sábado, 9 de julho de 2011

I SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO: TRAVESSIA PARA UM MUNDO DE DESCOBERTAS – PARTE 1

Conforme o prometido, vamos ao resumo do I Seminário de Educação promovido pela SEDUC – PI. Cheguei cedo, fui para o credenciamento, aquela multidão, gente de todo o Estado... Eu pensei – deve ter aqui um lugar reservado para os eclesiásticos – Mas, não tinha, entrei na fila. Depois tomei aquele cafezinho e fui trocar figurinhas com os meus amigos da Regional (19ª). Logo dei de cara com a minha chefa, a gestora da 19ª Regional, a Professora Sônia. Pensei – devo começar despejando um monte de lamentações de como está difícil ser diretor de escola, que estou precisando disso, daquilo, etc, etc, etc? Não, deixemos para outra ocasião.
O da pizza e a Profª Sônia
Logo chegou a Professora Carleuza, coordenadora do ensino-aprendizagem e o Professor Rudyfran, da coordenação financeira, que vive dando pressão na gente pelas prestações de contas. Semana passada ele convocou a nós diretores às 8 horas da madrugada para puxar a nossa orelha sobre os gastos com energia elétrica. Tá certo professor! Prometo que vou reduzir em 40% a conta de energia do Bartolomeu.
A pizza e a Profª Carleuza
Todos nós que fazemos parte da 19ª Regional temos o privilégio de sermos coordenados por uma equipe competente, séria, firme quando necessário, mas também que sempre está de bom humor, muito bem, todos estão de parabéns!
Profº Rudyfran, Profª Sônia e ...
Bem, como os sacos já foram devidamente puxados, voltemos ao seminário! Conversa daqui, conversa dali, as autoridades chegaram, a mesa foi composta e o Hino foi executado. Gostaria de fazer um adendo, gente a nova versão do nosso Hino ficou muito bonita. Destaque para as manifestações culturais do Estado, como Bumba Meu Boi, Samba de Cumbuca, Congo, Balandê, Coisa de Nêgo, Violeiros, Repentistas, Cavalo Piancó, Coral de Vaqueiros e Reisado. Além de mostrar as cidades e roteiros turísticos que valem a pena serem visitados. Na minha opinião só faltou As "meninas" do grupo Bandolins de Oeiras (confira aqui).
A superintendente de ensino, professora Joara, apresentou as metas da SEDUC para 2011-2014. O que mais me chamou a atenção foi o projeto mediação tecnológica. Até porque estou fazendo o curso de Tecnologias na Educação pelo e-proinfo(confira aqui), inclusive esse blog já é um dos primeiros resultados dessa capacitação que estou fazendo, e também porque já conheço o projeto, pois já é implantado no Maranhão. Lá tem o nome de "aula do futuro"(confira aqui) e visa oferecer aos alunos da 3ª série do ensino médio, mecanismos de reforço para o Enem e demais vestibulares, tudo por videoconferência.

O evento ia seguindo muito bem até que passei pelo meu primeiro momento de raiva ... gente, celular em eventos .... é f#$@%&, poxa! Eu querendo prestar atenção e o diabo duma véa gritando no celular, bem do meu lado, e eu fui me aguniando, me deu uma gastura ... respirei e mudei de lugar......
Usaaaaa! Vamos à fala do governador Wilson Martins. Ele cobrou de todos nós, gestores, que despolitizemos a educação, que descentralizemos as decisões e que concedêssemos autonomia as nossas equipes de apoio. A platéia vibrou quando o governador falou que se nós, diretores, não estivéssemos recebendo recursos suficientes para gerir nossas escolas deveríamos cobrar do secretário Atila Lira, o aplauso foi geral.

Bem, mas uma coisa me preocupou na fala do Governador, a questão da escola de tempo integral que é praticamente unanimidade entre os que defendem a melhoria na qualidade da educação. Nas entrelinhas deu para perceber que a União (presidenta Dilma) e o Estado (governador Wilson Martins) irão dar prioridade a outras áreas da educação, pois consideram a escola de tempo integral muito cara. Claro que a escola de tempo integral irá continuar, mas a expansão, pelo que ouvi do Governador, acho muito difícil!

O governador disse ainda que irá implantar o projeto de mediação tecnológica, como eu já falei, eu conheço o projeto e estou ansioso para vê-lo funcionando. Ressaltou que todos os problemas sociais que vivenciamos, inclusive as drogas, seriam resolvidos se tivéssemos uma educação de qualidade. Falou também, que não há desenvolvimento em lugar nenhum do mundo sem educação. Para ele, os índices da educação do nosso estado são tristes.

Ele falou que cobrou da presidenta Dilma 50 escolas de tempo integral, mas ela retrucou que é muito caro, mas que financiaria o projeto de mediação tecnológica. O governador fez um balanço das contas do Estado, o Piauí não tem dinheiro, segundo ele, atualmente nosso Estado está pagando 105 milhões de reais só de dividas, dinheiro jogado no ralo, disse o governador. Disse que está lutando para mudar o cálculo do FUNDEB e para aumentar a aquisição de recursos para o Piauí.

O chefe do executivo também reclamou que nós deveríamos parar com os "fuxicos" e parássemos de brigar por espaços. O momento alto da fala do governador foi quando ele disse que ninguém nesse país trabalha mais que professor: “rapaz, agüentar abuso de menino chei de razão, de manhã de tarde e de noite. Professor ganha pouco!”. A platéia vibrou!
19ª Gerência Regional
Enfim, apesar disso, o governador disse que está entusiasmado, que as coisas irão melhorar, pediu que vestíssemos a camisa da educação e reafirmou que as prioridades do seu governo são: saúde, educação e segurança pública.
Bem, vou parar por aqui, pois já estou me alongando demais, segunda-feira continuarei com mais detalhes, inclusive com a palestra do deputado Gastão Vieira e com o encerramento do evento.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A SEDUC ENXERGOU A MINHA ESCOLA

Hoje foi um dia muito corrido. Participei do I Seminário de Educação: Travessia para um mundo de descobertas, que aconteceu no Centro de Convenção do Atlantic City. Foi muito proveitoso pra nós que estamos como diretores de escolas públicas. Dentre os participantes destacamos: o governador do Estado, Wilson Martins, o secretário de Educação, Átila Lira, além da presença do deputado federal pelo estado do Maranhão, Gastão Dias Vieira (PMDB-MA) que é presidente da comissão especial destinada a analisar a proposta que estabelece o Plano Nacional de Educação 2011-2020.                                                                    
No evento, discutimos as diretrizes que sustentarão o Plano de Trabalho da Secretaria Estadual da Educação, nas situações de ensino-aprendizagem para o quadriênio  2011/2014. Além dos eixos prioritários do governo, tais como: Mediação Tecnológica, Níveis e Modalidades de Ensino, Colaboração entre União, Estado e Municípios, Formação Profissional e Valorização de Docentes e Técnicos, Gestão Educacional, Avaliação Institucional, Fortalecimento Institucional da Rede Pública Estadual de Educação.

 Gastão Dias Vieira (PMDB-MA)
Amanhã postarei tudinho pra vocês, todos os detalhes inclusive algumas questões que eu considero polêmicas, como por exemplo alguns pontos do novo Plano Nacional de Educação que foram apontados pelo Deputado Maranhense Gastão Vieira.


Mas hoje gostaria de falar da boa noticia, a escola que eu sou diretor (Unidade Escolar Bartolomeu Vasconcelos Filho) vai ganhar melhorias, pois será incluída no Par – Plano de ações articuladas.  Teve até matéria especial no sítio da SEDUC (confira aqui).
Abaixo a matéria na Integra.

Destaques

Escola Bartolomeu Filho abre laboratório de informática para comunidade

Quinta-feira, 7 de Julho de 2011
A Unidade Escolar Professor Bartolomeu Filho em parceria com a Fundação Wall Ferraz oferecerão Curso de Informática para alunos e moradores do bairro Parque Piauí. A parceria visa utilizar a capacidade estrutural, de equipamentos e instalações da Unidade em benefício da própria comunidade.
 Bartolomeu2
De acordo com o diretor Antonio de Pádua Oliveira, a idéia de firmar parcerias, visa atender a outras necessidades dos alunos que vão além da grade curricular. “Com a oferta de cursos e de mais serviços à comunidade, surge como uma saída para diminuir a evasão escolar considerada um dos maiores desafios para a equipe de professores e direção da escola”, explica.

“Uma escola de ensino médio, com aulas apenas a noite e situada numa região de muita carência como a nossa, faz com que grande parte dos alunos precise estudar e trabalhar ao mesmo tempo e, acabe não ligando a educação à melhores perspectivas para suas vidas”, argumenta Antonio. “Desta forma precisamos criar situações que faça o aluno dar prioridade à educação”, completa.

Além do projeto das aulas de informática, a escola também abre suas portas para que grupos de capoeira e grupo de mães bordadeiras possam utilizar as dependências do prédio. “É uma forma que encontramos para interagir com as famílias de nossos alunos, pois todos esses grupos são de pessoas da própria comunidade, muitas delas são pais ou responsáveis”, diz o diretor.

Para implementar ainda mais as atividades pedagógicas da U. E. Bartolomeu Filho, a Secretaria de Educação enviou recentemente novos equipamentos como: freezer, fogão e todos os utensílios de cozinha para garantir a qualidade da merenda oferecida aos alunos. Em breve, está prevista a troca de carteiras escolares além dos equipamentos de climatização da biblioteca.

A Unidade Escolar Bartolomeu Filho esta localizada no bairro Parque Piauí, Teresina.
Autor: Albano Amorim

quinta-feira, 7 de julho de 2011

FILME NA AULA DE HISTÓRIA: A GUERRA DO FOGO

Devido às divagações cinematográficas dessa semana (confira aqui), resolvi postar aqui alguns filmes que estou trabalhando com meus alunos, comecei pelo terceiro ano (confira aqui), depois o segundo ano (confira aqui) e hoje vou falar um pouco do filme A Guerra do Fogo, que trabalhei com os alunos do primeiro ano. Não é fácil trabalhar esse filme em sala de aula, pois como se passa na “pré-história” o filme não apresenta diálogos e a única linguagem que se vê são as ações dos personagens, gritos, grunhidos e linguagem corporal.

Uma das maiores dificuldades do conteúdo “pré-história” é estimular o recuo imaginário à um tempo absurdamente remoto. Como ilustrar a pedra lascada como um avanço tecnológico? Não tem jeito, só dispomos desse filme, ele é o maior e único clássico do cinema sobre o assunto. Fiquei animado diante da superprodução 10 000 a.C, não deu. Tem também 2001, Uma Odisséia no Espaço e Planeta dos Macacos, mas também não se encaixam muito bem. Falando em Planeta dos Macacos, eu fui conferir a superprodução (Muito bom o filme).

Pois bem, vamos a um breve resumo do filme. Lançado em 1981, é um longa que trata de levantar hipóteses sobre a origem da linguagem através da busca de três homo sapiens para conseguirem uma nova fonte de fogo perdida por sua tribo. Só lembrando que o fogo é um elemento primordial para a sobrevivência da tribo: fornece calor, protege de predadores, prepara os alimentos, chega a ser divino e tenebroso para eles.

O roteiro é assinado por Anthony Burguess, foneticista e consagrado autor do livro Laranja Mecânica. Burguess faz crível as adaptações e linguagens usadas por aqueles hominídeos além de fazer compreensível toda uma história recheada de grunhidos, mamutes mal-acabados e situações que, aos nossos olhos de hoje, não parecem mais que absurdas.

A jornada desses guerreiros em busca do fogo é emocionante: há a cena em que um deles taca uma pesada pedra no outro e todos - inclusive o apedrejado, com a cabeça sangrando - têm um ataque de riso. É clássica ainda a cena em que algumas fêmeas ancestrais vão refrescar a garganta num riacho e uma delas, ali acocorada, é surpreendida sexualmente por um macho das cavernas. Bem, digo surpreendida por falta de palavra melhor, já que a tal fêmea não parece muito surpresa.

Destacamos a sensibilidade com que o filme trata um tema tão complicado, onde povoam ainda poucas certezas e muitas teorias. Como cinema, revela, dentro da simplicidade da produção, uma narrativa poderosa onde, sem dúvidas, nos identificamos como seres dotados de grande capacidade de adaptação e cujo tempo parece tornar sempre mais intrigantes. A guerra do fogo é um filme que está relacionado com o olhar e a perspectiva de quem assiste. São infinitas as possibilidades de leitura desse filme. 

Através do filme trabalhamos, por exemplo, a reconstrução dos gestos, do vestuário, do vocabulário, da arquitetura e dos costumes desta época.
Sendo um filme histórico, A Guerra do Fogo é uma representação do passado, e portanto um discurso sobre o mesmo e como tal, está imbuído de subjetividade.

Enfim, o filme ilustra como foram as primeiras tentativas para se chegar ao ponto em que a humanidade atual chegou.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

FILME NA AULA DE HISTÓRIA: APOCALYPTO

Comecei a semana inspirado nas artes cinematográficas (confira aqui), por isso vou continuar falando de cinema (confira aqui). Estou trabalhando com meus alunos o filme APOCALYPTO, eu particularmente gosto muito desse filme, é um épico. Ele é dinâmico, engraçado e nos faz refletir sobre a possível causa da queda do império que dominou a região da América Central e se estendia do México a El Salvador. O filme aponta o consumismo, a devastação do meio-ambiente e a ganância por poder, o que pra mim é um tema bastante atual, dada à realidade global em que vivemos.


O fato é que para construir edificações cada vez maiores, hectares de florestas eram derrubados. Sem as árvores, a lama corria para o pântano, diminuindo a qualidade do solo e gerando piores colheitas. Os reis, que acreditava-se ter um contato direto com os deuses, faziam oferendas, utilizando até mesmo humanos. E para manter sua mordomia, tributavam cada vez mais a população, que por sua vez ia se irritando mais e mais. Não parece um tema bastante atual?
 Não podemos deixar de relacionar o filme com o presente, pois ele alerta sobre o risco que corremos. Ou seja, se a sociedade atual não se cuidar, pode ter fim semelhante aos dos seus antepassados. Apesar de vários equívocos históricos, eu utilizo esse filme mais para reflexão sobre o presente do que para explicação do passado.
Em Apocalypto, a história da humanidade é concebida como uma história universal, onde um modo de produção superior engloba um inferior submetendo-o ao seu progresso histórico. A história da civilização maia ganha universalidade quando é englobada no interior da expansão européia para além da própria Europa.
Não existem histórias isoladas, mas sim uma única História universal, na qual, a civilização maia e a européia, são apenas momentos diferentes desta mesma e única História, momentos diferentes de existência do homem enquanto humanidade.
 Ao final de Apocalypto, a chegada dos europeus anuncia o começo do fim da civilização maia, que será ao longo dos séculos XVI-XIX, destruída e englobada pela expansão violenta do capitalismo. Assim como os maias, os europeus vão usar sua superioridade econômica, militar e tecnológica para reproduzir além da Europa a técnica, a economia e o modo de vida baseado no capital.
Apesar do filme ser adrenalina pura, podemos através de uma análise mais reflexiva compreender melhor a sociedade em que vivemos. 

terça-feira, 5 de julho de 2011

FILME NA AULA DE HISTÓRIA: GUERRA DE CANUDOS

Considero o filme uma ferramenta de apoio muito eficaz nas aulas de História, só não utilizo regularmente devido as condições técnicas e o tempo que é muito escasso. Sem dúvida o cinema aproxima os alunos de situações, pessoas, cenários e sons do passado e do presente. 
Mas é preciso saber explorar esse importante recurso pedagógico para que a aula não seja simplesmente uma sessão pipoca e caia no vazio. Exibir filmes para os alunos não se trata de pôr em segundo plano a leitura e a escrita, mas de incorporar um meio que facilita muito a aprendizagem e coloca o aluno em contato com uma nova maneira de pensar e entender a história.
Essa semana vou postar aqui alguns filmes que estou trabalhando com meus alunos. Vou começar pelo filme A Guerra de Canudos. Apesar de ser muito longo, esse filme nos ajuda a compreender o processo de implantação e consolidação da República. Narra um episódio muito significativo da história do Brasil: a população de uma região de poucos recursos naturais é abandonada à própria sorte. Quando esta mesma população se organiza para resolver seus problemas passa a ser vista como uma ameaça ao Estado.
Pretendo discutir com os alunos as causas gerais e as imediatas do confronto e os motivos da intervenção do Governo. Intervenção essa que configurou-se numa guerra que mobilizou aproximadamente doze mil soldados oriundos de dezessete estados brasileiros, distribuídos em quatro expedições militares. Em 1897, na quarta incursão, os militares incendiaram o arraial, mataram grande parte da população e degolaram centenas de prisioneiros. Estima-se que morreram ao todo por volta de 25 mil pessoas, culminando com a destruição total da povoação.
Gosto de trabalhar esse filme com os alunos por que: ele mostra o abandono do sertão nordestino por parte das autoridades governamentais da República; Caracteriza geograficamente a região onde ocorreu o conflito; Mostra elementos culturais importantes, como o coronelismo, o cangaço, a religiosidade popular, a literatura de cordel, sem falar na repressão violentíssima das autoridades governamentais e a resistência obstinada da população de Canudos.

X-Men - Um filme de Primeira Classe

Infelizmente devido a um problema técnico, fiquei sem internet ontem, portanto somente hoje consegui dar continuidade aos trabalhos blogais.
Pois muito bem ... Neste final de semana resolvi exercer o direito que me foi garantido pela Lei nº 3.130 de 20 de setembro de 2002, que dispõe sobre a meia entrada para professores nos cinemas de Teresina. Coloquei o meu contra-cheque na carteira e parti para o cinema. Chegando lá, confesso que escolhi com muita desconfiança o filme X-Men Primeira Classe, surpreendeu-me. 
O filme é muito bom, roteiro excelente, ambientado no início da década de 1960, durante a crise dos mísseis de Cuba, um momento crítico da Guerra Fria em que o mundo vivia a iminência de uma guerra nuclear entre União Soviética e EUA.
Na tela acompanhamos a origem de Eric Lensherr, o Magneto, e Charles Xavier , o Professor X, podemos vê-lo com cabelo e andando com as próprias pernas. A história do Magneto é emocionante. Como já  imaginávamos, teve uma infância traumática durante a 2ª Guerra Mundial, vítima da crueldade dos nazistas. Quanto a Charles Xavier, teve uma infância solitária e dedicada aos estudos. Cada detalhe é lembrado para mostrar o caminho de como dois amigos se tornaram rivais.
Eu praticamente fui alfabetizado pelas histórias em quadrinhos e sempre gostei dos X-Men, segundo a Wikipédia, heróis temidos e odiados pela mesma humanidade que juraram defender. A raça mutante de que fazem parte viveu desde o início uma cisão de idéias, representada pelos antagonistas Charles Xavier, o telepata mais poderoso do mundo, e Magneto, o mestre do magnetismo (inspirados livremente nos debates ideológicos da época de Martin Luther King e Malcolm X pelos direitos dos negros). Enquanto Xavier acreditava na convivência pacífica entre humanos e mutantes, o terrorista (Magneto) tinha a certeza da supremacia de sua raça, considerada o próximo degrau na evolução da espécie, e desejava escravizar o homo sapiens. A questão central dos mutantes tornou-se a aceitação. A da sociedade e também a dos mutantes por si próprios.
Merece destaque no filme o personagem Henry McCoy, o "Hank", um cientista extraordinário, ele isolou um catalisador químico na esperança de reduzir os aspectos anormais de sua aparência, mas isso fez sua mutação evoluir, transformando-o no Fera. 
Apesar disso, McCoy aceitou seu destino e é um dos mais alegres e otimistas, fazendo às vezes o papel de "palhaço da turma", não obstante seu intelecto genial. Vale a pena conferir.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

PROFESSOR: OBSTÁCULOS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Umas das últimas etapas da formação docente é o estágio supervisionado, eu considero um prova de fogo. É o desnudamento da profissão, é quando você sai do mundo mágico e maravilhoso da teoria e mergulha, ou se afoga, no mar (para muitos tenebroso) da prática.
O meu estágio foi muito frustrante, pois eu imaginava que estando de volta a sala de aula, agora como professor, eu seria respeitado, poderia aplicar tudo que havia aprendido na universidade e que poderia fazer a diferença. Mas, não foi bem como eu imaginava.
Primeiro não tive orientação, nem por parte da universidade e muito menos por parte da escola, fui praticamente jogado. Foi parecido aquela cena do filme Gladiador, que os combatentes estão esperando serem jogados na arena e tem um que se mija todo. Pois é... Foi um sufoco!
O principal obstáculo que um estagiário tem que superar é ele próprio, pois em sala de aula você está totalmente exposto, todas as suas fragilidades estão à mostra, e os alunos sabem disso, pois eles comparam você com o professor titular ou com os outros professores da turma, que obviamente são mais experientes que você.

E é nessa hora que o neófito percebe o quanto o ser humano pode ser cruel, que o sistema está falido e que está absolutamente sozinho. Muitas vezes a carnificina é geral.
Ao longo desses anos já acompanhei mais de dez estagiários, presenciei muitos deles saírem aos prantos da sala de aula, alguns disseram que não iriam seguir na profissão. Mas a maioria terminou bem, alguns estão lecionando, um está fazendo mestrado. Isso mesmo!!!!!! ... Tô ficando velho.
Sim, voltemos ao assunto. Como eu já frisei, o principal obstáculo é você mesmo. Durante o estágio você é testado em vários aspectos: no seu equilíbrio emocional, na sua capacidade de convencimento/mediação/gestão, pois você tem que convencer os alunos a lhe reconhecerem como professor. Não é tarefa fácil. O sentimento de fracasso e impotência é recorrente.
Resolvi falar desse assunto porque o estágio do professor Marcos, que eu estou supervisionando, está terminado e eu sei que ele sofreu igual a quando se prende os ovos no cabeçote de uma cangalha, mas ele sabe que aprendeu e ensinou muito também, inclusive a mim como já expus aqui.

Brincadeiras a parte, os piores momentos do estágio estão relacionados a frustração que sentimos frente aos atos de indisciplina e o conseqüente insucesso pedagógico. O que não podemos é desanimar. Há muito tempo, a indisciplina deixou de ser um fato esporádico e particular no cotidiano das escolas brasileiras, já se tornou, um dos maiores obstáculos pedagógicos dos dias atuais. Ou seja, não é um problema enfrentado apenas por aqueles que estão iniciando na profissão.

A maioria dos educadores não sabe como interpretar e administrar a indisciplina dos alunos. Nós professores, nos tornamos reféns dessa situação que frustra a todos. Mas isso não é uma situação geral, há também a satisfação (gratificação) que sentimos com o sucesso pedagógico atingido. É absolutamente recompensador a confiança que adquirimos ao desempenhar nossa função baseada numa saudável relação professor-aluno, o que consequentemente resultará no sucesso profissional.
Trabalhar com a educação é uma tarefa difícil, porém compensadora, alguns problemas e dificuldades que nossa sociedade enfrenta nos dias de hoje, poderiam ser amenizados com a melhoria da educação brasileira.
Infelizmente,encontramos nas escolas públicas alunos trazendo uma bagagem cultural muito arcaica, onde não se relaciona o aprendizado escolar como um conhecimento prazeroso, e sim como uma atividade estressante e obrigatória.