quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SIMULADO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE GESTORES ESCOLARES - SEDUC PI

Caros colegas, estamos participando de mais uma jornada sobre educação... ah como é bom!! (veja mais clicando aqui)... 
Como estamos discutindo muitos temas relevantes sobre nosso oficio e capacitação nunca é demais, estou disponibilizando algumas questões que garimpei na INTERNET para revisarmos os conteúdos abordados no CURSO DE FORMAÇÃO DE GESTORES.

CONTINUE OS ESTUDOS CLICANDO NO II SIMULADO QUE EU POSTEI


VAMOS RELEMBRAR A PROGRAMAÇÃO


CURSO DE FORMAÇÃO DE GESTORES


AULA INAUGURAL


MODULO I- PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

MODULO II - PROMOÇÃO DA QUALIDADE DO ENSINO

MODULO III - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E GESTÃO DEMOCRÁTICA

MODULO IV- CULTURA PROFISSIONAL

 MODULO V- RELAÇÕES COM A FAMÍLIA, A COMUNIDADE E OUTRAS INSTITUIÇÕES DA SOCIEDADE



ATENÇÃO!!!

DISPONIBILIZAREI O GABARITO PELO CHAT DURANTE AS AULAS É SÓ PEDIR SOLICITE NOS COMENTÁRIO AQUI EM BAIXO É SÓ DEIXAR O SEU EMAIL OU ZAP.

VAMOS LA !!!!!!!!!!!!!!

PS: 
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1 – (A Democracia no Cotidiano da Escola) Assinale a alternativa correta:

O “ser excelente” depende, evidentemente, de:
a) Condições físicas
c) Vontade política da instituição
b) Materiais e humanas
d) Todas estão corretas

2 – (Gestão da educação) Assinale a alternativa incorreta:

A gestão democratizada da escola autônoma consiste na medição das relações intersubjetivas, compreendendo, antes e acima das rotinas administrativas:

a) Identificação de necessidades e linhas de compromisso
b) Negociação de propósitos
c) Coordenação e acompanhamento de decisões não pactuadas
d) Definição clara de objetivos e estratégias de ação


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3 – (Indisciplina na escola) Em relação à regra de Educação assinale a alternativa incorreta:

a) A vida em sociedade pressupõe a criação e o cumprimento de regras e preceitos capazes de nortear as relações,
possibilitar o diálogo, a cooperação e a troca entre membros deste grupo social.
b) A escola precisa de regras e normas orientadoras do seu funcionamento e da convivência entre os diferentes
elementos que nela atuam.
c) As crianças precisam aderir a regras e estas somente podem vir de seus pais, de mais ninguém.
d) Uma tendência no campo da educação é a de associar a disciplina à tirania.




4 Educadores de uma escola estadual decidiram formar uma rede social por meio da Internet, com o objetivo de trocar experiências para promover melhorias de suas práticas em sala de aula. Esse tipo de iniciativa

(A) requer um estilo de organização piramidal, em que as ações são geridas a partir de referenciaisinstituídos.
(B) proporciona a multiliderança por meio da ação de facilitadores que ajudam os participantes a gerir ações.

(C) envolve a autorização de gestores do município e de suporte técnico, para que seu funcionamento alcance os educadores.
(D) solicita um produtor social que tem o papel de promover ações difusas, formando grupos colaborativos.
(E) demanda a existência de um gestor da rede que estabeleça funções, áreas de atuação e metas institucionais.

5 Vania e Lia são gestoras de uma escola. Vania é a diretora e Lia, professora coordenadora. Elas estão sistematizando as informações sobre sua escola com o objetivo trabalhar para a implantação da Proposta Curricular. Para isso, elas começam a encaminhar uma série de ações que visam a elaborar um diagnóstico da unidade de ensino. o conjunto de ações a serem seguidas pelas gestoras é:

(A)
1. Ler atentamente a atual PropostaPedagógica da escola;
2. deter-se nos aspectos didáticos, que são os que realmente interessam;
3. formular um plano para resolver os problemas identificados e apresentá-lo ao
diretor da escola, atentando ao fato de que seu papel é também motivar e propor
soluções.

(B)
1. Ler atentamente a atual Proposta Pedagógica da escola;
2. deter-se naquilo que não está funcionando bem para otimizar sua análise;
3. construir instrumentos para o diagnóstico e análise, que têm como foco,
principalmente, os aspectos físicos da escola.

(C)
1. Ler atentamente a atual Proposta Pedagógica da escola;
2. construir instrumentos que vão auxiliar no diagnóstico das três diferentes dimensões
escolares: a dimensão contextual, a comunicacional e a didática;
3. formular um plano para resolver os problemas identificados em cada uma das
dimensões e apresentá-lo ao diretor da escola, atentando ao fato de que seu papel
é também motivar e propor soluções.

(D)
1. Conversar sobre os problemas da escola e agendar uma reunião geral com pais e
professores;
2. traçar metas de trabalho para o futuro a partir dessa reunião;
3. procurar outras escolas para conhecer suas Propostas e propor uma outra
Proposta Pedagógica baseada naquelas.

(E)
1. Conversar sobre os problemas da escola e agendar uma reunião geral com pais e
professores;
2. traçar metas para o futuro a partir dessas reuniões;
3. resolver os problemas diagnosticados,poupando a direção da escola e
aproveitando as experiências bem sucedidas. 


6 Vera assumiu recentemente a direção de uma escola pública estadual na qual manifestam-se cotidianamente muitos conflitos: entre professores e alunos e professores dos diferentes segmentos entre si, entre funcionários e professores e entre alunos. A nova diretora tem como objetivo assumir um modelo administrativo de “Direção por valores. Para  alcançar o seu objetivo, Vera deve seguir, em sua gestão, os seguintes princípios:

(A) Priorização da resolução dos problemas
emergenciais; centralização das decisões na
direção da escola; ingerência da direção em todas as atividades promovidas pelos estudantes; priorização da criatividade na resolução de problemas complexos.

(B) Valorização dos conflitos para a resolução rápida dos mesmos; priorização dos resultados das ações a curto prazo; manutenção do foco das ações nas prioridades dos professores; rigor ao lidar com as diferenças de opinião.

(C) Manutenção do foco das ações nas prioridades dos alunos e dos funcionários; rigor em relação à presença das famílias no ambiente escolar; ingerência da direção em todas as atividades promovidas pelos estudantes; valorização da autonomia dos atores envolvidos no processo.

(D) Priorização do diálogo sobre os valores partilhados; priorização da criatividade na
resolução de problemas complexos; valorização das pessoas; valorização da autonomia dos
atores envolvidos no processo.

(E) Valorização da autonomia dos atores envolvidos no processo; garantia da fidelidade à direção por parte dos funcionários; priorização do diálogo sobre os valores partilhados; manutenção do foco das ações nas prioridades dos professores.

7 Segundo Juliane Correa Marçal (2001), o Projeto Pedagógico de uma escola tem as seguintes características.

(A) Deve ser elaborado por meio do diálogo com todos os atores envolvidos, embora as decisões mais significativas devam ser tomadas pelo Conselho Gestor com o apoio da SE.
(B) Deve ser elaborado com base no trabalho coletivo; é um processo gradativo, que oferece as diretrizes gerais quanto ao que a escola precisa desenvolver, retratando a identidade da escola.
(C) É um processo longo e, uma vez registrado em documento, torna-se definitivo; envolve todos os indivíduos da unidade da escolar; sua existência interfere diretamente no cotidiano da escola.
(D) É um documento definitivo, irrevogável, que deve ser homologado em uma reunião geral e respeitado pela comunidade escolar, que tem o poder de vetá-lo, se necessário for.
(E) Retrata a identidade da escola; deve durar pelo menos 24 meses, podendo a partir daí passar por um processo de avaliação.


8 Vera marcou para hoje a sua primeira reunião com os professores, os funcionários e os representantes dos alunos. Ela está ansiosa e um pouco apreensiva. Nesse momento, há algumas questões que ainda não está muito certa de como resolver. Também não se sente ainda à vontade para lidar com alguns assuntos que geram maior tensão quando os professores estão reunidos. Ao mesmo tempo, Vera acredita que situações de conflito e tensão, se bem administradas, podem até mesmo estimular a implementação de ideias e potencializar projetos. Existem condutas sugeridas. 
De acordo com Maria Celeste Carvalho, uma dessas condutas é:

(A) Valorizar os aspectos negativos das pessoas que no seu entendimento são culpadas do conflito, para deixar claro a todos da escola o quanto são problemáticas.
(B) Evitar sempre situações que envolvam avaliação, que frequentemente acirram diferentes tipos de conflito.
(C) Ignorar todo tipo de conflito que acontece na escola, pois a tendência de qualquer conflito subestimado é se diluir.
(D) Reconhecer os conflitos e ajudar a todos dentro da escola a encará-los positivamente, gerenciandoos.
(E) Em situações de conflito, ouvir somente a versão daqueles que têm credibilidade no interior da escola.

9 “A coordenação pedagógica constitui-se um dos pilares estruturais da atual política de melhoria da qualidadede ensino e os Professores Coordenadores devem atuar como gestores implementadores dessa política”.SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Gestão do Currículo na escola: Caderno do Gestor. São Paulo: SE, 2009. Volume 1, p. 4.
(Adaptado)

Nesta perspectiva, é dever do Coordenador:

(A) assumir uma postura prescritiva e crítica.
(B) considerar as tensões naturais como estado desejado.
(C) estimular relações seletivas e classificatórias entre os docentes.
(D) agir consensualmente para favorecer a construção de identidades.
(E) adotar uma posição de avaliador neutro que oferece a posição prevalente.

10 O princípio da gestão escolar democrática e participativa, que fundamenta as políticas educacionais é importante no contexto social e de desenvolvimento do Estado e significa
que:

(A) o gestor deve buscar a independência da escola no planejamento, na implementação e na avaliação curricular, contribuindo para a diversidade educacional no Estado.
(B) o gestor deve trabalhar o planejamento, o desenvolvimento e a avaliação curricular de forma neutra, desta forma resguardando seu papel de decisor final, o que agiliza os processos educacionais mais amplos do Estado.
(C) o gestor deve mostrar que as tensões geradas no planejamento, no desenvolvimento e na avaliação curricular devem ser controladas de modo a não impedirem o avanço da implementação das políticas educacionais do Estado, em tempo hábil.
(D) o gestor deve levar em conta as culturas e identidades dos diferentes grupos que compõem o ambiente escolar para ressignificar a proposta curricular do Estado, contribuindo para a articulação entre a unidade e a diversidade e para a melhoria dos resultados da Rede.
(E) o gestor deve marcar, com clareza, que práticas existentes podem e devem ser substituídas por discursos propositivos, que mostrem que o projeto curricular do Estado supera lacunas e, desta forma, estará contribuindo para a melhoria da qualidade educacional.

11 “A avaliação precisa ser espelho e lâmpada, não apenas espelho. Precisa não apenas refletir a realidade, mas iluminá-la criando enfoques, perspectivas, mostrando relações, atribuindo significados”. (M. H. Abrams, in Dilvo Ristoff, 1995. )

Na perspectiva dessa citação, a modalidade de avaliação chamada avaliação do processo é aquela que:

(A) verifica o resultado do processo de aprendizagem dos alunos por meio de quadros ou gráficos de desempenho, evasão e aprovação.
(B) desenvolve o enfoque competitivo e comparativo entre instituições de ensino, tendo em vista a superação de metas com finalidade classificatória.
(C) fornece informações necessárias à escola a respeito da situação social e econômica de alunos, pais, professores e funcionários, assim como do nível de aprendizagem dos alunos.
(D) dá oportunidade a uma autoconscientização e à tomada de decisões para a instituição, de forma coletiva e contínua, redirecionando a caminhada por meio da reflexão sobre a prática.
(E) realiza análises do desempenho profissional de funcionários e professores, quanto à rotatividade e à necessidade de substituição permanente ou eventual.

 12 Dalva é professora do 5º ano de uma escola localizada em região conhecida por suas dificuldades sociais e econômicas, com diversos episódios de violência aparecendo na mídia. Seus alunos estão entre os multirepetentes, considerados como os piores da escola. A partir do que aprendeu na faculdade, Dalva procura desenvolver atividades criativas e participativas, lê o que pode sobre pedagogia, mas ainda tem vários problemas com a disciplina. Para enfrentar a situação, como medida inicial, Dalva deve:

(A) buscar apoio na gestão da escola.
(B) falar com os pais dos alunos indisciplinados.
(C) propor atividades extras como forma de controlar a disciplina.
(D) deixar os indisciplinados sem a aula de Educação Física.
(E) conversar com os alunos para que eles melhorem.

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 13 A indisciplina representa um dos principais fenômenos que geram dificuldades no contexto escolar. Este fato vem se agravando de tal forma que nem a escola e nem a família conseguem solucionar o problema. La Taille (1996) analisa que a crianças necessitam de
regras que devem vir de pais e professores, e o limite deve ser visto como um ponto positivo.

Para o autor, quais seriam alguns possíveis causadores de manifestações de indisciplina no contexto escolar?

(A) Diferentes visões dos participantes da escola, gestão participativa e democrática.
(B) Perda de autoridade do professor, procedimentos metodológicos inadequados e aluno no papel passivo.
(C) Gestão participativa e democrática e procedimentos didáticos tradicionais.
(D) Perda de autoridade do professor, procedimentos metodológicos adequados e aluno no papel ativo.
(E) Procedimentos didáticos emancipadores, relação família-escola e aluno no papel passivo.
  
14 Sabemos da importância da participação de alunos e famílias no processo educativo para a boa gestão de uma escola. Marque a ação que expressa um comportamento de uma gestão atenta a essa necessária participação.

(A) Realizar festas na escola nos fins de semana.
(B) Manter o Conselho de Escola funcionando.
(C) Sensibilizar os alunos para os problemas sociais da comunidade.
(D) Promover reuniões com os pais dos alunos indisciplinados.
(E) Atender às expectativas dos pais de alunos assíduos.


15 Cláudia dirige uma Escola Estadual. Recentemente, teve problemas no reconhecimento de sua autoridade e precisou tomar algumas medidas para dar continuidade ao seu trabalho, assumindo suas responsabilidades de gerir e mediar os conflitos no âmbito de sua unidade escolar, no sentido da construção da convivência democrática na escola.

Qual das atitudes abaixo é apropriada aos objetivos de Cláudia?

(A) Colocar mais funcionários para controlar a disciplina.
(B) Criar projetos e parcerias que favoreçam o desenvolvimento da convivência democrática na Unidade Escolar.
(C) Limitar o acesso dos pais às festas e solenidades oficiais.
(D) Formar salas de aulas com alunos indisciplinados, de modo a favorecer o controle desse tipo de problema.
(E) Definir com clareza os objetivos de sua gestão, comunicando-os aos diferentes segmentos da comunidade escolar.


16 Joana, diretora da escola Jequitibá, vem buscando uma gestão participativa. Estudando as contribuições de Lück (1998) para efetivar o processo de implantação em sua escola, decidiu:

(A) criar uma equipe centrada na direção que é a principal responsável pelo bom andamento das decisões.
(B) definir equipes de liderança convocando os líderes da comunidade para participarem das decisões pedagógicas.
(C) fazer um levantamento das principais ideias dos membros da equipe e organizar um seminário interno no final do ano.
(D) mobilizar o coletivo dos alunos para auxiliar na manutenção da escola.
(E) estimular a participação dos pais, alunos e professores e demais funcionários na tomada de decisões e implementação de ações.

17 Muitos são os fatores que determinam a violência nas escolas. Uma explicação para este fenômeno é:

(A) a crise social do mundo atual conjuga-se com uma crise moral, e vem acompanhada do
desenvolvimento da violência e da criminalidade.
(B) os meios de comunicação de massa, principalmente a televisão, são os maiores
responsáveis pela violência ao impor imagens que a ela se referem.
(C) os sistemas educativos são pautados em processos de exclusão, gerando mais
desigualdades sociais e, por conseguinte, mais violência social.
(D) a desintegração da família promove desajustes psicossociais que são os geradores de mais e mais episódios de violência.
(E) o acelerado processo de substituição de mão de obra pela informatização dos meios de produção gera desemprego, fonte mais poderosa da violência.


18 Renata, diretora de uma escola situada na periferia , está muito preocupada com o crescimento da violência na sua unidade de ensino. Após uma briga entre alunos no pátio da escola, convocou uma reunião com os professores e com as famílias para discutir o
problema. Nesta reunião, várias hipóteses sobre o problema da violência surgiram.
A violência no ambiente escolar, de acordo com Candau (2001):

(A) deve ser compreendida de forma articulada ao problema da violência na sociedade.
(B) ocorre porque as famílias não educam mais as crianças e os jovens para se comportarem na escola.
(C) é um problema a ser resolvido pela polícia e pelo aparato jurídico do país.
(D) deve-se à exposição das crianças a programas de TV fora do horário adequado.
(E) resulta da pobreza excessiva causada pelas desigualdades sociais.


19 Na construção do Projeto Pedagógico, é muito importante que todos os segmentos da escola não percam de vista a necessidade de identificação dos responsáveis por determinadas ações assumidas no coletivo. Para assegurar que isso ocorra, Juliane Correa Marçal (2001) sugere que:

(A) a direção envie uma carta aos pais solicitando que eles cobrem diretamente dos professores, funcionários e do pessoal administrativo o cumprimento das suas tarefas.

(B) os gestores da unidade de ensino determinem se as ações definidas como prioridades pelos segmentos são realmente viáveis e garantir seu encaminhamento através de sua autoridade.
(C) a SEE fique alerta ao que acontece nas escolas para garantir que as ações sejam definidas e encaminhadas, conforme a determinação da SEDUC.
(D) professores regentes, funcionários, pessoal administrativo, os alunos e suas famílias devem assinar um documento se comprometendo a cumprir suas responsabilidades e ações.
(E) todos os envolvidos devem discutir e avaliar periodicamente como as ações estão sendo
encaminhadas e, se necessário, retomá-las, corrigindo o seu fluxo e verificando sua viabilidade.



20. Segundo o pensamento do professor Azanha (1993), a democracia interna e a autonomia da escola são condições necessárias para que ela

(A) reproduza procedimentos a partir de diretrizes, normas ou critérios administrativos.
(B) abandone sua tarefa de captar valores e sentimentos de uma época.
(C) reproduza o espaço e a conveniência da participação comunitária.
(D) assuma o papel de produção de conhecimento e criatividade.
(E) assuma a tarefa de defender e adotar a uniformidade pedagógica.


21. Leia o texto.
Na nossa sociedade, muitas vezes os processos educativos são impermeáveis à realidade do contexto social em que se inserem [...]. Em muitas ocasiões, nem sequer existe um espaço para que os diferentes sujeitos possam expressar e refletir sobre a estruturação do seu dia-a-dia, de suas famílias e comunidades. As práticas educativas e a vida parecem ser dois mundos que se ignoram. (Candau, 2007)
Para superar essa tendência de insensibilidade, de passividade e de impotência, faz-se necessário:

I. organizar e promover constantes palestras sobre o cotidiano escolar e suas repercussões na comunidade;
II. construir e organizar propostas educativas relacionadas aos direitos humanos ampliando ações de integração escola-comunidade;
III. sistematizar e incentivar práticas coletivamente construídas promovendo sensibilidade e humanização no espaço escolar;
IV. convidar frequentemente a comunidade para participar de atividades educativas.

Está correto apenas o contido em
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.

22. Uma proposta de educação em direitos humanos que tenha como eixo a recuperação do valor da vida, segundo Candau e outros, deve envolver o(a)

(A) pedagogia da indignação, o saber construído sobre os direitos humanos e o reconhecimento da vida.
(B) sistematização de práticas coletivas que valorizam a vida em situações emergentes.
(C) educação em direitos humanos com liderança da equipe gestora associada à prática da indignação.
(D) intercâmbio e o diálogo sobre o potencial da vida para reconhecimento do seu valor.
(E) confronto entre experiências diversas provenientes da indignação e prática da sensibilização.


23. Segundo Chrispino (2002), a escola, como qualquer instituição, está planificada para que as pessoas sejam todas iguais. A homogeneização é exercida por meio de mecanismos disciplinares. Existe, na escola, um ambiente de violência simbólica no cotidiano escolar que é indicado pelos seguintes aspectos:

I. discriminação individual e grupal, vigência de modelos agressivos dificultando as relações pessoais, existência de um currículo inflexível e pouco significativo;
II. esgotamento emocional dos docentes diante das escassas expectativas, acrescido pelo exercício da homogeneização pelos mecanismos disciplinares;
III. desinteresse do corpo docente na relação com a comunidade em busca de soluções disciplinares;
IV. dificuldade para trabalhar as diferenças e estabelecer a tolerância por meio do diálogo e da participação.
Está correto apenas o contido em
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.

24. Leia o texto. A implementação de reformas educacionais em um país federativo, cujos sistemas de ensino caracterizam-se por extrema descentralização político-institucional como o Brasil, requer  necessariamente a implantação de mecanismos de monitoramento e acompanhamento das ações e políticas em curso por diferentes razões. (Maria Helena Guimarães de Castro, 2000)

Segundo a autora, esses mecanismos (monitoramento e acompanhamento) contribuem para

(A) assegurar a transparência das informações, cumprindo assim dois requisitos básicos da democracia: a ampla disseminação dos resultados obtidos e a permanente
prestação de contas à sociedade.
(B) manter sob controle do governo federal as políticas educacionais implementadas pelos estados e municípios, possibilitando que estes façam o monitoramento das escolas.
(C) assegurar ao governo federal o controle sobre as políticas públicas educacionais.
(D) adequar as políticas educacionais dos estados e municípios às determinações do Ministério da Educação, para que as escolas tenham maior autonomia na gestão administrativa e pedagógica.
(E) manter o governo federal bem informado sobre a destinação de verbas para os estados e os municípios. 


25. A construção do projeto pedagógico da escola

(A) tem relação direta com a autonomia, já que a aprovação desse documento pelo órgão central garante independência às
decisões da instituição.
(B) tem relação direta com a autonomia, pois, ao conhecer o documento, os pais não podem fazer exigências que o extrapolem.
(C) tem relação direta com a autonomia, já que é um dos instrumentos de concretização dos norteamentos educativos daquela
coletividade.
(D) não tem relação com a autonomia, pois é uma exigência da administração que define prazos para a elaboração e aprovação do documento.
(E) não tem relação com a autonomia, pois esta diz mais respeito ao exercício democrático cotidiano, enquanto o projeto é um documento.

 26. Em uma escola pública localizada na periferia de uma grande cidade, o diretor observava um alto nível de absenteísmo nas reuniões do conselho de escola e, dentre as poucas pessoas que compareciam, um certo desinteresse nos assuntos que compunham a pauta.

Considere as seguintes ações:

I. considerar a falta de participação como um indicador de que a comunidade não tem interesse em participar da gestão e dissolver o conselho escolar.
II. rever os horários e datas de reunião, considerando a rotina de trabalho dos representantes do conselho escolar.
III. implementar uma política de premiação que motive pais e representantes da comunidade local a participarem das reuniões do conselho.
IV. repensar o formato das reuniões, investindo em pautas mais de natureza consultiva e deliberativa do que apenas informativa.
V. ampliar o convite à reunião, possibilitando que outras pessoas interessem-se por compor o conselho escolar e dele participar.

As ações que mais se aproximam de uma gestão aliada aos princípios democráticos são as descritas APENAS em

(A) I, II e III.
(B) III, IV e V.
(C) II, IV e V.
(D) II, III e IV.
(E) I, II e V.


27. A relação da gestão escolar com o grêmio estudantil deve ser de

(A) não interferência, já que o grêmio deve ser iniciativa dos alunos.
(B) apoio, com a criação de espaços de participação dos alunos no cotidiano escolar.
(C) controle, pois os alunos do ensino fundamental precisam disso constantemente.
(D) tutela, já que os alunos precisam se adaptar ao projeto pedagógico da escola.
(E) não apoio, pois as experiências de grêmio estudantil acabam em conflitos com a gestão.

28. Pedro acaba de assumir a direção de uma escola de ensino fundamental, localizada em uma comunidade na zona rural. A escola tem mais de 10 anos de existência e, pelo que Pedro observou, as famílias dos alunos sentem-se muito à vontade para entrar e sair da escola quando necessitam. De forma geral, o novo diretor valoriza essa presença, mas, em muitos momentos, acaba tendo de dar conta de demandas emergenciais e conversas variadas dos pais, que colocam por água abaixo todo o planejamento diário das atividades da gestão. Tendo em vista essa situação, visando equacionar questões relativas à relação escola-família e as múltiplas atividades da gestão, o diretor deve

(A) manter a atual relação com as famílias, pois, mesmo com alguns problemas, qualquer ação pode ser vista como tentativa
de exclusão dos pais da escola.
(B) estabelecer horários de reuniões com os pais e limitar a ida à escola apenas aos horários de entrada e saída dos alunos.
(C) compor com o vice-diretor um esquema que amplie as possibilidades de atendimento das demandas dos pais, que são
sempre emergenciais.
(D) propor encontros de pais na escola, em que possam ser combinados horários de reuniões e estratégias de organização
coletiva.
(E) manter-se mais na sala da direção, de forma que sua presença não seja demandada diretamente pelos pais na escola.


29. O conselho de classe/série consiste em um

(A) colegiado que tem como objetivo maior avaliar como a escola vem desenvolvendo o processo de ensino-aprendizagem.
(B) dispositivo utilizado ao final do processo de avaliação dos alunos com problemas de aprendizagem.
(C) espaço criado pelos diretores de escola para participar dos processos de avaliação dos alunos da escola.
(D) recurso usado pelos professores para resolver questões relativas a comportamento e relacionamento com as turmas.
(E) espaço democrático criado na escola para socializar com os alunos os resultados da avaliação da aprendizagem.

30. A aprovação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana baseia-se em uma política de

(A) exclusão, pautada em dificultar a entrada de grupos historicamente favorecidos em nome da igualdade social.
(B) manutenção, pautada em ações que corroboram a ideia de que na escola brasileira não há racismo.
(C) reparações, pautada em ações afirmativas que visam a corrigir desigualdades raciais e sociais historicamente constituídas.
(D) assistencialismo, pautada em ações sociais que buscam assistir grupos socialmente desfavorecidos.
(E) intervencionismo, pautada em ações curriculares que incluem novos conteúdos ao projeto pedagógico das escolas.

31. Ao assumir a gestão de uma escola de ensino médio localizada num bairro popular da capital do Estado de São Paulo, o diretor José encontrou uma escola dividida por disputas de espaço e poder, especialmente no que se referia à tomada de decisões nos grupos de funcionários e professores. Essa realidade criava situações de difícil manejo no cotidiano escolar, além de um péssimo clima de trabalho, influenciando negativamente a organização do ensino na escola. O impacto na aprendizagem dos
jovens era notório, refletindo em avaliações negativas de aprendizagem e alta evasão.

De acordo com o norteamento do regimento escolar, o diretor deve

(A) remover os funcionários com perfil mais conflitante para outras instituições da rede, constituindo um grupo mais harmônico e democrático.
(B) implementar ações de gestão e convivência que orientem as relações profissionais e interpessoais com base nos princípios de solidariedade e ética.
(C) evitar opinar ou intervir nos grupos, já que são relações estabelecidas anteriormente à sua presença na escola.
(D) informar à Diretoria de Ensino de sua região, que, como órgão superior, poderá tomar as providências cabíveis à situação.
(E) articular com o grupo de professores ações que neutralizem conflitos dos outros grupos, considerando que o docente é responsável pela ação pedagógica.


 32) Segundo Perrenoud (1998) a avaliação formativa favorece a aprendizagem dos alunos e o ensino dos
docentes. Na relação determinada entre a avaliação, os programas e objetivos do ensino.

Assinale a alternativa correta que o autor descreve:

a) Na luta contra o desastre escolar, é importante deter-se no essencial, no centro da programação, nos aprendizados indispensáveis a todos os alunos.
b) A avaliação busca meios para remediar as dificuldades dos alunos mais lentos, mais fracos, na expectativa de que suas falhas ou dificuldades passarão despercebidas.
c) A apresentação dos programas de ensino, em forma de conteúdos a serem desenvolvidos pelos professores, tem característica facilitadora.
d) Nenhuma das alternativas corretas

33) Ao analisar os resultados de uma escola no qual a maioria dos alunos não aprenderam a ler e a escrever, um Coordenador associou um processo de formação continuada para a equipe, tendo como pesquisa, Freire (1997). Assinale a alternativa correta mediante o autor:

I. Não há docência sem educando porque ensinar não existe sem aprender.
II. Existe saberes indispensáveis à prática docente de educadores críticos, porque são saberes realizados pela prática educativa em si mesma, independente de suas idéias ou ideologias.
III. A reflexão crítica sobre a prática é uma exigência da relação prática/teoria, sem a qual a teoria pode ir virando utopias e a prática ativismo.
IV. A formação permanente implica aceitar que o educador é o sujeito dessa relação, e somente a ele cabe transmitir o conhecimento que possui.

a) I
b) I, II, IV
c) I, II, III
d)Nenhuma das alternativas corretas.


34) De acordo com Freitas (1991) quanto ao PPP(Projeto Político Pedagógico) é INCORRETO afirmar que:

a) Precisa ser construído coletivamente.
b) Explicita a intenção da escola.
c) Mostra-se abrangente e imutável.
d) Nenhuma das alternativas corretas.

35) Barbosa (2009) descreve que alguns aspectos básicos devem estar presentes na Cultura da Escola para elaborar um Projeto Político Pedagógico. Seus valores, significados, modos de pensar e agir dos
indivíduos que o elaboram. Assinale a alternativa correta que determina o que o projeto deve ter:

a) Refletir sobre um conjunto de princípios e práticas que devem ser para sempre na cultura da escola, para que não haja a transformação da realidade.
b) Promover o estabelecimento de políticas e diretrizes educacionais que orientem como definir objetivos,atividades, estratégias e avaliação.
c) Tratar os problemas organizacionais e definir metas para diferentes formas de controle e regulação do trabalho educacional.
d) Nenhuma das alternativas corretas.


36) Decorrente da concepção de Gestão Escolar como cita Freitas (2000) a participação de grande
persuasão no processo decisório, a autonomia também pode ser compreendida com uma articulação que constrói a organização e na Gestão escolar a cultura da escola. Por outro lado a descentralização pode ser concebida como um processo descontraído de realizar funções e responsabilidades. Tendo como base os fundamentos da modernização no contexto da reforma educativa a partir de 1990.


Assinale a alternativa correta que afirma que as definições como participação, autonomia e descentralização estão embasados no modelo de gestão:

a) Autocrática
b) Burocrática.
c) Gerencial.
d) Nenhuma das alternativas corretas.


37) Kuenzer (2000) descreve que no regime de progressão continuada, as decisões a respeito da
classificação dos alunos, ao final de cada ano letivo, ficam sob uma autoridade pedagógica específica.

Assinale a alternativa correta, mediante o regime:

a) Respectivo Conselho de Classe e Série.
b) Supervisor de ensino que acompanha a escola.
c) Respectivo professor, individualmente.
d) Nenhuma das alternativas corretas.



38) Na concepção de Andy Hargreaves (2006) educar para além da sociedade do conhecimento significa exigir que os professores que trabalhem de acordo?

Assinale a alternativa correta:


a) Em grupos cooperativos de longo prazo, seguros para enfrentar a desaprovação.
b) Em equipe, com processos permanentes de reformas educacionais.
c) Com o comportamento emocional dos alunos sempre assegurando seu aprendizado.
d) Nenhuma das alternativas corretas.

Boa sorte colegas!!!!!
Abraços!!!!!!



CRÉDITOS:
QUESTÕES RETIRADAS E COMPILADAS DO SITE PCI Concursos

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Seminário Corresponsabilização para Resultados de Aprendizagem

Minha participação no Seminário Corresponsabilização para Resultados de Aprendizagem. 
O encontro ocorreu entre 31/08/2016 e 02/09/2016 em Teresina PI e teve como objetivo promover a discussão sobre o papel da gestão escolar para a melhoria da qualidade da educação pública, com foco na corresponsabilização entre instâncias e profissionais da educação.


Os facilitadores do Instituto Unibanco iniciaram com o tema "correção de rotas".  Ultima etapa do Circuito De Gestão, que visa corrigir ou replanejar estratégias de gestão para evitar que possíveis desvios na Execução do Plano de Ação permaneçam até o final do ano letivo, comprometendo, com isso, o atingimento das metas e garantindo que os resultados sejam alcançados.




Também na oportunidade foram retomadas com uma síntese as três etapas anteriores do Circuito de Gestão, com o objetivo de trazer uma visão global delas e apontar suas implicações na conquista dos resultados de aprendizagem.

domingo, 7 de agosto de 2016

STRANGER THINGS: UMA CARTA DE AMOR AOS ANOS 1980

Vasculhando a Net senti uma perturbação na força com uma nova série que chegou causando muito burburinho, visto isso comecei a ler as criticas e terminei fazendo uma maratona  para devorar a primeira temporada.


Stranger Things conta a história de um garoto que desaparece misteriosamente enquanto a polícia, a família e os amigos procuram respostas, eles acabam mergulhando em um extraordinário mistério, envolvendo um experimento secreto do governo, forças sobrenaturais e uma garotinha muito, muito estranha.

Apesar da série não ter uma identidade própria, o clima de nostalgia nos teletransporta para os anos 80 (Não parece, mas sou desse tempo) e nos faz relembrar muita coisa boa que rolava naquela época: ET, Conta Comigo, Poltergeist, Alien e Os Goonies são algumas produções que influenciam a Série.

Nesse quesito a Série é muito legal, pois relembramos as roupas, cabelos e aparelhos daquele tempo, sem falar o que os anos 80 representa culturalmente para a ficção e a fantasia. Inevitavelmente, Spielberg é um nome muito presente na essência da série, que passeia por pitadas de Stephen King, de filmes de horror como A Hora do Pesadelo e de tudo que representa a "existência paralela" dos jogos de RPG.

Um dos pontos que mais me chamou a atenção foi as referências ao Clássico baseado na obra de Stephen King, o filme Conta Comigo (me marcou muito). A amizade infantil toma o centro da história de uma forma completamente orgânica, possibilitando que discussões mais sérias a respeito do quanto conhecem uns aos outros e do quanto a amizade de fato significa transmitam questionamentos universais através da ficção científica.

A trama começa quando o pequeno Will (Noah Schnapp) desaparece após mais uma partida de RPG com os amigos Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin). Os quatro garotos já não são mais crianças, mas ainda não adentraram aquela adolescência cínica que mata parte da ligação com o lúdico.

Eles se envolvem imensamente no mundo paralelo que criam em cada noite de jogos, por isso os eventos que se seguirão ao desaparecimento de Will exercerão na vida deles aquele papel clássico dos protagonistas de Spielberg: a transição do nerd perdedor para o herói.

Ao mesmo tempo em que Will desaparece, uma menina chamada Eleven (Millie Bobby Brown) foge de uma espécie de laboratório de experimentos e cruza o caminho dos garotos. 

Ela é o grande elemento que unirá os quatro na luta para encontrarem o amigo desaparecido. Se em E.T. é a própria criatura quem tem os dons sobrenaturais para servir como deus ex machina nas horas de aperto, em Stranger Things o papel se transfere para Eleven, que literalmente salva os meninos de várias enrascadas provocadas por esse imprudente senso de heroísmo , ao mesmo tempo em que é escondida por eles (da mesma forma que Elliot  fazia com seu amigo extraterrestre).

Os elementos de horror das obras de Stephen King, por exemplo, também ajudam a compor o quadro. Isso vai desde o título dos episódios até o uso do clássico "suspense de criatura" tão típico das histórias do autor. 

Tudo em Stranger Things é uma referência direta, assumida. Dos filmes citados aos que são transcritos, da fonte usada na logomarca até a trilha sonora incidental. O mais impressionante, contudo, é ver como os criadores, os iniciantes irmãos Duffer Matt e Ross, conseguem juntar tudo isso de modo coeso, elegante e eficiente.

O elenco infantil é o ponto mais forte da série. A impressão é a de que cada um dos meninos foi sugado de um dos "mundos invertidos" onde toda criança tem uma capacidade impressionante de atuar. 

Basta uma cena e a química entre o quarteto se estabelece completamente.  Bastam dois episódios e você já torce por aqueles amigos, já ri com eles, já se arrepia com cada citação a Stars Wars e se comove com cada abraço, lágrima ou vitória.

Stranger Things chegou se anunciando como uma carta de amor aos anos 1980, e as referências são promessa cumprida. É fácil se perder nas alusões e lembrar dos filmes que marcaram a época, principalmente os meios-de-carreira de Steven Spielberg. Com uma ambientação que remete à inocência perdida de uma década que já se foi, a nova série da Netflix aposta na nostalgia para conquistar o seu público.
  
Stranger Things promete, e como estamos órfãos de GOT só nos resta conferir.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

REGINA SOUSA, DE QUEBRADEIRA DE COCO A 'TIA DO CAFÉ'

Diante da atual conjuntura resolvi homenagear uma grande mulher que é exemplo e motivo de orgulho para nós piauienses: A Senadora Regina Sousa.


Para tal irei reproduzir uma matéria publicada no CIDADE VERDE.COM  que destaca muito bem a trajetória da Senadora Regina Sousa .

E também uma belíssima matéria do portal Xapuri Revista Digital

Click no link a seguir para conferir na integra: Regina Sousa, uma notável transgressora


Fonte da imagem acima:


Na matéria intitulada: Regina Sousa, uma notável transgressora, Zezé Weiss Jornalista Socioambiental destaca toda a trajetória de luta da grande militante Regina Sousa, Veja os principais pontos da matéria:

Regina Sousa, a cidadã piauiense nascida no município de União, cerca de 60 km distante da capital Teresina, começa o seu mandato como a primeira senadora eleita pelo estado do Piauí, com uma missão transgressora: militante dos movimentos sociais e defensora intransigente dos Direitos Humanos, a senadora Regina Sousa quer mudar o modelo de cotas para mulheres no Sistema Eleitoral Brasileiro.

“Defendo a cota das cadeiras, não a cota das candidaturas”, diz a Senadora. E acrescenta: “Hoje, na Câmara (47) e no Senado (13), somos 60 parlamentes. Nas duas bancadas, a principal pauta que nos une é a da cota das cadeiras. Nós mulheres parlamentares compreendemos que a cota das candidaturas foi importante, foi luta e conquista nossa, mas infelizmente não traz mais mulheres para o Congresso, nem para a política”.

Didática, a Senadora explica em voz baixa e delicada, porém firme, que o modelo vigente de inclusão de mulheres nas chapas eleitorais, além de defasado, é perverso, porque a grande maioria das mulheres entra apenas para legitimar as candidaturas masculinas. “Mesmo no meu Partido, o PT, onde a mulher alcançou a paridade nas instâncias internas, nas eleições, as mulheres fazem as contas e veem que não tem espaço pra elas. Então se perguntam: candidatar pra quê?”

A transgressão contra o que não está certo, Regina assumiu ainda criança. Até os 13 anos, a menina Maria Regina, filha da quebradeira de coco Maria da Conceição e do trabalhador rural sem-terra Raimundo (encantado), a quinta de 14 irmãos – 10 vivos e quatro já encantados –, viveu com a família a experiência da exploração pelo latifúndio enquanto quebrava coco nos babaçuais de União.

 “Menina ainda, compreendi as maldades do latifúndio, porque via o que acontecia com meus pais e com as famílias que moravam no mesmo terreno que a gente morava. Lá o trabalhador era chamado de agregado – agregado de fulano – porque morava no terreno de uma pessoa. Cada agregado tinha que dar um dia de serviço por semana na roça do patrão. E se não desse, no dia seguinte ele era mandado embora, tendo de sair em 24 horas. E se não fosse, o patrão botava fogo na casa. Eu vi muitas casas pegando fogo.”

Regina conta que as casas eram feitas somente com palha, tanto em cima como embaixo, tanto no forro como nas paredes, porque para os trabalhadores não valia a pena se esforçar para fazer uma casinha de taipa, mais arrumada, uma vez que poderiam ter que deixá-la a qualquer momento. E que foi daí que surgiu a sua necessidade de lutar pelos direitos humanos, contra as injustiças desse mundo.

“Eu ficava revoltada, porque passava o dia quebrando coco pra de tarde vender na quitanda do dono do terreno. E aí ele não nos dava dinheiro, dava um vale de papel. E esse papel a gente tinha que trocar pela mercadoria dele, da pior qualidade, tudo da pior qualidade, o arroz da pior qualidade, o feijão da pior qualidade. Essa coisa era muito doída na minha cabeça. Então eu, que por alguma razão já tinha uma mente transgressora, dei um jeito de melhorar a nossa situação: a gente quebrava uns doze quilos de coco por dia, entregava uns sete e escondia uns cinco. Aí tinha uma comadre da minha mãe que levava, vendia e trazia o dinheiro pra nós. A gente tinha que fazer essa transgressão porque, do contrário, não tinha dinheiro pra comprar roupa, ou pra comprar o que não tinha na venda do patrão. Tudo ali era só no papelzinho, que não dava pra nada.”

Embora morando na roça, Regina foi alfabetizada na idade certa, “em uma daquelas escolas chamadas de escola isolada, com todas as séries na mesma sala, mas sempre fui pra escola, porque meus pais botavam a gente pra trabalhar mas também sempre tiveram o cuidado de fazer a gente ir pra escola”.

Depois, já com 13 para 14 anos, Regina deixou a vida de quebradeira de coco em União para estudar fora, não em Teresina, que era mais perto, mas em Parnaíba, no litoral, “porque tinha um parente nosso morando por lá, que primeiro levou meu irmão, e depois me levou para fazer o quinto ano – naquele tempo tinha o quinto ano primário, que vinha antes do exame de admissão para o ginásio, que era considerado ensino secundário naquela época”.

Na Parnaíba, Regina já chegou liderando. De pronto entrosou-se com a turma e tornou-se a oradora do quinto ano. Modesta, explica as razões da escolha: “Eu acho que essa facilidade para me entrosar foi porque como criança do interior eu era muito curiosa e perguntava muito. Então fui notada.”

Foi na cidade de Parnaíba que Regina fez o ginásio, o curso pedagógico (equivalente ao curso normal), e tornou-se professora primária, sempre estudando em escola pública. Depois deu aulas. Depois decidiu que queria estudar mais, que tinha que ir pra Universidade, e como em Parnaíba só tinha a Faculdade de Administração, a moça Regina foi embora para Teresina, fez o vestibular e passou para Letras na Universidade Federal do Piauí, onde formou-se professora com habilitação em língua portuguesa e língua francesa.

O movimento estudantil, Regina descobriu na Universidade, em plena ditadura militar. Apoiava, participava das assembleias, mas não tinha como ir pra linha de frente. Para se sustentar enquanto estudava, trabalhava em duas escolas, uma pública e uma particular. “O que ajudava é que minha família já tinha melhorado um pouco de vida e tinha vindo morar em Teresina. A gente tinha uma casinha muito ruinzinha, uma casinha de taipa, mas era a nossa casinha.”

Mesmo assim, Regina levava uma vida difícil. Fez concurso para professora da rede pública e passou, mas o salário não dava para pagar as contas e ajudar a família. Regina foi em frente, encarando os dois turnos de magistério. “Eu trabalhava de manhã, de tarde, e estudava à noite. Da escola particular, eu levava uma sacola de cadernos pra corrigir todo dia. Então eu ia pra faculdade com aquela sacola de cadernos e depois quando chegava em casa ainda ia corrigir aquela batelada de cadernos pras 7 da manhã entrar em sala de aula de novo.”

A linha de frente na militância Regina só pode assumir depois da formatura. Começou ainda nos anos 70, no movimento de professores. Nos anos 80, já com mais de 30 anos, fez concurso para o Banco do Brasil, passou e mergulhou na atividade política e sindical. Foi fundadora do PT e dirigente nacional da CUT.

“Aí eu já conhecia vários militantes sindicais, como o Gilmar Carneiro, dos Metalúrgicos de São Paulo, e o Jacques Pena, dos Bancários de Brasília. E acabou que formamos lá no Piauí uma chapa pra disputar o Sindicato dos Bancários. Em 89 ganhamos o Sindicato. O Wellington Dias era presidente e eu vice. Depois que o Wellington saiu, eu acabei virando presidenta do Sindicato dos Bancários.”

No PT, Regina sempre atuou em parceria com o amigo Wellington Dias, atual governador do Piauí. Militante, a Senadora foi presidenta do PT e coordenou as campanhas de Wellington para o governo do Piauí. Executiva, assumiu a Secretaria de Administração nos dois mandatos do Governador, no período de 2003 a 2010. Atualmente, é presidenta do PT no Piauí e integra a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Sobre sua chegada ao Senado, o governador afirma: “Regina Sousa trabalhou nesses últimos quatro anos como segunda senadora. De um lado, cuidando da gestão, da equipe, da administração, da coordenação política; de outro, cuidando das emendas, das demandas dos municípios, dos movimentos sociais e da relação com o próprio partido. Acumula um conhecimento extraordinário. Foi nossa coordenadora da campanha e tem muita capacidade e respeitabilidade. Antes de tomar posse, já tem participado conosco de reuniões importantes. Com Regina Sousa no Senado, ganha o Piauí e ganha o Brasil. Teremos uma senadora sensível, preparada e corajosa”.

No Senado, em sua primeira experiência como parlamentar, a senadora Maria Regina Sousa, funcionária aposentada do Banco do Brasil, militante dos movimentos sociais e poetisa nas horas vagas, elegeu como prioridades a defesa incondicional dos direitos humanos, do acesso à educação, da justiça social, do meio ambiente e das bandeiras dos movimentos de mulheres.

Pragmática, a senadora diz que está em Brasília para cumprir bem essa missão, mas que o Parlamento nunca foi uma escolha voluntária dela. “Na hora da disputa da suplência do Wellington, já prevendo que ele ganharia a eleição para o governo, todos os partidos da base aliada queriam a primeira suplência. E dentro do PT também tinha disputa. O único nome que gerava consenso era o meu. Então virei suplente do Wellington. E acabei Senadora da República”.

Disciplinada e determinada, nos fins de semana a militante Regina visita as origens e trabalha com os movimentos sociais e as bases partidárias no Piauí. Em Brasília, usa o tempo que lhe sobra na agenda parlamentar para fortalecer os movimentos locais e nacionais.


domingo, 10 de abril de 2016

O PÓ QUE É DA TERRA, À TERRA VOLTOU


Hoje vou lembrar com saudade, dos meus avós.

Dona Cristina minha avó e madrinha, ao longo de 84 anos,  foi uma mulher trabalhadora, determinada e sempre preocupada com a família.  Sempre foi uma católica ativa, frequentava missas, rezava o terço...

Uma Mulher simples e de foco nos trabalhos domésticos. 

Dona Cristina acompanhou de perto o crescimento dos seus 9 filhos e 8 netos.


Morreu dignamente!
Morte digna é uma forma que Deus providencia para aqueles que vivem na retidão, como foi a história de Dona Cristina.


Ela completou seu ciclo de vida sempre forte, nunca fraquejou, nunca reclamou da vida, nunca lamentou. 
Sabemos que as despedidas doem, soam a uma casa vazia. Soam a ausência e solidão. Mas a Morte não é Nada, é somente a passagem para o outro lado do Caminho.

 













Quero dizer minha madrinha que o que você era para nós continuará sendo, pois continuaremos falando com você e lembraremos de você todos os dias. Apenas continuaremos vivendo no mundo das criaturas e você estará vivendo no mundo do Criador.

Seu nome sempre será pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
O fio não foi cortado, pois você não estará fora dos nossos pensamentos, mas apenas fora de nossas vistas.






Temos a certeza de que a senhora não está longe, apenas está do outro lado do caminho, para onde todos nós um dia também atravessaremos.
Somos gratos à sua vida, que tantas vidas gerou e inspirou, numa silenciosa mensagem de amor e doação; reconhecemos o seu nobre desprendimento, e marcamos para sempre o seu nome em nossos corações com a saudade e seu exemplo de vida.


Madrinha, ao tempo em que a tristeza reveste nossas vidas com seu manto, também nos alegramos porque temos a certeza de que agora você viverá plenamente.



 
Não posso deixar de falar no  meu avô e padrinho Areolino que hoje, assim como a madrinha, descansa junto ao Criador.



A sua vida foi uma missão aqui na terra. De agora em diante, será uma mistura de falta e presença, falta porque não podemos mais lhe ver, e presença porque podemos lhe sentir em nossos corações.

Para nós que cremos em Deus, a morte é cheia de vida, pois morre a noite para nascer o dia, morre a semente para nascer a flor, morre o homem para o mundo e nasce para Deus.


Meu avô viveu, lutou, criou... Foi breve sua despedida, teve uma morte serena como a de um santo, após saber da sua missão cumprida.



Mas viverá para sempre nos seus filhos, netos, parentes e amigos. Nenhum de nós há de seguir confuso nos trilhos da vida por falta dos conselhos que ele nos deu.

 Seu corpo permanece nesta terra, mas a sua alma, com certeza, está no Céu...
A dor da perda, só não é maior do que a lembrança de suas virtudes e exemplos que ele nos deixou.
O Céu é lugar dos justos e bons... Por isso Deus o chamou.
O Pó que é da terra, à terra voltou... Seu espírito de Deus, com Deus está.
A saudade que sentimos agora é porque nós os amamos e o amor transcende o espaço e o tempo, não se limita ao contato físico, torna-se parte de nós, impregnando nosso espírito e nossa alma, confortando-nos em dias difíceis.


Meu avô e padrinho era um homem bom e simples. Vivia para a sua família, com a força da simplicidade, sem rapapés refinados, nem frases de bom português. Gostava de conversar, contar histórias, adorava se vangloriar sobre a “matuteza” dos netos que viviam na cidade.
Se um de nós retrucasse: “mas Padrim eu sou formado!”, ele perguntava: “mas sabe tirar o couro dum bode?”.

Durante sua vida, percebeu que a maior herança que poderia deixar era a retidão moral e o respeito à família. Morreu orgulhoso de ter todos os seus filhos por perto, nenhum se desgarrou. Na casa do Seu Areolino, nunca faltou comida, remédio, nem café no bule.
Mas a Morte é inevitável, pega a gente de surpresa. Muitos sonhos, planos que de repente são interrompidos, mas agora serão concretizados com o auxílio de Deus, pois ele está no colo do Pai intercedendo por todos nós que aqui ficamos na terra.

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.


Aqueles que amamos nunca morrem…
Apenas partem…
… Antes de nós!!!
Descansem em paz.