domingo, 25 de março de 2012

PT DE TERESINA: CANDIDATURA PRÓPRIA (REJANE?) OU ELMANO?

Hoje é um daqueles dias que todo petista sente-se orgulhoso de militar em um partido, que diferentemente dos outros, toma suas decisões consultando a base. 

Se o PT fosse igual aos demais partidos, hoje teria uma reunião de caciques que estabeleceriam as estratégias para 2012 e apenas comunicariam aos filiados que simplesmente obedeceriam a decisão tomada.

No Partido dos Trabalhadores todo filiado tem aulas de democracia cotidianamente, visto que os rumos do Partido são decididos de baixo para cima. O debate é uma regra e ao final todos seguem juntos a tese que conquistar a maioria dos filiados.


Hoje pela manhã eu estive na Creche Renatinha, no Promorar, uns dos locais de votação em que os filiados do Partido dos Trabalhadores irão decidir pela candidatura própria da sigla ou o apoio à reeleição do prefeito de Teresina Elmano Férrer (PTB).

A movimentação começou cedo, reencontrei velhos amigos, pessoas que foram importantíssimas na formação dos meus valores e convicções políticas. 

Como de praxe, passamos a manhã falando de política, cada corrente mobilizada defendendo a sua tese. 
O que posso dizer é que cada encontro da militância petista é também um encontro com as lutas do povo, nos faz lembrar que todos temos a responsabilidade de lutar por uma sociedade cada vez melhor.

Conversei com vários companheiros do lado defensor da candidatura própria, o que ouvi deles foi que este é o momento ideal para o PT lançar uma candidatura própria na capital, após o sucesso dos Governos Lula e agora com Dilma Roussef e com W.Dias que governou por oito anos o Piauí.
Professor Sebastião Gomes, ex-gestor da Regional Sul da SEDUC 
Dentre os que defendem a candidatura própria conversei com o professor Sebastião Gomes, ex-gestor da Regional Sul da SEDUC, começamos a trabalhar juntos desde 2006, ele como Gestor da Regional e eu como Diretor da Unidade Escolar Bartolomeu Vasconcelos Filho. 

O Professor Sebastião afirma que defende a candidatura própria porque o PT historicamente sempre teve candidato, até mesmo em pleitos que não tinha a menor chance de vitória, mas nunca deixou de ter cabeça de chapa. Ele disse também que a Prefeitura de Teresina sempre foi um sonho do PT e a hora chegou. 

Com relação ao Prefeito Elmano Ferrer, Sebastião disse que ele é um homem de bem, trabalha pelos interesses da cidade, mas apoiar a reeleição de Elmano, segundo Sebastião, seria como “um flamenguista empunhar a bandeira do Vasco”.
Coordenador do MP3, Francisco Junior
Do lado que defende o apoio a reeleição do prefeito Elmano Ferrer, conversei com o Guerreiro, o moicano, o Spartacus das lutas sociais, o coordenador do MP3, Francisco Junior. (conheça um pouco do trabalho do Junior clicando aqui) Conheço o Junior desde que entrei na UFPI, ele fazia parte do DCE de História e praticamente me obrigou, eu calouro todo, a pedir demissão da fábrica em que eu trabalhava e me tornar um estudante profissional, devo muito ao cara!

Pois bem, O Junior disse que defende o apoio do PT a reeleição de Elmano porque ele sempre se mostrou um prefeito aberto aos anseios da periferia, segundo Junior, com Elmano a Prefeitura sempre esteve de portas abertas para os movimentos sociais. 

O Coordenador do MP3 afirma ainda que apoiar Elmano é uma questão de coerência, de ética, visto que o PT já participa da gestão do prefeito desde o ano passado.

Junior é enfático ao referir-se à tese da candidatura própria, ele considera que foi um equivoco o PT delegar ao senador Wellington Dias os rumos do Partido nas eleições de 2010, porque segundo ele, "Wellington Dias destruiu a candidatura própria do PT em 2010 visando às eleições de 2014". 

Junior disse ainda que ao defender a candidatura própria agora, Wellington Dias mostra-se um político “carreirista, oportunista e vaidoso que pensa apenas em eleger sua esposa, tornado-se pior que o Mão Santa, pois este foi coerente e Wellington não”.

O fato é que a disputa pela Prefeitura de Teresina começou, e todos os outros partidos aguardam ansiosos a decisão do PT. A diferença é que quem decidirá o caminho do Partido dos Trabalhadores em 2012 é a base e não a cúpula.


PT, democracia interna a gente vê por aqui!

quinta-feira, 8 de março de 2012

MERLONG SOLANO DEFENDE CANDIDATURA DO PT A PREFEITO DE TERESINA

Publico neste espaço artigo enviado pelo professor Merlong Solano em que defende a candidatura própria em Teresina. Leia na integra:


Candidatura do PT em Teresina


Quando fundamos o PT, em 1980, o ambiente político era hostil, marcado pela falta de liberdade. Não havia, então, quase nada que permitisse vislumbrar qualquer possibilidade de sucesso de um partido com o ideário do PT, que dentre outros valores destaca a democracia e a inclusão social, traduzidas na melhoria de renda e de vida, bem como no respeito à cidadania de todas as pessoas, inclusive as mais pobres, ampla maioria da sociedade.


A estratégia que adotamos no Brasil e no Piauí, onde se destacou a liderança política e intelectual do professor Antônio José Medeiros, possibilitou o persistente crescimento do PT, embora tenha levado algum tempo para que este crescimento se traduzisse na eleição dos primeiros parlamentares. Ela se caracterizou por forte valorização das relações com movimentos sociais organizados, bem como com o movimento sindical; só aos poucos o partido percebeu a importância do diálogo com todos os segmentos da sociedade, o que foi indispensável à conquista dos primeiros espaços no âmbito do poder executivo.


Outro elemento fundamental da postura petista, diante da adversidade com que suas propostas eram recebidas, foi a valorização da participação nos processos eleitorais como protagonista. Aí o lançamento de candidatura própria apareceu sempre como central; o meio que encontramos para projetar nossa bandeira e dar visibilidade a nossas propostas, bem como de lançar novas lideranças.


O tempo passou e com ele até as pedras mudam. Todavia não se trata de fazer mudanças de modo mecânico, muito menos sob o efeito de influências externas ao PT. É certo que depois da experiência de governar o Brasil e o Piauí, com ampla aprovação popular, não vivemos mais a conjuntura do lançamento de candidatura majoritária apenas para levantar a bandeira. A bandeira do PT já é a mais alta dentre os partidos brasileiros no conceito popular. Porém, é também óbvio que não se pode equiparar a eleição em Teresina à eleição em boa parte das pequenas cidades do Piauí, onde a inserção do PT é, em muitos casos, limitada.

Teresina é a capital, tem a maior atividade econômica, a maior concentração de serviços públicos e também as maiores contradições. Basta verificar o peso de questões como: segurança, saúde, trânsito e transportes públicos, drenagem de águas fluviais, esgotamento sanitário, crescimento acelerado da periferia. São questões relevantes, diante das quais um partido com a história do PT não pode passar ao largo. É preciso dizer à sociedade quais as alternativas que propomos. A ampla aprovação dos governos Lula e Wellington Dias, em Teresina, potencializa a existência de forte expectativa por um governo do PT na capital, submetida a um mesmo e limitado modelo de gestão por muitos anos.

Além disto, é importante destacar que, este ano, as eleições nas capitais  serão um confronto de projetos. Em São Paulo, o PSDB já anuncia seu principal nome, Serra, enquanto nós petistas destacamos o brilhante ministro Fernando Haddad. O projeto petista, de desenvolvimento com distribuição de renda e resgate dos serviços públicos, está longe de consolidado e tem adversários poderosos no mundo econômico, bem como na grande mídia. Isto torna muito relevante a preservação e ampliação dos espaços de defesa do nosso projeto.


Por tudo isto, penso que é fundamental a apresentação de candidatura própria do PT em Teresina. Dispomos de diversos nomes, entre eles o da deputada Rejane Dias que está bem posicionada em todas as pesquisas. É fundamental que os petistas de Teresina, de modo democrático, compareçam à votação do dia 25 de março e que exercitem sua soberania pensando nas responsabilidades que nosso partido tem na capital, no Piauí e no Brasil.

Merlong Solano Nogueira
Deputado Estadual -PT

sexta-feira, 2 de março de 2012

A INSUSTENTÁVEL DUREZA DE SER, PROFESSOR.



Nas últimas semanas convivemos com a expectativa da divulgação do novo piso salarial dos professores. Confesso que me iludi, coisa rara, pois há tempos que não tenho ilusões,(confira aqui) mas esse ano seria diferente, afinal o STF acabara de sacramentar a lei.



O fato meus amigos, é que a minha decepção foi imensurável. Não tenho como descrever minha tristeza (já falei sobre isso aqui) ao saber que mais de 700 prefeitos e vários governadores, de diferentes partidos (isso diz muito, DIFERENTES PARTIDOS) foram a Brasília e estão aguardando ansiosamente a aprovação de uma lei na Câmara Federal que corrige o reajuste do piso pelo INPC, um índice de aproximadamente 6 por cento ao invés dos 22 por cento anunciado pelo MEC.



O agravante é que está claro que ninguém vai cumprir a tal lei do piso, isso é lamentável! Aqueles que deveriam promover o avanço social do país não o fazem, e pior, legislam contra os profissionais que são fundamentais em tal tarefa.




O estado vê nossa categoria de uma forma totalmente deturpada. No Brasil o professor é visto como o Messias da educação; é um ser dotado de inesgotável força de vontade que deve estar permanente disposto a se superar no cumprimento de sua missão.(Missão é o c@&&*@) 

 
A realidade atual é de desvalorização do professor, baixos salários, descaso, desrespeito, imposição de políticas pedagógicas. Tudo isso somado tem reflexos, o professor perde a motivação, não tem prazer em dar aulas, resigna-se em sua frustração.

E ainda temos um agravante, conseqüência desse ciclo que acabo de descrever, a sociedade não faz cobranças por melhorias na educação, pois não enxerga sua importância.




Diante disto, o governo reduz o problema da educação ao voluntarismo. “Escola da família”, “amigo da escola”, “escola para todos” são termos que nos mostram que cabe a comunidade e aos professores resolver os problemas da educação.

Quando ligamos a TV assistimos a propaganda oficial de um professor esforçado, voluntarioso, feliz, decidido a resolver os problemas da educação...... Educação não é auto-ajuda!!!!!!!!!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

AS ESCOLAS ESTÃO MORRENDO

Depois de uma pausa nas postagens devido às férias, estou voltando ao batente. Preparei-me todo contente, imaginado que iria encontrar a escola viva, cheia de energia, mas não foi o que aconteceu. Me deparei com uma escola doente, agonizando, com uma espada sobre a cabeça pela ameaça de fechamento. Professores e funcionários tensos, sem saber onde serão lotados.

Diante de tal realidade, comecei a refletir sobre esta situação. Por que várias escolas estão fechando por falta de alunos, enquanto outras pais dormem na fila para conseguir uma vaga? (confira aqui o fenômeno Cocal dos Alves)




É claro que as razões são muitas e não podemos simplificá-las, dada sua complexidade. O que eu posso afirmar, mesmo correndo o risco de fazer o papel de advogado do diabo, é que nós, professores, gestores e alunos também somos responsáveis.


Eu já ilustrei aqui neste blog o quanto admiro a saga Harry Potter, porque em tal ficção todos lutam em defesa da escola, que sofre ameaças de toda natureza, mas no fim a união de todos termina dando a vitória a esta. (confira aqui o post Hogwarts e Paulo Freire) 


Não estou negando a ausência do Estado, configurada na precariedade das escolas e das condições de ensino. Nós professores somos mal remunerados, não há infra-estrutura e nem material pedagógico. É fato! Mas é bom lembrar que os alunos são vítimas duas vezes, do Estado, assim como nós, e do nosso descaso.



Como diretor de escola pública, afirmo que é revoltante ver um professor descompromissado, (alguns afirmam que só estão na profissão até ser aprovado em um concurso melhor) alegar para seus alunos que os males do ensino público são resultado, sempre e sempre, do Estado. Pelo amor de deus, não estou generalizando! Mas já presenciei muito esta situação.


É muito triste ver alunos indo embora porque o professor não apareceu para dar aulas. É triste coordenar uma reunião pedagógica e ouvir de boa parte dos presentes que não vale a pena esforçar-se para melhorar a qualidade do ensino na escola porque o Estado não nos recompensa adequadamente.

É desanimador ver os alunos menos compromissados comemorarem a inoperância e o descaso do núcleo gestor e dos decentes da escola, pois sabem que não precisarão esforçar-se, visto que, no final do ano todos serão aprovados sem o menor esforço.



Enquanto os alunos que querem uma vida melhor, e sabem que atualmente as oportunidades são muitas, ficam tristes, por constatarem que a escola na qual estão matriculados não tem compromisso em dar-lhe as condições de progredir nos estudos. O resultado, estes alunos acabam procurando outra escola.




Precisamos acordar e nos comprometer com as escolas em que trabalhamos pois do contrario essas irão "morrer".



Penso que a luta é mais do que necessária, mas precisamos fazer isso sem deixar a escola afundar na inoperância! Lutar pela melhoria de nossas condições de trabalho, não significa que temos que deixar a nossa escola fechar as portas por falta de alunos. Uma coisa é uma coisa e um pneu é um pneu!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

PAI DEIXA 28 LIÇÕES DE VIDA AOS FILHOS ANTES DE MORRER

Zapeando a internet encontrei essa matéria (confira aqui) e achei que é uma lista MUITO interessante para que todos possam se tornar boas pessoas, afinal, o mundo precisa cada vez mais de PESSOAS BOAS.


“Nessas últimas semanas, depois de saber de meu diagnóstico terminal, procurei encontrar em minha alma e em meu coração maneiras de estar em contato com vocês enquanto vocês crescem.
Estive pensando sobre o que realmente importa na vida, e os valores e as aspirações que fazem das pessoas felizes e bem-sucedidas. Na minha opinião, e vocês provavelmente têm suas próprias idéias agora, a fórmula é bem simples.
As três virtudes mais importantes são: lealdade, integridade e coragem moral. Se aspirarem a elas, seus amigos os respeitarão, seus empregadores o manterão no emprego, e seu pai será muito orgulhoso de vocês.
Estou dando conselhos a vocês. Esses são os princípios sobre o quais tentei construir a minha vida e são exatamente os que eu encorajaria vocês a abraçar, se eu pudesse.
Amo muito vocês. Não se esqueçam disso. 
1.     Seja cortês, pontual, sempre diga “por favor” e “obrigado”, e tenha certeza de usar o garfo e a faca de maneira correta. Os outros decidem como tratá-los de acordo com as suas maneiras.
2.     Seja generoso, atencioso e tenha compaixão quando os outros enfrentarem dificuldades, mesmo que você tenha seus próprios problemas. Os outros vão admirar sua abnegação e vão ajudá-lo.
3.     Mostre coragem moral. Faça o que é certo, mesmo que isso o torne impopular. Sempre achei importante ser capaz de me olhar no espelho toda manhã, ao fazer a barba, e não sentir nenhuma culpa ou remorso. Parto deste mundo com a consciência limpa.
4.     Mostre humildade. Tenha a sua opinião, mas pare para refletir no que o outro lado está dizendo, e volte atrás quando souber estar errado. Nunca se preocupe em perder a personalidade. Isso só acontece quando se é cabeça-dura.
5.     Aprenda com seus erros. Você vai cometer muitos, então os use como uma ferramenta de aprendizado. Se você continuar cometendo o mesmo erro ou se meter em problema, está fazendo algo errado.
6.     Evite rebaixar alguém para outra pessoa; isso só vai fazer você ser visto como mau. Se você tiver um problema com alguém, diga a ela pessoalmente. Suspenda fogo! Se alguém importuná-lo, não reaja imediatamente. Uma vez que você disse alguma coisa, não pode mais retirá-la, e a maioria das pessoas merece uma segunda chance.
7.     Divirta-se. Se isso envolve assumir riscos, assuma-os. Se for pego, coloque suas mãos para cima.
8.     Doe para a caridade e ajude os menos afortunados que você: é fácil e muito recompensador.
9.     Sempre olhe para o lado bom! O copo está meio cheio, nunca meio vazio. Toda adversidade tem um lado bom, se você procurar.
10. Faça seu instinto pensar sempre sempre em dizer ‘sim’. Procure razões para fazer algo, não as razões para dizer ‘não’. Seus amigos vão gostar de você por isso.
11. Seja gentil: você conseguirá mais do que você quer se der ao outro o que ele deseja. Comprometer-se pode ser bom.
12. Sempre aceite convites para festas. Você pode não querer ir, mas eles querem que você vá. Mostre a eles cortesia e respeito.
13. Nunca abandone um amigo. Eu enterraria cadáveres por meus amigos, se eles me pedissem… por isso eu os escolhi tão cuidadosamente.
14. Sempre dê gorjeta por um bom serviço. Isso mostra respeito. Mas nunca recompense um mau serviço. Um serviço ruim é um insulto.
15. Sempre trate aqueles que conhecer como seu igual, estejam eles acima ou abaixo de seu estágio na vida. Para aqueles acima de você, mostre deferência, mas não seja um puxa-saco.
16. Sempre respeite a idade, porque idade é igual a sabedoria.
17. Esteja preparado para colocar os interesses de seu irmão à frente dos seus.
18. Orgulhe-se de quem você é e de onde você veio, mas abra a sua mente para outras culturas e línguas. Quando começar a viajar (como espero que faça), você aprenderá que seu lugar no mundo é, ao mesmo tempo, vital e insignificante. Não cresça mais que os seus calções.
19. Seja ambicioso, mas não apenas ambicioso. Prepare-se para amparar suas ambições em treinamento e trabalho duro.
20. Viva o dia ao máximo: faça algo que o faça sorrir ou gargalhar, e evite a procrastinação.
21. Dê o seu melhor na escola. Alguns professores se esquecem de que os alunos precisam de incentivos. Então, se o seu professor não o incentivar, incentive a si mesmo.
22. Sempre compre aquilo que você pode pagar. Nunca poupe em hotéis, roupas, sapatos, maquiagem ou joias. Mas sempre procurem um bom negócio. Você recebe por aquilo que paga.
23. Nunca desista! Meus dois pequenos soldados não têm pai, mas não corajosos, têm um coração grande, estão em forma e são fortes. Vocês também são amados por uma família e amigos generosos. Vocês fazem o seu próprio destino, meus filhos, então lutem por ele.
24. Nunca sinta pena de si mesmo, ou pelo menos não sinta por muito tempo. Chorar não melhora as coisas.
25. Cuide de seu corpo que ele vai cuidar de você.
26. Aprenda um idioma, ou pelo menos tente. Nunca comece uma conversa com um estrangeiro sem primeiro cumprimentá-la em sua língua materna; mas pergunte se ela fala inglês!
27. E, por fim, tenha carinho por sua mãe, e cuide muito bem dela.
28. Amo vocês com todo meu coração,
Papai”

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

300 É MAIS IMORTAL

Depois da minha depressão de natal e réveillon resolvi ir ao cinema ver IMORTAIS.

Escolhi tal filme porque gosto do gênero épico grego e também por pura falta de opção.

E por falar em épicos gregos, confesso que não gostei de Tróia (2004), mas três anos depois, veio 300, com suas legiões engalfinhadas em combate e criaturas fantásticas, o que me fez ter esperanças no gênero.



Não posso dizer que Imortais é um filme ruim, mas também não chega a ser um 300.




Na verdade é um filme para se assistir sem compromisso e sem apego à mitologia como descrita nos livros de História.



As cenas de batalhas são muito bem feitas e de uma brutalidade que irá agradar a todos os fãs de filmes de batalhas medievais com direito a muito sangue jorrando.




Gostei da violência estilizada, da brutalidade do impacto, do feito heróico, do movimento, da coreografia da construção de cenários, dos figurinos, do balé.... Meu amigo, tudo isso em 3D, pense!



O filme, na verdade não conta, mas distorce a história de Teseu, protagonizado por (Henry Cavill o próximo Super-Homem), um bastardo que precisa tornar-se um líder, auxiliado por uma sacerdotisa do oráculo (Freida Pinto, do recente Planeta do Macacos: A Origem), para repelir um exército invasor. 

As forças do Rei Hipérion, em busca do mítico Arco de Épiro, pretendem vingar-se dos deuses, libertando a raça dos Titãs e deflagrando a guerra entre os imortais do título.


Mickey Rourke (Rei Hipérion ) é o destaque do filme no papel que lhe cai melhor, o de vilão. Em fim, para quem não tem nada melhor pra fazer.....

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

COMPLEXO DE VIRA-LATA

Essa semana recebi este artigo do Professor Merlong Solano (confira aqui) sobre a reportagem da Revista Veja. Após encaminhá-lo para vários amigos, o retorno foi considerável, alguns concordando com a matéria outros discordando, por isso resolvi postar o artigo na integra:


COMPLEXO DE VIRA-LATA

“Por "complexo de vira-latas" entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca,voluntariamente, em face do resto do mundo.” Nelson Rodrigues.

A revista Veja publicou o que denomina o primeiro Ranking dos Estados Brasileiros. Trata-se de estudo do grupo inglês Economist, que Veja publicou sem se dar ao trabalho de verificar a metodologia empregada, nem a consistência das conclusões e muito menos de questionar a oportunidade de alguns dos critérios de análise adotados. É, como dizia o magistral Nelson Rodrigues, manifestação pura do complexo de vira-lata: se o “estudo” veio da Europa estão está certo; não há mesmo o que  questionar.

Ocorre que o Brasil de hoje vai muito longe do Brasil dos anos 50, quando Nelson cunhou a expressão. Aliás, esta semana mesmo o mundo reconhece o fato de que a economia brasileira superou a do Reino Unido e agora ocupa o sexto lugar no ranking  mundial, em temos de PIB. O Piauí também já não é o mesmo dos anos 50 nem de poucos anos atrás. Já há por aqui massa cinzenta suficiente para avaliar o que é pesquisa, diferenciado daquilo que é pura matéria jornalística encomenda para tentar empanar o Brilho do Brasil, que de uns anos para cá teima em não se dobrar às “verdades” vindas dos EUA e da Europa.

A tal “pesquisa”, encomendada por um desconhecido Centro de Liderança Pública, não resiste à análise de um bolsista de iniciação científica, de olhar um pouco mais arguto. A metodologia tem a consistência de uma maionese: “relatórios jurídicos, publicações acadêmicas e governamentais, sites de autoridades, entrevistas a especialistas e consulta aos principais meios de comunicação.”(Veja, 28/12/2011; pag 202). Com base nesta “metodologia” o estudo chegou a algumas conclusões que contrariam a lógica e o conhecimento de que sabe onde fica o Nordeste do Brasil e o que está acontecendo nesta região nos últimos tempos.

No quesito infra-estrutura, numa escala de 0 a 100, o Brasil ficou com média 22,7  enquanto ao Ceará foi atribuída nota zero. O fato deste Estado ter um aeroporto internacional muito bom e um porto que opera navios de grande calado não deve ter sido considerado. Há ainda os casos do Piauí, Bahia e Pernambuco que receberam a mesma nota: 12,5. Mais uma vez o fato de BA e PE terem aeroportos internacionais excelentes, rodovias duplicadas e portos de grande calado parece não ter alterado nada em relação ao Piauí que dispõe destes itens.

Quanto ao regime tributário e regulatório o Brasil recebeu nota 24,1; enquanto Alagoas aparece com o melhor desempenho manifesto na nota 50, ficando São Paulo com apenas 25. Já o Piauí aparece com nota zero junto  com outros Estados. Onde está a consistência disto? Todos sabemos que o sistema tributário brasileiro é complexo, que complica e encarece  a vida das empresas; mas sabemos também que a despeito de variações de Estado para Estado o problema é nacional, pois a legislação que o regula é basicamente federal. Mesmo em relação ao ICMS, onde os Estados têm um pouco mais de autonomia, as alterações dependem de complexas negociações no âmbito do CONFAZ.
  
O quesito ambiente econômico, segundo a Veja, levou em conta os indicadores: tamanho e crescimento do mercado, renda média e desigualdade de renda. Aí o Piauí aparece em penúltimo lugar à frente apenas de Roraima.  Como isto é possível, se o PIB do Piauí é bem maior do que o PIB de Roraima, do Acre, Amapá e Tocantins? Além disto a economia do Piauí vem crescendo acima da média nacional nos últimos anos. Dos indicadores citados, o Piauí perde para os Estados referidos apenas na renda per capita. O indicador desigualdade social, como sabemos, é um problema nacional.

Querer montar um ranking dos Estados brasileiros em relação a políticas de atração de investimentos estrangeiros, sem levar em conta as disparidades regionais acumuladas historicamente, é o mesmo que tentar submeter os Estados Unidos e esfomeadas nações africanas à mesma escala de desenvolvimento aeroespacial. Os Estados do sudeste e do sul são confrontados com demandas de investidores estrangeiros, em larga escala, desde o século XIX. Enquanto se faziam centro dinâmico da economia brasileira foram incorporando os demais Estados como mercados periféricos, contando para isto com o apoio das políticas tributárias, industriais, cambiais e de crédito do governo central.

Concluir que os Estados do Sudeste, do Sul e o Distrito Federal apresentam o melhor ambiente negócios no Brasil equivale a dizer que sem a luz e o calor do sol a vida seria extinta na terra; isto está até em música de micarina. De um lugar comum a outro o referido “estudo” deixa de lado constatações de organismos brasileiros de pesquisa. Os dados do IBGE, por exemplo, demonstram que a despeito de forte persistência de concentração econômica no sudeste, desde 2002 o Centro Oeste, o Nordeste e o Norte vêm crescendo mais do que o sudeste e o sul. Mostram também que o Piauí vem se destacando neste processo de desconcentração econômica.

Diz o “estudo” que o Piauí apresenta o pior ambiente econômico do Brasil. Então como explicar o fato de que a economia do Estado vem crescendo acima da média nacional desde 2003?  Os dados do IBGE são claros e têm credibilidade internacional.

Produto Interno Bruto – Taxa de crescimento anual (%)
Ano
Piauí
Brasil
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
1,7
5,4
6,3
4,5
6,1
2,0
8,8
6,2
2,7
1,1
5,7
3,2
4,0
6,1
5,2
-0,3

Como resultado desta dinâmica econômica acentuada, o Piauí vem ampliando sua participação no PIB nacional, embora de modo ainda lento, saindo de 0,5% em 2002 para 0,6% do PIB nacional em 2009.  Isto é especialmente positivo por ocorrer num período em que a economia brasileira está crescendo e não estagnada. É salutar também  verificar que a renda per capita do Piauí, que era equivalente a 30,4% da renda per capita do Brasil em 2002, reduziu a distância em relação à do Brasil e em 2009 chegou a 35,7% da renda per capita nacional.

Retornando a Nelson Rodrigues, o complexo de vira-lata tem raízes históricas; foi estimulado por segmentos de elite que viam no Brasil não uma nação, uma pátria, mas apenas um negócio, um meio de enriquecer para poder gozar os prazeres da civilização na Europa. Sem meios para resistir, a população foi aceitando e aí se consolidou a idéia de que o bom é o que vem de fora. Mas hoje o quadro está bem diferente: o Brasil é um País que cresce, que tem coragem de enfrentar seus problemas usando políticas próprias, sem recorrer por exemplo às fórmulas do FMI. Então, vamos aproveitar o clima de final de ano e brindar o fim do complexo de vira lata jogando a “pesquisa” de Veja na lata do lixo.

Merlong Solano Nogueira
Professor da UFPI, Deputado Estadual - PT