim já é o suficiente para acompanhar a série e agüentar as críticas dos colegas.